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Onde comer ótimos Ramens em São Paulo
Postado por Estela T em julho 28, 2019 Editado em agosto 12, 2019

Um dos pratos japoneses que mais amo comer é o Ramen, conhecido no Brasil mais como “Lamen”. Neste post indico alguns lugares bem bacanas para comer a iguaria na cidade de São Paulo, onde se concentra a maior colônia japonesa fora do Japão!

Minha vontade de comer ramen todos os dias não é recente. Porém, confesso que sou mais chegada em um sobá do que um ramen. Mal sabia eu que a iguaria nipônica estava tomando novos rumos na minha cidade e também no mundo! O ensopado com macarrão vem ganhando cada vez mais espaço e, coincidentemente com a minha vontade de um dia escrever um post sobre este assunto, a Japan House promoveu um debate sobre o Ramen, em Abril de 2019.

Eu não poderia perder este evento por nada e fiquei muito feliz em ouvir as explicações maravilhosas do Jo Takahashi, um produtor de conteúdo digital (como descrito no Twitter) e parece que em breve ele vai lançar um livro contando a história do prato japonês. Bom, pela breve explicação que ele deu sobre origem, transformação e multiplicação do prato, obviamente eu vou adquirir uma cópia do livro!

Pra não deixar você curioso, vou explicar aqui mais ou menos o que eu escutei: Tudo começou quando monges budistas japoneses foram até a China entre os séculos V e VI, e lá eles conheceram o tal udon chinês, feito de trigo. Porém, como o trigo não era cultivado no Japão, acabaram adaptando a receita com trigo sarraceno, surgindo assim o sobá (que significa trigo sarraceno). Esta foi uma revelação e tanto, porque eu achava que o sobá era um prato mais típico da província de Okinawa e não que ele era comum em todo o Japão, pois bem… paradigmas quebrados!

Udon Chinês

Por volta de 1870 imigrantes chineses começaram a chegar no Japão e foram montando as suas Chinatowns. Lá eles começaram a produzir e comercializar o “china sobá” ou o “chuka sobá” que é bem diferente do sobá, ramen e udon japonês porque o caldo do “chuka sobá” é mais grosso, lembrando o caldo do yakisoba. Em seguida houve a abertura dos portos, o que permitiu importar trigo em terras  nipônicas, fazendo com que o macarrão do ramen fosse finalmente feito.

Para quem não sabe, tanto a massa do udon quanto a do ramen é feita de trigo, o que os diferencia são as espessuras dos mesmos e o jeitão do caldo. Mas isso eu explico mais pra frente!

Após a Segunda Guerra Mundial, o Japão entra em uma profunda crise e escassez, fazendo com que o ramen fosse ainda mais consumido porque, como o caldo do mesmo leva muito tutano de ossos de porco e galinha, isso fazia com que enchesse a barriga do povo! Mas com o passar dos anos, ele foi deixado de lado. Aí vem a minha conclusão pessoal e feeling total: acho que o ramen deixou de ser consumido porque ele lembrava momentos do pós guerra, momentos de muita privação e, quando o povo japonês começa a se reerguer novamente, começa a comer outras coisas, deixando de lado pratos mais, digamos que, “simples”.

Portão Chinês de Chinatown no Japão

Em 1980 houve uma ascensão da iguaria e notadamente o prato já havia as suas versões conforme as províncias japonesas. Hoje são 30.600 casas especializadas em ramen e só em Tokyo existe 10% delas (ou seja, 3.600 casas). A maior concentração das casas de ramen, ou ramen-ya, ficam no norte do país porque é uma região mais fria.

Existe uma cidade chamada Kitakata a 320km de Tokyo ao norte do Japão que é uma cidade que vive em função do ramen onde eles comem o ramen até no café da manhã! Existe até um folheto na estação de trem indicando todas as ramen-ya que existem em praticamente cada esquina!

Se eu pudesse, também comeria um ramen no café da manhã rsrsrsrs

Em São Paulo, as casas de ramen estão aumentando a cada dia. Hoje são contabilizadas 15 casas, porém eu acho que o maior desafio é convencer o público brasileiro que uma sopa quente também é muito bem vinda em dias quentes. Talvez por isso que tais casas hoje, não podem viver 100% do prato aqui no Brasil, variando o menu com outras especialidades.

Para quem ficou aguando com a breve história, trago aqui alguns restaurantes que tem como carro chefe da casa o ramen. E também trago o udon e o sobá. Já falo aqui de antemão que se você nunca comeu um ramen e está pensando em ir numa cadeia de fast food japonesa que começa com Suki e termina com ya, desista! Porque se você fizer isso com você, com certeza achará que eu tenho péssimo gosto culinário. A verdade é que eu sou bem exigente, ainda mais em se tratando em comida japonesa, onde o melhor sobá que comi na vida foi feito pela minha mãe e por mim mesma rsrs (é sério… é top).

Lamen Aska

Talvez a primeira casa dedicada ao ramen em São Paulo seja o Lamen Aska e talvez o que mais segue a linha tradicional. Mas falar o que é tradicional em ramen é meio difícil porque existem diversas receitas de ramen, a depender da província que se pega a inspiração, mas em consideração a comidas contemporâneas, o Lamen Aska segue tradicional.

Eu já fui umas 4 vezes na casa. A maioria das vezes fui no almoço, porém, foram almoços do tipo ˜café da manhã comendo ramen”. Isso mesmo! A casa abre às 11h e a partir das 11h30 já começa a lotar! O salão é pequeno e já teve vezes que compartilhei a mesa com desconhecidos. Mas é super normal isso acontecer. Outra coisa muito comum é formar uma fila considerável do lado de fora e a espera pode ser de até 40 minutos.

O atendimento é rápido e há poucos tipos de pratos, o que facilita na hora de escolher. Quase sempre pedi um prato de missô e eu adoro ficar no balcão para espiar como os cozinheiros trabalham! Para pessoas pequenas, o prato é razoavelmente grande. Para quem comeu muito e deixou caldo no bowl, dependendo do tamanho da fila você pode pedir uma porção de macarrão (pagando um valor baixo), mas se a fila lá fora estiver muito grande, eles recusam o seu pedido de macarrão ä parte para dar a chance de um novo cliente poder se sentar o quanto antes em uma mesa. Acho legal a atitude!

Como a casa é grande, não vá ficar batendo papo após comer, o negócio é cair fora!

Eu acho o prato do Lamen Aska bem leve e para quem está começando a se aventurar na iguaria, recomendo em disparada este lugar. A carne de porco é do jeito que deve ser, ou seja, bem macia e que dá pra cortá-la com os dentes facilmente e o caldo + macarrão estão sempre no ponto correto. Além disso, a temperatura que é muito importante ao meu ver, é corretíssima sendo ela nem queimando e nem morna.

Nara Lamen

karaague lamen no nara lamen em sao paulo

O “karaague lamen” do Nara Lamen

A casa é nova, deve ter um pouco mais de 1 ano de existência e veio a calhar em um bairro que possui uma colônia bem expressiva de nikkeis e lamentavelmente possui pouquíssimas opções de bons restaurantes japoneses (aliás, pouquíssimos restaurantes bons de qualquer coisa): o bairro da Saúde, zona sul de São Paulo.

Na realidade são dois conjuntos de restaurantes, sendo que de um lado é o Nara Obentô e do outro o Nara Lamen. Como a matéria aqui exige o ramen, eis que fomos experimentar a iguaria.

nara lamen em sao paulo

Detalhe do Nara Lamen

Os preços são bem justos variando de R$20 a R$28 mais ou menos e é bem servido. Quase sempre eu peço a variação do caldo com missô e deste vez não foi diferente. Porém, pra sair um pouco do tradicional, pedi o meu de kaarague lamen que é justamente um dos que custa R$28. Ao invés de carne de porco, o meu veio o karaague separado, que é algo que eu realmente amo na culinária japonesa: trata-se de sobrecoxas desossadas de frango muito bem temperadas e envoltas em uma massa mágica e depois fritas. É algo que eu gosto muito e do Nara, apesar de pequenos, estavam muito bem temperados.

Prato com salmão do Nara Obentô

Dá uma olhada como é um dos pratos do Nara Obentô

O prato me deixou muito cheia e você ainda pode pedir alguns toppings como 50% mais macarrão, alga wakame, moyashi, cebolinha, etc. Um dos diferenciais do ramen da casa é que ele vem servido com berinjelas a moda japonesa (que eu acho que é frita) e estavam bem gostosas, sem picância e sem gosto de berinjela comum, mas sim do jeito japonês de ser.

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Jojo Ramen

ramen do jojo ramen em sao pauloEsta casa de ramen é simplesmente aquilo que você espera quando pensa em um bom ramen. O local é pequeno e lota rapidamente. Antes mesmo do meio dia já se concentra uma fila considerável na frente, então a dica é não tomar café da manhã e chegar às 11h30 e, se for com poucos acompanhantes, melhor.

Me sentei no balcão do restaurante, onde geralmente gosto de me sentar para ver os processos da cozinha na minha frente. Mas o balcão é um pouco mais alto em comparação aos outros restaurantes e, portanto, não vi lá muita coisa. O cardápio é enxuto, porém, suficiente, tendo a possibilidade da pessoa pagar entre R$32 a R$46 nos ramens, além de adicionar toppings, acompanhamentos e harmonizar a comida com bebidas alcoólicas.

Jojo Ramen em sao paulo

Um pouco da visão do balcão do Jojo Ramen

Antes de falar do prato em si, preciso destacar que o atendimento é PRIMOROSO. A recepção típica de estabelecimentos japoneses não soa falso aqui… as pessoas olham nos seus olhos e em especial destaco o funcionário que me atendeu que me permitiu entender perfeitamente as diferenças dos pratos e também se preocupou em me oferecer um protetor de roupas, já que eu estava com roupa branca. Coisas assim não existem em restaurantes acessíveis como este hoje em dia!

Quase sempre eu peço um ramen a base de missô, porque é o meu favorito. Acabei descobrindo também que este é um dos mais pedido pelos asiáticos em geral, o que achei muito interessante! Adorei o meu prato, o Ramen Jojo Misso com pedaços maravilhosos de carne suína meio grelhadas eu acho, ovo, algas, repolhos com brotos de feijão e nirá. Levei um susto quando o prato chegou porque achei muito grande, o que não seria difícil comer se eu não tivesse tomado café da manhã. O prato foi no geral leve e bem saboroso e dava para perceber que o caldo foi feito no estilo japonês fiel, ou seja, ficou no fogo por horas.

Definitivamente eu preciso dizer que a fama que o Jojo Ramen possui não é à toa, ele realmente vale cada “hashizada” dada e é um prato que não possui excesso de sal, evitando aquele estufamento e inchaço normal. UM dos melhores para quem quer saber o que é ramen bom em São Paulo.

Tonkotsu Barikote Ramen Maru

ramen maruLocalizado nos Jardins, próximo à estação Brigadeiro, a casa é estilo tradicional de ramen-ya japonês. Pequena e com apenas o balcão para se sentar, costuma lotar rapidamente e, se você for em grupo, certeza que vai passar muita vontade por muito tempo antes de poder comer, finalmente, aquele que eu acho que foi um dos melhores ramens que comi na vida!

E olha que não estou exagerando!

Balcão do Ramen Maru

 

Balcão do Ramen Maru

Geralmente gosto de pedir um missô ramen, mas como estava conhecendo a casa, acabei sendo fisgada pelo Tonkotsu Black Oil que só pelo nome já deu pra saber o que foi que chamou minha atenção: o tal de black oil, que nada mais é do que um extrato de alho torrado que deu um toque maravilhoso no prato! Ele ainda leva cogumelos orelha de pau, ovo cozido, cebolinha, gengibre e a base do caldo é shoyu e caldo de porco. As fatias de panceta suína estavam deliciosas e comeria uma bacia só delas! Eu senti um odor muito peculiar no prato e no paladar deu para sentir toda a explosão de sabor e também deu para perceber que o ramen foi feito da forma tradicional japonesa, onde o caldo é feito por horas e horas.

Com certeza eu voltarei à casa diversas vezes. Apesar de apenas 4 tipos de ramens, vale a pena comer todos repetida vezes. Só acho que o prato deveria ser um pouco maior, mas no geral, é muito perfeito!

Hirá Ramen Izakaya

Ramen picante do HiráEsta é uma opção mais diferente daquilo que já escrevi aqui em cima porque é uma fusão de vários pratos asiáticos. Há opções mais próximas do tradicional, mas me deu impressão de serem ramens com infusão asiática no geral e não japonês. Aqui eu quis pedir algo diferente e picante, o Meuntan que vai miso dare picante, kimchi, panceta picada e etc.

 

Um pouco do ambiente do restaurante

A casa fica na Vila Madalena e é grande. Com uma decoração bem bacana e moderninha, lota também, até porque o ramen virou moda em São Paulo e em várias cidades do mundo. O atendimento é bacana mas o garçom não soube me explicar muito bem sobre o conceito do prato, já que para mim era muito mais na pegada tailandesa. Mas isso não é nada grave, era só uma curiosidade minha.

O prato possui tamanho médio e pedi um suco maravilhoso com erva cidreira e limão. Estava bem gostoso o prato e deu vontade de experimentar outro, mas fica para a próxima. Apesar de não ter lá aquela cara e clima de restaurante japonês, vale a pena dar uma chance. Os pratos já são um pouco mais caros, cerca de 10% a mais, mas vale a pena.

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Brindes:

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Meu Udon

Udo do restaurante Meu Udon que fica dentro do espaço Kazu no bairro da Liberdade

Meu Udon, Espaço Kazu

O MEU UDON mudou de endereço e funciona agora somente aos finais de semana na Rua Doutor Bacelar, 1189 na Vila Clementino!

Ainda não fui no novo endereço mas parece que simplificaram o menu! Bom… o prato da foto eu comi quando o restaurante era no bairro da Liberdade.

Sempre quis ir a este restaurante e um belo dia consegui e amei a experiência. Fiquei um pouco confusa na hora de pedir o meu prato porque eles não eram como os tradicionais ramens ou sobás onde eles já estão “montados”, lá você escolhia o caldo, a proteína e ia adicionando acompanhamentos majoritariamente compostos por vegetais cozidos ou fritos. Eu havia notado que a maioria das opções de caldos e proteínas eram as de carne bovina e, como eu não como este tipo de carne, fui no único com a proteína de porco (que eu amo) e que, para minha sorte, era um dos únicos montados e que eu não precisaria decidir como montá-lo (porque às vezes dá uma preguiça pensar né?).

Acredito que a escolha foi uma das melhores escolhas culinárias que tive na vida porque estava DI-VI-NO. A carne de porco não era uma carne de porco cozinha no molho, certeza que foi feita à parte e deglaceada à perfeição! O caldo era bem leve o que poderia deixar os comedores de ramen com a pulga atrás da orelha porque a massa do macarrão era absurdamente mais grossa que a massa do ramen normal (característica do udon clássico). Alguns poderiam sentir falta de sal ou shoyu, mas o prato tinha que ser apreciado assim mesmo e era necessário desconstruir o pensamento de se comer um ramen, porque isso aqui era udon!

Teve um dia que vi um dos chefs abrindo e cortando a massa, foi lindo de ver

A Gi pediu um udon mais tradicional que veio o macarrão em água e o caldo à parte. Era quase uma cerimônia comer ele. Você pegava o macarrão da água e mergulhava no caldo e assim, coloca na boca, alternando com os legumes que pediu à parte. É bem diferente e mais leve do que aquele que eu pedi!

Terei que ir na nova casa, me organizar nos dias que eles abrem e conferir se o udon continua top (certeza que sim).

 

Sobaria

Sobá de linguiça toscana na Sobaria de São Paulo

Sobá de linguiça toscana

A Sobaria foi o primeiro restaurante que eu comi um sobá fora de casa na vida. Até então, nem ramen eu costumava ir atrás para comer, tamanha era a dificuldade de se encontrar restaurantes que servem este tipo de prato. O sobá mesmo eu ainda acho que são poucas casas.

Mas o que sempre chamou a atenção é que a Sobaria tem uma pegada Okinawana de Mato Grosso do Sul, isso mesmo! Pelo o que eu entendi, o dono do restaurante é um filho de imigrantes japoneses que se instalaram no Mato Grosso do Sul e como tem esta raiz de carnes nas brasas, escondidinho de carne e etc, já levei amigos americanos lá para provarem a comida sulmatogrossense. Mas como vocês sabem, não como carne bovina e para minha sorte, o sobá deles é uma delicia! Adoro o de linguiça e camarão (este último foi descontinuado pela casa0. Nunca comi o de shimeji e shitake, mas um dia prometo que vou (minha amiga Cyntia sempre disse que é top).

O atendimento é sempre bom e a casa bem aconchegante. Sempre que posso, volto! Mas devo falar desde já que a qualidade varia um pouco… na maioria das vezes que fui estava estupendo, poucas vezes estava meia boca… uma pena ter esta roleta russa da qualidade, não é mesmo?

Para quem não sabe: há uma comunidade expressiva de japoneses e descendentes e nikkeis em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e pelo o que entendi, o sobá é muito comum não somente aos nikkeis mas para os moradores de Campo Grande de um modo geral! Imagina? Uma cidade de clima quente, que praticamente ferve o ano todo, mas come um macarrão asiático com caldo quente… Viu só como é possível? O negócio é tão comum por lá que hoje é considerado bem cultural de natureza imaterial e foi tombado pelo IPHAN em 2006. Uau!!! A coisa virou prato regional!

utensilios para ramen no jojo ramen em sao paulo

Endereços dos Restaurantes listados:
JoJo Ramen: Rua Dr. Rafael de Barros, 262, Paraíso
Ramen Maru: Rua José Maria Lisboa, 118, Jardim Paulista
Lamen Aska: Rua Galvão Bueno, 466, Liberdade
Nara Lamen: Rua Carneiro da Cunha, 172, Saúde
Hirá: Rua Fradique Coutinho, 1240, Vila Madalena
Sobaria: Rua Áurea, 343, Vila Mariana
Meu Udon: Rua Doutor Bacelar, 1189 na Vila Clementino (somente sábados e domingos – apenas almoços)

Todas as fotos e textos são criações do Itinerário de Viagem. Direitos reservados, por favor, respeite! Ilustrações de Carlos Borsa e cores de Estela T.

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