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SÃO PAULO IV: Sul
Postado por Estela T em maio 1, 2017 Editado em março 8, 2019

Dicas de Viagem à região Sul de SÃO PAULO com sugestões de passeios e restaurantes. Leia as nossas dicas e se programe para desvendar a cidade!

A região Sul é bem grande, se não me engane, é a maior zona de São Paulo e há muitas coisas para explorar e aqui no blog não chegamos nem a 1/1000 do que conhecer. Mas aos poucos vamos chegar lá!

O lado mais cultural da região são as mais próximas ao Centro, à Paulista e ao Itaim Bibi. Se afastando um pouco mais, vemos mais as grandes concentrações de bairros paulistanos de casas e muitos são bem residenciais mesmo, não cabendo a necessidade de se comentar muito no blog. Mas existem muitas preciosidades mais ao sul da capital paulista e aos poucos vamos adicionando aqui!

Vale ressaltar que existem áreas um tanto perigosas (como em toda a cidade) e não vamos indicar passeios por lá. Somente os caminhos seguros estarão aqui!

Nota: Como já dito em posts anteriores, a cidade de SP foi dividida por regiões conforme definição do site  SP-Turismo da Prefeitura da Cidade. Nesta primeira página você encontra sugestões para conhecer o Sul. Na página São Paulo I você encontra nossas dicas sobre o Centro, na São Paulo II você encontra a zona Oeste, na página São Paulo III você encontra a região da Paulista e a página São Paulo V para a região Leste e Norte. São Paulo tem muita, mas muita coisa, portanto, a todo momento as 3 páginas estão sendo alimentadas por novas fotos e mais conteúdo, ou seja, mais destinos para você conhecer!

Vila Mariana / Paraíso

 

MAC - Museu de Arte Contemporânea

 

O MAC - Museu de Arte Contemporânea surgiu em 1963 quando a USP - Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM de São Paulo, formado pelas coleções do casal Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo. Tal acervo era proveniente de coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. Impressionante que o acervo conta com obras de Alfredo Volpi, Amedeo Modigliani, Anita Malfatti, Emiliano Di Cavalcanti, Joan Miró, Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Tarsila do Amaral, Lygia Clark, além de uma coleção de arte italiana do começo do século XX.

Originalmente instalado na USP, o MAC acabou sendo ampliado para o antigo prédio do DETRAN em 2012, que aliás, é um prédio assinatura do arquiteto Oscar Niemeyer da década de 1950.

MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Obra de Paulo Pasta no MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Obra de Sandra Cinto no MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo

Outro andar com outra exposição temporária de artistas brasileiros

Apesar de tudo, ainda acho o MAC algo muito estéril e árido. Sinto como se nunca tivesse planejamento e amor ao instalar as obras por lá. Seja isso por falta de dinheiro ou falta de missão, não sinto, quando vou ao MAC, que estou em um museu de arte contemporânea. Tem grande potencial, uma estrutura ótima, espaço de monte! Espero que um dia a Secretaria ou Ministério da Cultura reserve uma grana para deixar algo mais "internacional" e contemporâneo.

No terraço é possível ter uma vista muito bonita do Ibirapuera e parece que iriam abrir um restaurante por lá, ainda não passei pra conferir.

terraço do MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
terraço do MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
vista para o parque do ibirapuera a partir do terraço do MAC USP Museu de Arte Contemporânea de São Paulo

Informações:
Horário de funcionamento: De terça a domingo das 11h-21h. Segunda-feira fechado
Estacionamento gratuito
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301
Entrada gratuita

Dicas de turismo na região Sul de São Paulo

 

Rong Re

 

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Dois bowls enormes de noodles e wan tan

O bairro do Paraíso é bem pequeno se formos ver no mapa. Mas fique feliz que é lá que você encontra uma das filiais de um bom restaurante chinês chamado Rong Re. Ele fica na  R. Tutóia, 312 e outras filiais ficam no bairro da Liberdade e outro em Moema. É aquele restaurante chinês que não tem cheiro de gordura e vive cheio de clientes, sobretudo de sexta a domingo. Domingo é praticamente impossível comer por lá, já que a fila de espera é grande. Dizem que os pratos ficam prontos rapidamente, fazendo o salão girar rapidamente, porém, quando fui, achei o atendimento ok a demorado (quando fui em uma quarta-feira à noite).

O cardápio é relativamente grande e fica até um pouco complicado saber o que pedir, sendo que você não quer ficar no básico frango xadrez ou yakissoba. Acho que já fui umas 3 vezes no restaurante e sempre saí satisfeita! Já comi bifum, outras coisas que nem lembro mais e o último foi o noodles com carne de porco e wan tan de camarão que tem um caldo bem leve, servido com o macarrão separadamente. Preciso alertar que o prato é barato e alimenta de 2 pessoas esfomeadas a 3 pessoas com fome razoável.

conheça o bairro do paraíso de sao paulo

Catedral Metropolitana Ortodoxa

A Catedral Metropolitana Ortodoxa fica no bairro do Paraíso e não passa despercebida com a sua construção inspirada na arquitetura bizantina, uma das que eu mais gosto! Além de ser a Sé da Arquidiocese Ortodoxa Antioquina de São Paulo e Todo o Brasil, possui subordinação à jurisdição eclesiástica da "Igreja Ortodoxa Grega de Antioquia" com sede em Damasco, Síria. É por isso que quando você entra, encontrará inscrições em árabe nela.

Para os que querem saber mais um pouco a respeito, acredito que a filial de Antioquia esteja intacta, porém a de Damasco, provavelmente destruída. Alguns aspectos são muitos parecidos como as paredes brancas e o altar muito característico!

Começou a ser construída em 1942 e sua inauguração ocorreu em 1954 e dizem que houve inspiração na Basílica de Santa Sofia, em Istambul. Bom... não achei que houve semelhanças... talvez na tentativa de alguns afrescos, mas no geral, opinião pessoal, acharia mais interessante se tivesse inspiração mais desvinculada e mais personalizada.

Um dos motivos que originou a construção desta catedral foi por causa da crescente onda migratória de árabes católicos em São Paulo que buscavam continuar suas cerimônias e atividades religiosas ortodoxas. Para quem não sabe, São Paulo possui uma grande comunidade de Sírios e Libaneses majoritariamente católicos e por isso que a grande maioria dos habitantes destes dois países são muçulmanos hoje em dia, porque a grande maioria não muçulmana migrou a outros países.

Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo

Já adianto e falo que conhecer a catedral não foi fácil. Sempre fechada, deve solicitar permissão para conhecer. Há sempre um segurança no portão (ou não) e é só pedir pra conhecer que ele checará internamente se isso é possível.

A catedral fica na Rua Vergueiro, 1515

Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
Catedral Metropolitana Ortodoxa no paraíso em são paulo
conheça o parque do ibirapuera em são paulo com dicas do itinerário de viagem

Parque do Ibirapuera

 

 

Vista do parque (à esquerda) a partir da Passarela Ciccillo Matarazzo

Vista do parque (à esquerda) a partir da Passarela Ciccillo Matarazzo

Parque do Ibiraquera é o parque urbano com mais destaque em São Paulo, talvez o mais famoso. Foi inaugurado em 1954 para a comemoração do 4º centenário da cidade. Mas não é o maior da cidade, porque o Parque do Carmo e o Parque Anhanguera ganham em área.

Dentro do parque há museus, auditórios, bienal e outros espaços administrados por fundações ou outras secretarias municipais ou estaduais. Então, além de passear nesta área verde, há também muita cultura.

Sua área é de 1.584 km² e junto com seus três lagos artificiais interligados ocupam 15,7 mil m².

A idéia da destinação da área para a realização do parque ocorreu na década de 1920, porém, o terreno alagadiço frustrou a ideia. Foi aí que um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, apaixonado por plantas, começou a plantar centenas de eucaliptos australianos com o intuito que estes drenassem  o solo e, desta forma, eliminar a umidade excessiva do local. Hoje é possível fazer um curso de Jardinagem no Viveiro Manequinho Lopes (mas a fila de espera é grande).

Somente em 1951 é que o governador da época institui uma comissão para que o Parque do Ibirapuera nascesse e se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade. Na ocasião chamaram o arquiteto Oscar Niemeyer para tocar o projeto arquitetônico, além do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.

Chafariz do lago do parque do ibirapuera em sao pauloDentre as opções menos esportivas estão o museu MAM (Museu de Arte Moderna) com acervo fixo e algumas exposições temporárias (a parede externa do MAM expõe um grande mural pintado pelos artistas conhecidos como Os Gêmeos, veja foto colorida em 180º mais abaixo); a Bienal que é um espaço cultural e que abriga grandes exposições temporárias, a Bienal de São Paulo e a feira de livros (entre outros eventos como o São Paulo Fashion Week e muito mais); a Oca que também é um centro de exposições temporárias; Museu Afro Brasil que dedica a exposição sobre a cultura afrobrasileira, e o Auditório Ibiraquera destinado a eventos como música, concertos e até teatros.

Em 2015 o jornal The Guardian selecionou os 10 melhores parques públicos do mundo e o Parque do Ibiraquera ficou entre estes 10. Ele destaca o projeto arquitetônico do parque, realizado por Burle Marx e sobre a importância que tem por abrigar vários museus e espaços destinados à arte, prédios estes desenhados por outro arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer. Confira a matéria clicando aqui.

São Paulo, Brasil, América Latina, Parque do Ibirapuera

Detalhe do parque em um dia de primavera

Fachada da Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Oca por fora

Um dos banheiros públicos do parque do ibirapuera em sao paulo

Um dos banheiros públicos

escultura no parque do ibirapuera em são paulo

Arte pelo parque

Show de luzes no chafariz do lago do parque do ibirapuera

Show de luzes no chafariz do lago

Auditório do Ibirapuera

Auditório do Ibirapuera

dicas para conhecer a Oca no parque do ibirapuera

Oca

A Oca é um centro expositivo de 4 andares e nem sempre há uma exposição rolando. Geralmente quando tem exposição, é paga.

Para quem não sabe (eu mesma não sabia), o nome oficial do local é Pavilhão Lucas Nogueira Garcez, o apelido "Oca" é como é conhecido popularmente. Projetado por Oscar Niemeyer em 1951, sempre esteve no projeto original da construção do parque para comemorar o IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954.

Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Rampas dentro da Oca

Tunga em Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Exposição com Tunga em primeiro plano

Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Eder Oiveira em primeiro plano

Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Detalhe da Oca

Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Exposição com Adriana Varejão ao fundo

Exposição na Oca do Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil

Espaço expositivo

 

 

MAM - Museu de Arte Moderna

Vou dar um destaque especial ao MAM porque, apesar de já ter visitado várias vezes, descobri o que é o MAM de verdade somente este ano.

O MAM é um museu que possui acervo fixo porém, por conta do seu limite de espaço, não necessariamente expõe sempre o acervo. Sempre em movimento, chama muito a atenção por desenvolver exposições temporárias de grande valor na cidade.

Não deixe de visitar a Biblioteca do MAM que fica meio escondida mas possui um grande acervo de livros sobre arte. O atendimento é fantástico! Dá pra usar os computadores e a internet de lá, além de ler muitos livros disponíveis!

Horário de funcionamento: Terça a Domingo das 10h–18h
Entrada: R$ 6,00.
Meia entrada para estudantes, mediante comprovação.
Gratuidade aos Domingos.

Entrada do MAM Muse de arte moderna no aprque do ibirapuera em são paulo

Entrada do MAM

Biblioteca do MAM Muse de arte moderna no aprque do ibirapuera em são paulo

Biblioteca do MAM

MAM Muse de arte moderna no aprque do ibirapuera em são paulo

Espaço expositivo

Graffiti do MAM

Graffiti do MAM

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Além de visitar uma boa exposição e estudar um pouco na biblioteca, você pode ainda dar uma pausa e tomar um bom café ou ter uma boa refeição no Restaurante do MAM. Em esquema de self service mais requintado, você paga um quantia e pode se servir quanto quiser. Bebidas à parte e eu acho que as sobremesas também.... esqueci...

O tipo de comida não segue um cardápio fixo, então, cada vez que você for, vai encontrar algo diferente. É tudo muito bem feito e a cereja do bolo é poder almoçar com uma boa vista da Oca e do vai e vem dos visitantes.

O restaurante não é muito grande, mas eu nunca sofri para encontrar uma mesa vaga, que são na sua maioria para 4 pessoas. Eu realmente adoro a comida lá, apesar de não ser muito barata por ser self service mas não é um bandejão.

dicas para conhecer a zona sul de são paulo

 

Pavilhão Japonês

 

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Algumas pessoas não sabem mas quando o parque do Ibirapuera foi inaugurado, foram montados 640 estandes representados por 13 estados brasileiros e 19 países. Naquela ocasião que também comemorava o 4º centenário da cidade de São Paulo, o Pavilhão Japonês foi concebido e construído (em 1954)  pelo governo Japonês e pela comunidade nipo-brasileira.

O prédio é uma réplica do Palácio Katsura, que hoje é conhecido como "Pavilhão Japonês". Eu já fui diversas vezes nele e uma das ocasiões teve uma apresentação restrita de luta samurai, com homens vestidos com armaduras samurais e até espadas. Foi sensacional!

O projeto foi executado pelo professor japonês Sutemi Horiguchi (da Universidade de Meiji), que usou materiais e técnicas construtivas tradicionais japonesas. Como referência foi utilizado o Palácio Katsura da cidade de Kyoto (Japão), que era a antiga residência de verão do Imperador, construído no século XVII, na era Edo.

Para a estrutura do pavilhão foram empregadas técnicas da tradicional arquitetura japonesa no estilo Shoin, que era comumente adotadas nas residências dos samurais e da aristocracia. Esta técnica baseia-se em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (que são as áreas internas, classificadas como quartos e salas e hoje, no Pavilhão Japonês, são áreas destinadas à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), bem como de outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.

Este pavilhão é um refúgio dentro parque... um local calmo e parece até que você viajou para o Japão. A "casa" está aberta a visitações e é lindíssima, além dos jardins externos de plantas, o jardim japonês com aquelas típicas pedras brancas e o lago interno de carpas. É sempre um lugar que procuro ir.

Apesar de não ser uma visita gratuita, vale a pena ao menos passear neste oásis uma vez na vida! Mas para isso é preciso se organizar direitinho porque os dias de visitação são bem escassos e alguns feriados o Pavilhão fica fechado. Confira no site oficial, clicando aqui sempre antes de ir!

Confira também o vídeo que fizemos lá!

Informações:
Entrada
:R$10,00
Acesso: Portão 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral
Horário de funcionamento: Quarta, Sábado, Domingo e Feriado das 10h às 12h e das 13h às 17h

Pavilhão japonês no parque do ibirapuera de São Paulo
Pavilhão japonês no parque do ibirapuera de São Paulo
Pavilhão japonês no parque do ibirapuera de São Paulo
Pavilhão japonês no parque do ibirapuera de São Paulo
Pavilhão japonês no parque do ibirapuera de São Paulo

Como vocês podem ver, algumas sortes maravilhosas podem acontecer! Em 2018 tive a sorte de presenciar duas apresentações musicais no pavilhão! Então, fique de olho na programação que mais coisas vem por aí!

A foto do meio é Akiko Sakurai que apresentou canções, tocando biwa, um instrumento japonês derivado do oud (similar ao alaúde), na antiga Pérsia, que chegou ao Japão há aproximadamente 1.300 anos através da China e Coreia. O instrumento tem forte referência religiosa e espiritual como por exemplo, "na oração pela divindade do fogo da cozinha ou no canto para confortar a alma dos falecidos”, conforme entrevista do Bunkyo com Akiko Sakurai.

A musicista Akiko Sakurai é professora da Associação de Difusão do Satsuma Biwa e estava no Brasil para apresentações e compartilhamento de seus conhecimentos acerca o instrumento e cultura japonesa. Uma pessoa muito simpática e delicada, forte no canto! No evento ela explicou que o instrumento e as canções eram executadas há 800-500 anos por monges e depois por samurais que, para 'desestressarem' devido a suas profissões pesadas, tocavam e cantavam o biwa. Por ser muito masculino e pela época em que estava sendo executado, as canções possuem temas de guerras e combates (como matar e afundar o inimigo no mar) e ela nos contou que fica muito sem graça quando convidam-a para tocar e cantar o biwa em casamentos.

Outro fato interessante que ela nos contou é que os samurais tocavam de joelhos o instrumentos, deixando as espadas de lado e, um samurai desarmado era um alvo fácil e, por isso a "paleta" do instrumento é grande e possui uma anatomia que pudesse ajudar o samurai em algum tipo de defesa contra flechas ou espadas.

carpas do pavilhão japonês do aprque do ibirapuera
Recital de Akiko Sakurai cantando e tocando 'biwa' no pavilhão japonês do parque do ibirapuera

Recital de Akiko Sakurai cantando e tocando 'biwa'

apresentação de flauta shakuhachi po shen ribeiro no pavilhao japones no parque do ibirapuera

Apresentação de Shen RIbeiro tocando 'shakuhachi'

dicas para conhecer a zona sul de sao paulo

Bienal

 

fachada do predio da bienal no parque do ibirapuera em sao pauloA Fundação Bienal de São Paulo foi criada em 1962. A arquitetura do prédio é moderna, projetado por Oscar Niemeyer para o quarto centenário da cidade de São Paulo, que foi comemorado em 1954 com a construção do Parque Ibirapuera e seus edifícios.

O nome do prédio veio com o intuito primordial da concepção do projeto, porque a Bienal nasceu para abrigar as Bienais de São Paulo a partir de sua sétima edição (antes as Bienais eram realizadas no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo). Apesar de abrigar outros eventos da moda, por exemplo, a missão primordial é de apresentar e debater a arte contemporânea. Hoje é uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte de seu tempo e seu impacto no ambiente das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Lógico que eu já fui milhares de vezes na Bienal e cada evento, o prédio parece influenciar um pouco os projetos apresentados lá dentro.

Confira algumas fotos do prédio e um pouco da 32a Bienal de Arte de São Paulo, de 2016.

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Bienal de Arte no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera em São Paulo

Piso térreo

Bienal de Arte no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera em São Paulo

Detalhe da livraria

Bienal de Arte no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera em São Paulo

Rampas

Bienal de Arte no prédio da Bienal no Parque do Ibirapuera em São Paulo

Caminhos

 

 

Museu Afro Brasil

Fachada do museu afro brasil no parque do ibirapuera em são pauloEste museu possui 11 mil m² e possui um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII até os dias de hoje. O museu dedica-se a arte e cultura africanas e afro-brasileiras, onde os trabalhos abordam temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros, linkando com o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Para visitar  museu e sua exposição de longa duração você deve se dirigir ao segundo andar. Já no primeiro andar, há Exposições Temporárias e dispõe de um Auditório e de uma Biblioteca especializada que complementam sua Programação Cultural ao longo do ano.

Em Outubro de 2016 foi a primeira vez que entrei no museu e conferi a exposição "Portugal Portugueses". A-do-rei. Tratava-se de uma exposição de arte contemporânea de nosso conterrâneos e fiquei de boca aberta de como a exposição estava maravilhosa!

Gostei muito de conhecer o museu mas fiquei um pouco cansada em conhecer o segundo andar. Acho que a expografia está muito amontoada e nem consegui processar o que vi na cabeça.... terei que voltar lá um dia e só ir lá...

Informações:
Endereço: Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera Portão 10
Horário de Funcionamento: Terça a Domingo das 10h-17h (permanência até às 18h). Fechado nos dias 24, 25 e 31 de Dezembro e 01 de Janeiro.
Entrada: 
R$ 6,00
Gratuidade aos sábados.

exposição portugueses portugal no museu afro no parque do ibirapuera em São Paulo
Exposição no Museu Afro brasil no Parque do Ibirapuera em São Paulo
Dicas de turismo em São Paulo, região Sul
Dicas de turismo em São Paulo, região Sul

SUL Ipiranga

Em processo de edição... aguardem....

Dicas de turismo em São Paulo, região Sul

SUL Cursino

Dicas de turismo em São Paulo, região Sul

 

Jardim Botânico

 

Alameda Fernando Costa do jardim botânico de são paulo

A Alameda Fernando Costa, dentro do parque

Eu já fui várias vezes ao Jardim Botânico de São Paulo mas por incrível que pareça nunca na Primavera e nunca peguei sol e céu azul. Um tanto curioso isso... Mas eu garanto a você que a ausência de sol e a presença de chuva não fazem deste passeio desinteressante, até porque, eu o considero o jardim botânico mais bonito do Brasil. Lógico que eu não fui  em todos do país, mas já fui nos mais importantes.

O Jardim Botânico de São Paulo tem um maior carinho da minha parte porque possui muitas espécies onde quer que você vá, não ficam apenas confinadas em estufas. Em todos os lugares há algo pensado e plantado de forma que faça sentido!

Sem falar que há um bom restaurante do tipo self service e você pode comer na paz do parque, e possui muitas esculturas um tanto bizarras e sinistras, mas que fazem sentido e eu gosto.

O que mais gosto de fazer por lá é ir às Estufas que são estruturas feitas de ferro inglês e que abriga espécies da Mata Atlântica e às vezes algumas exposições de plantas temporárias. Adoro observar o Lago das Ninféias, o Jardim dos Sentidos faz jus ao nome com várias plantas de cheiros específicos e texturas idem e onde dá para aprender um monte sobre cada uma só de usar os sentidos e a Trilha da Nascente, que e uma trilha suspensa pela mata com 360 metros e você pode observar mais de perto a vegetação alta. Lá no topo das árvores ficam escondidos alguns macacos que podem jogar fezes em você. Então, cuidado. Mas isso não é uma regra, a maioria não tem este desprazer.

jardim botânico de são paulo
jardim botânico de são paulo
Um dos orquidários do jardim botânico de são paulo
jardim botânico de são paulo

A idéia da concepção do Jardim Botânico surgiu no final do século XIX, com o objetivo de preservar a natureza da cidade. Desta forma, em 1893 a administração pública estadual começou a desapropriar uma vasta área de mata nativa que na época estava ocupada por chácaras e fazendas. Somente em 1928 é que o local recebeu o naturalista Frederico Carlos Hoehne, convidado pelo governo para implementar um horto botânico no local, nascendo finalmente o projeto do Jardim Botânico de São Paulo.

Possui 360.000m² e também varias opções lá dentro, como outras trilhas para caminhada, pequenos museus, etc. Certamente um lugar que merece ser visitado e você merece conhecer!

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Informações:
Horário de funcionamento: De Terça a Domingo e Feriados (incluindo feriados que caem na segunda-feira), das 9h às 17h. No horário de verão aberto das 9h às 18h. Fechado: sexta-feira santa, 25 de dezembro e 1º de janeiro.
Entrada: R$5
Endereço: Avenida Miguel Stéfano, 3031 - Água Funda - zona Sul - São Paulo.
Não possui estacionamento próprio, porém há um estacionamento pago de frente ao Botanico, na Rua Etruscos.

Dicas de turismo em São Paulo, região Sul

Parque Burle Marx

A primeira vez que fui ao Parque Burle Marx foi praticamente quando ele foi inaugurado. Lembro que eu era bem adolescente nos anos 90 e também lembro que eu tinha achado bem interessante e bem verde. Não era muito comum passear em parques, praticamente eles existiam para fazer um cooper ou jogar basquete. De lá para cá, felizmente o uso do parque na cidade de São Paulo ganhou utilidade para o que ele deve ser: um local de lazer e simplesmente andar nele ou até mesmo fazer piquenique são coisas normais hoje em dia.

Mas mesmo com esta minha introdução, saiba que o Burle Marx é diferente, porque ele é um parque contemplativo, sendo que não é lá muito apropriado para cooper, andar de bicicleta ou fazer piqueniques (até tem uma pequena área para isso, mas no parque em si não é permitido fazer piquenique). Apesar de haver pequenas trilhas onde alguns fazem caminhadas e cooper, não chega a atrair usuários para este fim.

O local possui 138 mil m² e possui três trilhas de diferentes tamanhos e dificuldades que ficam bem lamacentas em épocas de chuva. Possui ainda: o Bosque das Jabuticabeiras, a Região dos Lagos, um grande gramado central, playground, horta comunitária, estação de compostagem, pequenino espaço para piquenique e eventos, e algumas construções importantes para a história e a arquitetura nacionais, como a Casa de Taipa e Pilão, utilizada pelo “Ciclo Bandeirista”, e o Jardim Burle Marx.

 

 

Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo

A história do parque é bem interessante: o empresário ítalo brasileiro Francisco Matarazzo Pignatari pediu para Oscar Niemeyer fazer o projeto daquilo que deveria ser a maior mansão do Morumbi e que deveria ser sua residência quando se casasse com a princesa austríaca Ira von Furstenberg. Para o jardim da residência (a antiga propriedade rural denominada Chácara Tangará) ele chamou Burle Marx. A época destes projetos era a década de 1940 e acabou que o noivado não vingou e, apesar do projetos prontos, os mesmos ficaram abandonados até final dos anos 80 quando foi leiloado.

Como é uma área de conservação da Mata Atlântica (aliás, o pouco que sobrou dela na cidade), o parque foi mantido ao invés de virar um condomínio de luxo. A mansão virou um dos mais caros hotéis da cidade, porém o parque, nesta segunda vez que o visitei, achei ele meio caidão. Mas vale a pena conhecer e matar a curiosidade.

Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo
Parque Burle Marx em São Paulo

Informações:
Horário de funcionamento: todos os dias das 07-19h incluindo domingos e feriados
Endereço: Avenida Dona Helena Pereira de Moraes, 200
Entrada: Gratuito
Estacionamento: R$10 de segunda a sexta (exceto feriados) e R$15 nos finais de semana e feriados, porém é o valor do período inteiro. O estacionamento do parque fica logo após você sair da Marginal Pinheiros, mas fica logo após mesmo!
Existem várias atividades na agenda do parque como Tai CHi Chuan, Kung Fu, aquarela, Yoga, Meditação e etc. Verifique esta agenda aqui!

No parque é possível alugar bicicletas. Não há lanchonetes, apenas dois quiosques com sorvetes e coco verde. Há playground simples.

Dicas de turismo em São Paulo, região Sul

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

mapa sao paulo

 

Dicas de Restaurantes, Padarias e Docerias da Região Sul de São Paulo

Este assunto é complicado numa cidade como São Paulo, já que ela é altamente conhecida por seu cenário gastronômico. Ok.... Eu teria diversos lugares para indicar  conforme cada perfil, mas alguns que indico são:

Moema:
Momotaro: R. Diogo Jacome, 59 - cozinha japonesa
- La Grassa: Av. Juriti, 32 - cozinha italiana
- Empório Moema: R. Canário, 860 - uma padaria bacana
- Sorveteria Stuppendo: R. Canário, 1321
- The Fifties: Alameda Jauaperi, 1468 - pode parecer bagaceira para alguns e algo muito americanizado pra outros, mas gente... eu amo esta lanchonete rs
- Miss Saigon: Alameda dos Jurupis, 137 - cozinha vietnamita
- Bar do Giba: Av. Moaci, 574 - dizem que a feijoada é boa (quartas e sábados)
Konstanz: Av. Aratãs, 713 - cozinha alemã

Vila Mariana:
- Casa Braz: R. Gandavo, 447 - pizzaria
- Sobaria: R. Áurea, 343 - comida sul matogrossense com pitadas japonesas
- Confeiraria Asti: R. Cubatão, 580 - doceria italiana

Ipiranga:
- Hamburguer Do Seu Oswaldo: R. Bom Pastor, 1657
- Big Bread Panificadora: R. Brg. Jordão, 490

Paraíso/Paulista:
Shinzushi: R. Afonso de Freitas, 169
- Sushi Kiyo: R. Tutóia, 223
- LE CHEF GATÔ: Rua Coronel Oscar Porto, 517 - cafeteria e doceria
- Shigue: R. Sampaio Viana, 294 - um dos meus restaurantes japoneses que mais adoro em São Paulo
- Ponto Chic Paraíso: Praça Oswaldo Cru

Outra gama de bons restaurantes japoneses você encontra aqui na Paraíso e outros que indiquei nos bairros. Fujam dos restaurantes de franquia ou os que servem sushi com cream cheese, caso você queira ter uma experiência um pouco mais autêntica.

Onde se hospedar:

São Paulo é uma cidade grande, enorme... isso dificulta muito em escolher um local para se hospedar. Minha dica é você escolher um local próximo a estações do metrô que tendem a ser mais próximo de locais que você quer conhecer. Mas de toda forma, sugiro os bairros: Jardins, Vila Mariana. Para quem quer mais agitação, pode procurar os bairros Consolação e Vila Madalena.

Um hotel que parece ser bacana é o Capcana Hotel perto da Avenida Paulista. Há muitos Mercure da rede ACCOR por São Paulo. E lógico, há aqueles mega chics e caros. Uma família norte-americana de amigos acabou optando por um Hostel chamado The Hostel Vila Mariana e teve um momento que esta família nos chamou pra dar uma olhadinha e nos falaram que adoraram o local e mesmo ele sendo "diferente", adoraram a arquitetura antiga do lugar. E realmente, achei muito bacana!

Não deixe de pesquisar os hostels destes bairros!

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