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POMPEII & HERCULANEUM (Sítios Arqueológicos de Pompéia e Erculano)
Postado por Estela T em maio 5, 2016 Editado em junho 19, 2017

Sítios arqueológico de Pompéia e Erculano na Itália: várias dicas para melhor aproveitar os dois sítios arqueológicos italianos. Aqui contamos todos os detalhes!

 

 

Entrada para Scavi di Pompei

Pompéia (ou Pompeii) fica a 22km de Napoli. Foi uma cidade Romana soterrada pelas cinzas de uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79d.c. Pelo que disseram por lá, a cidade ficava a beira mar, mas com a erupção do vulcão o mar foi afastado pelas cinzas.

A cidade foi reencontrada apenas no ano de 1749. As cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos intempéries do tempo, moldando inclusive o corpo das vítimas.

Hoje, chamado de Scavi di Pompei, é considerada patrimônio histórico da humanidade pela UNESCO e recebe cerca de 2,5 milhões de turistas por ano.

A viagem de Junho de 2011 surpreendeu: Eu realmente não esperava encontrar um lugar tão fortemente florido. Imaginava que seriam apenas ruínas, cinzas, mas o solo vulcânico é muito rico em minerais o que facilita o surgimento de vegetação. Em Janeiro de 2016 a vegetação não deixou a desejar: verde, sem flores, mas verde e forte.

 

Check List

 

Dica para chegar:
Vamos começar a falar como fazer para chegar lá. A partir de Napoli, você vai até a Stazione di Napoli Centrale e procura a plataforma dos trens da companhia Circumvesuviana (que são diferentes da Trenitalia - se você pegar o ticketda Trenitalia para a estação Pompei, vai ficar muito longe do sítio arqueológico). Se você se perder e não achar a plataforma da Circumvesuviana, pergunte em alguma loja ou na bilheteria dentro da estação.

O trem é simples e a viagem dura cerca de 40 minutos, se não me engane (detalhe das fotos abaixo). Tenha o voucher (comprado pela internet) impresso com você ou o ticket validado. A estação é a Pompei Scavi e como orientação, saiba que o trem vai até a cidade de Sorrento.

Tempo médio de visita: de 4 a 6 horas (ou até quando você aguentar)

Alimentação: há apenas uma lanchonete lá dentro e opções do lado de fora. Então leve água e lanche para facilitar a sua vida.

Informações:
Horário de funcionamento: no inverno das 09h-17h e verão das 09h-19h30. Fechado nos dias 1º de Janeiro, 25 de Dezembro e 1º de Maio.
Entrada: €11 - Há opção de compra integrado de Pompei,Herculaneum, Boscoreale, Oplontis e Stabiae - válido por 3 dias por €20.
Gratuidade: No primeiro Domingo de cada mês.

Saindo da estação, não tem erro: a entrada para o sítio arqueológico é bem perto da porta da estação.

Também na porta do sítio, você encontra um conjunto de lanchonetes e cafés e a dica é comprar água ou um lanche por lá, caso você não tenha levado. Lá dentro também tem, mas só um.

Flores do verão em Pompei

Detalhe da vegetação no verão

 

 

Dica para se localizar dentro do Scafi di Pompei:

A Scavi di Pompei é grande... grande mesmo porque é uma cidade. Compramos os bilhetes e entramos conforme instruções e fomos andando meio que por "feeling". A minha dica  é procurar na bilheteria se eles disponibilizam um mapa. Eu realmente não me atentei a isso e acabei me dando mal e passei por alguns lugares meio que sem saber. Se eles não disponibilizam um mapa, imprima este aqui ao lado. Sério... vai te ajudar a se localizar e otimizar a sua visita e aproveitar o máximo possível. Acesse o mapa clicando aqui.

 

A Visita:

Realmente o local está muito bem conservado e é muito grande, então vá sem pressa para poder caminhar por toda cidade. Você vai conseguir visualizar a estrutura completa de uma cidade romana, as estruturas das casas, templos, foruns... é muito interessante e instrutivo. Há inclusive algumas pinturas ainda nas paredes, que eu acho que eram propagandas.

Há vários locais com grades para impedir o acesso das pessoas e algumas casas você não pode entrar.

Em alguns poucos pontos você vai encontrar bicas d'água, mas são poucas. Por isso que passo a dica de ir com a sua água ou com uma garrafinha para reabastecê-la (se achar).

Na viagem de 2016 estávamos em dois e como estava um agradável frio, não precisamos de muita água. Mas a viagem de 2011, no alto verão exigiu muita hidratação. Vale lembrar que no inverno, não havia muitas pessoas visitando o local, ao contrário do verão, que estava lotado. Dependendo do horário que você vai, não há muita sombra pra se esconder do sol, então cuidado. Use chapéus, protetor solar e etc.

Grades para impedir acesso

Uma bica d'água (a única que encontrei)

Sem um mapa em mãos fica até difícil saber qual caminho ir. Se você estiver nesta situação, pergunte aos funcionários onde você pode priorizar a sua visita. Eles gostam muito de indicar logo de cara o Fórum.

Mas depois que você entrar na cidade, é possível que caia na Via dell Abbondanza. Indo reto à sua direita você vai achar o Fórum e à esquerda conjuntos de casas muito interessantes, com fachadas pintadas e uma parte que os arqueólogos trabalham.

A única lanchonete

Dentro do sítio arqueológico onde ficava Pompei, você vai encontrar um restaurante-lanchonete para poder matar a sede depois de muito muito muito andar pela cidade (que é grande). Dá inclusive para almoçar por lá.

Só usamos o banheiro porque havíamos levado lanche. Como era inverno, não havia muitos visitantes, então o atendimento era rápido.

Não muito longe desta lanchonete há uma casa de visitação que funcionava como prostíbulo. Ainda hoje podemos ver nas paredes a decoração sugestiva do lugar. É bem pequeno e fica difícil conhecê-la, porque muitas pessoas entram lá ao memo tempo. Dá até pra ver as pequenas camas de pedra dos pequenos quartos. O povo de Pompei devia ter uma estatura muito baixa, era tudo muito pequeno até pra mim.

Este recinto, aliás, era um dos que ainda tem telhado. A maioria das construções estão sem telhados porque estes não resistiram ao peso dos detritos vulcânicos.

Há casas muito espaçosas que podemos entrar e conferir a arquitetura romana. É bem interessante observar o tratamento que faziam para iluminar os aposentos com aberturas nos tetos e paredes. A luz é tão bonita que dá um tom de mistério enorme.

Uma das casas que você pode entrar

Detalhe da pintura em parede externa

Aberturas para iluminação natural

Casa de prostituição

Para quem não sabe, Pompei não foi atingida pela lava vulcânica. Na época a população não sabia o que era uma erupção e quando o Vesuvio começou a explodir, pela falta de conhecimento e registros históricos anteriores, as pessoas ficaram na cidade. Algumas fugiram mas cerca de 2.000 pessoas morreram. O Vesúvio jogou milhares de pedra-pomes na cidade que além de absorver a umidade do ar, dificultou algumas pessoas a abrirem as portas de suas casas para escaparem. Muitos acreditavam que a atividade vulcânica iria passar em poucas horas, mas aquela tarde fatídica foi fatal. Após um tempo, o vulcão expeliu cinzas quentes, sendo que o conjunto destes fatores acabou sufocando os moradores, vindo todos a falecerem.

Aqueles que foram ajudar via mar os habitantes de Pompei também morreram sufocados ao se aproximarem da região. Como podemos ver, as pessoas realmente não tinham ideia sobre uma atividade vulcânica. Dizem que as pessoas da região achavam que o Vesuvio era uma montanha e nação um vulcão. Até porque não há uma palavra para "vulcão" em latim, por exemplo.

Local do fórum

Como estávamos sem um mapa, achei difícil entender algumas casas e alguns pontos. Por exemplo, vimos num espaço com grade, ossos que pareciam humanos. Mas não sei até hoje se eram reais ou réplicas. Não havia nada que explicasse a existência daquilo. Até porque eu achei muito abandonado.

Outro lugar que não obtive explicações foi um salão que mais parecia um templo, com esculturas de homens pequenos. Não tenho certeza o que acontecia por lá. Acho que vale a pena contratar uma visita guiada para poder entender mais sobre os edifícios.

Ossos humanos?

O chão de Pompei

Templo de orações?

Provavelmente um forno de um estabelecimento comercial


O chão da cidade inteira é sinuoso, portanto, mulheres, não vão de salto alto.

Perto do Fórum há uma parte segregada coberta e trancada com grade de ferro. Lá dentro podemos ver inúmeros utensílios dos habitantes de lá. Talvez estão sendo catalogados ou simplesmente guardados. Não havia explicação clara a respeito. Mas no meio de todos os objetos, havia 3 "corpos" petrificados: um rapaz agachado meio que se protegendo, um bebê deitado e um cachorro (estes dois últimos dentro de aquários de vidro). Também não sei se eram reais ou réplicas. Mas sei que todos os corpos (cerca de 80) encontrados em Pompei foram protegidos com gesso para que a forma dos corpos ficasse preservada para sempre. Por isso que quando você vê um corpo, ele parece de gesso puro.

Sei também que há pouco tempo atrás, transferiram todos os corpos a uma sala expositiva dentro do Scavi di Pompei. Infelizmente não encontramos a sala aberta.

A casa abaixo (à esquerda) era muito interessante porque tinha um mosaico muito bonito no chão. Infelizmente ela estava fechada para visitação. Podemos notar que algumas possuíam dois andares, e justamente estas estavam fechadas ao público.

Fique nas tabernas que existiam por lá. A da foto abaixo (à direita) foi a taberna mais bonita. O balcão da taberna tinha uns furos que eu acho que eram para guardar coisas como dinheiro, comida, utensílios, etc. 

O anfiteatro

A incômoda pirâmide dentro do anfiteatro

Como disse, não conseguimos entrar no local onde estão os corpos mineralizados, mas se vocês querem visitar o local, sugiro procurar o Anfiteatro que não é muito grande. Ao entrarmos, nos deparamos com uma estrutura de pirâmide construída a pouco tempo. Havia outros turistas que, como nós, reclamavam quanto a existência daquilo ali. Sem explicações, para variar, fomos embora com um ponto de interrogação na cabeça. Só depois que eu descobri que neste local, naquela pirâmide é que estavam os corpos. Mas de todo modo, estava fechado. Vale lembrar que o Pink Floyd fez um show neste local.

A paisagem é muito bonita, tendo o Vesúvio de um dos lados e montanhas de outro.

Em Julho de 2011 estava um calor de 40ºC. O forte calor tornou o passeio muito cansativo e acabamos não indo até o Vesúvio.

O Vesúvio visto de Pompei

 


 

SCAVI DI HERCULANEUM

 

Fomos para o Scavi di Herculaneum a partir da cidade de Salerno. Foi uma viagem um tanto demorada porque o trem era devagar e parava em diversas estações. Descemos na stazione Ercolano que não é a mais próxima do sítio arqueológico, mas era o que tínhamos. A estação fica a beira mar e é um cenário interessante, porém, até chegarmos ao sítio arqueológico, a cidade se mostrou um pouco feia. Aproveitamos e paramos em uma confeitaria bem antiga e mal cuidada. Comemos um doce folheado que estava muito bom. Não havia sinalização na rua para nos orientarmos e fomos perguntando para todos na rua.

Se você está em Napoli é só pegar o mesmo trem de Pompei (veja no quadro no topo da página).

Herculaneum foi escavada antes de Pompei. Pelo o que entendi, a cidade moderna acabou avançando até demais no entorno do sítio arqueológico e com certeza muito da cidade está abaixo da atual cidade.

Quando você entra no sítio arqueológico, já dá pra ter uma noção de como vai ser a sua visita porque a entrada fica num terreno mais alto do que da cidade de Herculaneum. 

Para quem foi antes a Pompei, vai perceber uma cidade bem menor. Depois que você comprar o ingresso na bilheteria, tire uma foto do mapa da cidade. Eles não o disponibilizam. De qualquer forma, sugiro você levar o seu impresso de casa. Você passa pela catraca e encontrará dois pequenos museus. Um deles estava fechado, mas o outro mostra um pouco da história das últimas horas da cidade. Também mostra alguns objetos encontrados, chamuscados pelo calor intenso do Vesuvio.

Herculaneum era uma cidade costeira e tinha como atividade principal a pesca. Neste museu podemos ver um dos pequenos barcos encontrados nas escavações. Assim como Pompei, o mar foi afastado por conta dos inúmeros detritos e cinzas jogados pelo vulcão. Sei que naquela tarde fatídica, o povo de Herculaneum procurou abrigo perto do mar, mas foi em vão. O calor expelido foi como o calor de muitas bombas atômicas.

Vista de Herculaneum a partir da passarela de passagem

Pequeno museu

Espaço expositivo

Mais adiante a partir da passarela de passagem

Um barco chamuscado pelo calor

Outro pequeno museu fechado

Quando você está na ponte de acesso à cidade, você percebe a quantidade de detritos expelidos pelo Vesuvio. Impressionante! Ver as fundações e os armazéns que davam para o mar lá embaixo, dá pra ter uma noção de como foi violenta a erupção!

A dica para irmos a Herculaneum foi de um amigo. Ele disse que o interessante da cidade é observar as casas de dois andares e que, para aqueles que tem pouco tempo, há a possibilidade de conhecer cada entranha da cidade porque ela é pequena. Tive a sensação de que a famosa Pompei realmente chama mais a atenção de visitantes do que Herculaneum. Mas um fator pode estar influenciando as poucas visitas: faz um tempo o sítio arqueológico entrou para a lista de "Patrimônio da Humanidade em perigo de Extinção". Isso porque a cidade ficou meio largada após ser desenterrada e vândalos entravam lá e depredavam o que viam. Infelizmente hoje podemos ver "pixações" (daquelas que utilizam objetos pontudos para riscar a parede) dos anos 1980. Deu muito aperto no coração ver a cidade tão depredada e nem foi culpa do vulcão, desta vez!

Herculano foi descrita em uma conferência europeia em Roma, em fevereiro de 2002, como "o pior caso do mundo de um sítio arqueológico extremamente decadente, sem guerra civil que o justificasse"!

Hoje podemos observar que há um relativo esforço para evitar novas depredações com limitação de acesso de pessoas da rua ao sítio e seguranças em algumas casas que você pode entrar. Mesmo assim ainda há muitos locais vazios onde qualquer um pode fazer o que quiser.

Ponte de entrada à cidade

Dentro de uma das casas

Infeliz depredação no afresco histórico (lamentável)

Apesar das depredações modernas, percebi muitos afrescos em Herculaneum (muito mais do que em Pompei). Em uma das casas podemos ver um estrado de cama chamuscado pelo calor e em outra casa um mosaico traz o desenho de um pênis que era símbolo de fartura para os romanos da época.

Tudo com certeza era altamente ornado. Fico imaginando como ficavam os móveis disponíveis em cada cômodo e como os tempos áureos eram coloridos.

Aposento decorado com mosaicos que são até hoje copiados em diversas culturas no mundo

Uma das coisas mais legais de Herculaneum é poder ver as casas de dois andares. Não que em Pompei não tenha, mas há muitas destas em Herculaneum. Infelizmente você não pode ir para o andar de cima, mas podemos apreciar imaginando como era o dia a dia do cidadão de lá. Adorei conhecer ainda mais a complexidade da arquitetura e engenharia romanas.

Também não sei por que os "azulejos" e mármores de Herculaneum foram muito bem preservados debaixo das cinzas do Vesuvio. Talvez porque a cidade era mais ornada co este tipo de material ou coisa do tipo. São minhas suposições.

Muito dos tetos vistos hoje nos sÍtios arqueológicos foram feitos recentemente para ajudar a preservação das casas. Talvez a maior desgraça para a cidade seja a poluição e chuvas mais ácidas dos tempos modernos.

Chegando na parte inferior da cidade, descendo uma escada, é possível ver os armazéns que ficavam de frente ao mar. Na ocasião da erupção, as pessoas fugiram em direção ao mar e algumas se esconderam nos armazéns. Foi tudo em vão. Todas morreram.

Quando chegamos lá havia esqueletos nestes armazéns e como não havia nenhuma explicação, ficamos sem saber se eram reais ou apenas uma representação daquilo que encontraram nas escavações. Perguntei a um funcionário e este me falou que eram reais. Mas tenho duvidas porque vi uma rede daquelas que se faz a base de uma maquete... Real ou não a cena choca.

O fim da tarde chegou e fomos expulsos de Herculaneum. O inverno de Janeiro de 2016 nos trouxe uma luz muito linda do mar e do Vesuvio. Foi lindo. Mas me preocupo por não ter visto o topo do Vesuvio coberto pela neve, como deveria ser nesta época do ano.

O Vesuvio é avermelhado, parece que está pronto a explodir a qualquer momento. Parece que até hoje ele treme um pouco, mas é quase imperceptível. Dizem que a tendência é ele entrar em atividade a cada 1.500 anos. Já passou do tempo disso acontecer de novo.

Informações:
Horário de funcionamento: 1° de Abril a 31 de Outubro todos os dias das 08h30-19h30. 1º de Novembro a 31 de Março todos os dias das 08h30-17h.
Fechado no dia 1º de Maio, 25 de Dezembro e 1º de Janeiro
Entrada: €11 - Há opção de compra integrado de PompeiHerculaneumBoscorealeOplontis e Stabiae - válido por 3 dias por €22.
Gratuidade: No primeiro Domingo de cada mês.
Há uma lanchonete dentro do Scavi.

 


 

 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

 

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