EnglishPortugueseSpanish
Patagônia Norte I: BARILOCHE, VILLA LA ANGOSTURA e Circuito Chico
Postado por Estela T em abril 5, 2015 Editado em abril 21, 2017

Dicas sobre PATAGÔNIA NORTE na Argentina, explorando Bariloche, Villa la Angostura e o Circuito Chico com sugestões de passeios, restaurantes, hospedagem e muito mais!

 

 

Mapa: Localização da Patagônia Chilena e Argentina

Acho que a primeira coisa que você deve saber é onde fica a Patagônia, pois percebo que muita gente se confunde. Saiba que na Argentina, a região chamada de Patagônia é maior que no Chile.

Para facilitar, veja o mapa ao lado. Patagônia é a região em azul escuro. A região em azul mais claro, no Chile, onde está Puerto Montt, Puerto Varas, Osorno, etc., é chamada de Region de los Lagos e não de Patagônia.

Antes de falar sobre cada local, vale a pena comentar sobre como organizar o seu roteiro, dado que a região é muito grande e para conhecê-la bem seria necessário pelo menos 1 mês de viagem.

Eu fiz minha primeira viagem para Patagônia, combinando Region de los Lagosno Chile + Patagônia Norte na Argentina. Foi uma viagem de 15 dias onde alugamos um carro e conhecemos:

  • Chile - Região dos Lagos: Puerto Varas, Puerto Octay, Valdívia, Chiloé, Villarica
  • Argentina - Patagônia Norte: Bariloche, Villa Angostura e San Martin de los Andes (Rota dos 7 Lagos)

Assim conseguimos usar a proximidade dos lugares para aproveitar melhor o tempo. Fiz isso num reveillon, ou seja, no verão.

Já na segunda viagem para Patagônia fiz em 15 dias em Março, outono:

  • Chile - Patagônia Sul: Punta Arenas, Puerto Natales e Torres del Paine
  • Argentina - Patagônia Sul: El Calafate e Ushuaia

Minha terceira viagem será focada em Ushuaia no inverno e terá 1 semana. Ainda pretendo fazer a Patagônia Central no verão (sei que será necessário mais uns 15 dias) e Antártida no verão (pelo menos 1 semana).

Nesse texto, vou passar para vocês um pouco sobre as cidades da Patagônia Argentina onde estive.

 

 

VILLA LA ANGOSTURA

 

Essa foi a primeira cidade que conhecemos na Patagônia Argentina. Chegamos nela de carro, vindo da Region de los Lagos no Chile. Foi a primeira cidade logo que passamos a fronteira. A paisagem até a entrada na cidade é linda.

Como estávamos no verão era possível ver que parte das montanhas tinha o topo composto por solo arenoso, o que dava um visual diferente para a paisagem. 

Paramos em um mirante onde podíamos observar comparando com uma placa ilustrativa de lá, o resultado do desgaste no topo de um dos Cerros da região.

Além de observar as montanhas, nos mirantes era também possível observar os lagos (o que dava continuidade à paisagem que tínhamos visto na Region de los Lagos no Chile).

Entrada na Argentina vindo do Chile

Cerro Pantojo, Argentina

Cerro Pantojo, Argentina

Entrada na Argentina vindo do Chile

A cidade de Villa La Angostura fica no departamento chamado "Los Lagos" na província de Neuquém. Assim como Bariloche, ela fica a margem do Lago Nahuel Huapi e consequentemente, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi. A partir dela é possível acessar de carro o Parque Nacional Los Arrayanes (nós fomos a esse parque, porém a partir de um passeio de barco vindo de Bariloche).

A cidade faz parte da famosa rota turística dos 7 lagos, estando entre Bariloche e San Martin de los Andes. Fica também nos circuitos turísticos conhecidos como "Corredor de la Ruta 40" e no "Corredor de los Lagos".

Ficamos pouco tempo na cidade. Apenas caminhamos pelo centro e almoçamos.

Achei a cidade pequena (cerca de 12 mil habitantes) e uma graça. O comércio é bem estruturado e havia agências de turismo com uma diversidade de passeios.

Se você tiver tempo e puder ficar na cidade, além de ir ao Bosque de Arrayanes (onde há um circuito de 12 km que pode ser feito a pé ou de bike), vale a pena ir ao "Bosque de Murta", pois é um dos únicos locais do mundo onde se encontra murtas tão grandes e formando um bosque.

Além dessas visitas, é possível fazer cavalgadas, praticar mountain bike, observação de aves, trekking pela Huella Andina e circuitos pelas cascatas Inacayal, rio Bonito, Dorada e Santa Anda.

As paisagens da região são lindas, então não fazer nada e só observar também pode ser considerada uma ótima atividade.

 

 

 

SAN CARLOS DE BARILOCHE

 

Centro de Bariloche

No final da tarde saímos da Villa La Angostura e fomos para Bariloche. As cidades são próximas e levamos no máximo 1h entre sair de lá e chegar no hotel em Bariloche.

Como estávamos em 5 pessoas, ao invés de ficar em um hotel, preferimos ficar numa cabaña. Dessa forma, ficamos todos juntos e com espaço suficiente para ficarmos confortáveis. Ficamos no complexo de cabañas chamado Puente Australlocalizado próximo ao Cerro Otto.

A cabaña que ficamos tinha 2 andares, cozinha, sala de jantar/estar, 3 quartos e 2 banheiros, além de aquecimento e "presentinhos" (chás, chocolate e uma boa garrafa de Malbec).

O nome oficial da cidade é San Carlos de Bariloche (já tendo tido outros nomes no passado, como Vuriloche, nome da cidade na língua Mapuche). Ela fica na Província de Rio Negro, próximo à Cordilheira de los Andes, fronteira com Chile. E como descrito anteriormente, fica dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi

O clima da região é temperado e muito influenciado pela proximidade dos Andes. Eu fui no verão e uma semana antes a temperatura média era de 24ºC, no entanto, com a chegada de um fluxo de ar frio dos antes a temperatura média caiu para 16ºC. Então, mesmo no verão, leve roupas leves e para um friozinho, assim você estará confortável mesmo com uma mudança repentina de temperaturas.

O centro cívico da cidade é uma graça e vale uma caminhada. Há várias lojas, restaurantes e agências de turismo. Esse centro cívico foi fundado em 1940, sendo considerado o primeiro centro cívico da Argentina. Seu desenho arquitetônico inspirou-se nas cidades das regiões montanhosas européias. Na praça estão os correios, polícia, prefeitura e museu, todos em pedra. Lá também é possível tirar fotos com os cachorros da raça São Bernardo. Quando estávamos por lá nem pensamos em fazer isso, mas é uma foto clássica para os visitantes da região.

Estacionamento da Cabaña Puente Austral

Sobre as compras, como a Argentina está em crise econômica, com alta desvalorização monetária, eles aceitam reais e dólares, sendo mais interessante pagar compras com essas moedas do que com o peso argentino. O pagamento em reais ou dólares é algo que vale a pena, pois o valor considerado para pagamento em dinheiro é o paralelo. Da última vez que fui a conversão era de $3,5 para reais e $12 para dólares, mas isso varia muito a depender das condições econômicas do momento. Leve poucos pesos argentinos, apenas para despesas como taxi, alguns artesanatos, etc. Prefira levar reais e dólares.

A cidade tem o terreno montanhoso, estando entre o Cerro Tronador, Cerro Catedral, Cerro Lopez, Cerro Otto, dentre outros. O fato de a cidade ter muitas montanhas nas proximidades (montanhas com topos nevados), faz com que a cidade seja rodeada de lagos, assim como na "Region de los Lagos" chilena.

Uma curiosidade sobre os lagos da região é sua cor 'verde-água', tonalidades lindas e incomuns. Essa coloração diferenciada ocorre, pois, o lago advém do derretimento de geleiras (lagos glaciais). Os microorganismos existentes nas geleiras causam essa coloração deslumbrante nos lagos e riachos da região.

Próximo ao centro está o Cerro Otto e o Cerro Campanário. Como o vento estava muito forte, os teleféricos do Cerro Otto não funcionaram, então não pudermos visitar o restaurante Confitería Giratoria Cerro Otto que fica no topo do Cerro. Todos recomendaram esse restaurante pois ele roda, dando a você uma vista lindíssima da região (não se preocupe, ele não roda rápido).

Já que não podíamos subir ao Cerro Otto fomos então ao Cerro Campanário. A vista de lá também é linda. Pode-se avistar alguns dos diversos lagos da região e ver as montanhas ao fundo. Lá em cima há uma lanchonete e algumas mesas e cadeiras para que você coma apreciando a vista.

Vista a partir do Cerro Campanario

Depois de conhecer o centro da cidade, Cerro Campanário e tentar conhecer o Cerro Otto, fizemos alguns passeios um pouco mais distantes, cada um com duração de 1 dia:

  • Cerro CatedralCircuito Chico
  • Isla Victoria e Bosque de Arrayanes
  • Cerro Tronador

Passamos 4 dias em Bariloche e acho que foi tempo suficiente para conhecermos o básico da região. Se fossemos no inverno e quiséssemos esquiar, além de conhecer os principais pontos turísticos, seria necessário mais tempo.


Para ficar claro:

A maioria dos lugares que passamos está localizada dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi que tem uma área de mais de 700 mil hectares e é o mais antigo parque da Argentina. Foi fundado em 1934 a partir da doação de terras do cientista Francisco Moreno. Suas principais atrações são: Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes. Pela dimensão, já é possível imaginar a extensa lista de opções de atividades no local, sobretudo às relacionadas com a prática de esportes. A fauna local traz espécies como o condor, o cervo e o gato selvagem huiña.
 

 

Circuito Chico

 

Lago Gutierrez, Cerro Catedral, Circuito Chico e Colonia Suiza

Circuito Chico é um trajeto muito popular em Bariloche que tem 65km de extensão passando pelo Cerro Campanário, Colonia Suiza, Capilla San Eduardo, Lago Escondido, etc.

No Google Maps você pode ver o Circuito Chico como uma via com esse nome. É um passeio que você pode fazer de carro ou contratar uma agência turistica. Vale reservar 1 período do dia para fazê-lo.

Nós estávamos de carro e fizemos um roteiro que começou no Lago Gutierrez, Cerro Catedral e então Circuito Chico e Colonia Suiza.

O Lago Gutierrez fica a 15km do centro de Bariloche e é um lago formado pelo derretimento de geleiras (lago glaciar) e por isso tem essa coloração tão bonita e é tão gelado (cerca de 7ºC, a hipotermia é sempre um risco para os que tentam se banhar nas suas águas). Apesar da água fria é comum a prática de caiaque nesse lago.

Seu nome foi escolhido pelo explorador e naturalista Franscico P. Moreno como uma homenagem a seu mentor Juan Maria Gutierrez.

Nesse lago é possível encontrar diferentes espécies de trutas (peixe) incluindo a truta arco-íris, truta marrom e a "brook" truta.

Apesar de longe do mar, é possível encontrar cormoranes de olhos azuis (pássaros) no entorno do lago. Na época eu não sabia o que eram cormoranes então não reparei neles e portanto não tenho fotografias...

No entorno do lago é comum pessoas fazendo piqueniques e visitando os espaços do parque localizados em seus arredores. Nós fizemos uma pequena trilha até a cascata de los duendes. A cascata não é grande, mas não deixa de ser interessante visitá-la porque a queda d'água é em dois níveis...

Muitas pessoas fazem camping no entorno, visitam o museu paleontológico que lá está, fazem passeios pela mata, passeios a cavalo e pescam.

No extremo norte do lago você encontra o bairro chamado Villa Los Coihues. Seu centro comercial disponibiliza supermercado, restaurante, artesanato local e cafés. Indo um pouco no bairro há também parques de campismo. É lá que você pode alugar cavalos ou visitar o Museu Dr. Rosendo Pascual de geologia e paleontologia. Você também pode fazer o tour chamado "balcón del Gutiérrez" que liga o lago com a Villa Catedral, por uma estrada da montanha que dará uma bela vista panorâmica.

No lado oeste há o Parque Nacional Nahuel Huapi. Ao longo da costa do Lago Gutierrez, no lado leste, há algumas praias estreitas e parques de camping. Há o bairro Arelauquen onde você encontra alguns restaurantes e casas de chás. A margem sul do lago tem o parque de camping Los baqueanos. Do outro lado do lago você pode pescar e praticar esportes aquáticos como canoagem, remo e pesca de barco. Você pode acampar nas áreas permitidas e nos parques de campismo. Você não pode acender fogueira na área do Parque Nacional, somente nos lugares autorizados.

 

Cerro Catedral

 

Saindo de lá, seguimos para o Cerro Catedral que é uma montanha dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, onde está localizada uma famosa estação de esqui que tem cerca de 53 pistas com diferentes níveis de dificuldade, havendo 38 meios de elevação (tanto para esquiadores quanto para pedestres). A altitude máxima é de 2.180m, não sendo uma preocupação para os que normalmente sentem o "mal da altitude". No inverno o Cerro fica lotado de brasileiros!! (e onde não? rsrs).

Como fomos lá no verão o local estava vazio e não havia uma gota de neve na montanha. A vista dos lagos e montanhas a partir da estação de esqui é linda e valeu o passeio por lá. Apesar de estar vazio, algumas lanchonetes estavam abertas e aproveitamos para almoçar no local antes de iniciar o Circuito Chico.

De barriga cheia, pegamos o carro e seguimos para o Circuito Chico. O caminho é arborizado, rodeado de montanha e lago, fazendo o passeio uma delícia.

Nosso primeiro ponto de parada foi a Capilla San Eduardo (fotos da capela logo abaixo) que fica dentro do Parque Nahuel Huapi e de onde podemos avistar o famoso hotel Llao Llao e o porto.

Porto Panuelo visto a partir da Capilla San Eduardo

Hotel Llao Llao visto a partir da Capilla San Eduardo

Saímos da capela e seguimos a estrada parando em 2 pontos: Lago Escondido e Ponte Romana. Há placas indicando a localização desses pontos turísticos.

Paramos o carro num estacionamento próximo a estrada e iniciamos a trilha que leva até a Ponte Romana e depois fizemos a trilha que leva até o Lago Escondido. As trilhas são fáceis e o caminho é muito bonito, sendo tranquilo de se fazer com crianças, adolescentes, idosos e pessoas sem preparo físico. Acho que gastamos 1h entre fazer as trilhas e parar para olhar o lago.

Trilha para a Ponte Romana

Lago Escondido

Voltando para o carro seguimos para a Colonia Suiza. Todos já estavam com fome e queríamos achar um local para comer, dado que nos arredores da trilha não havia nenhuma estrutura de alimentação ou banheiros.

Depois de comer e entrar nas várias lojinhas locais, seguimos de volta para Bariloche.

Loja de artesanato, Colonia Suiza

Restaurante, Colonia Suiza

Mais uma loja de artesanato, Colonia Suiza

 

Bosque de Arrayanes

 

No outro dia, fizemos a navegação pelo Lago Nauel Huapi para conhecer a Isla Victoria e o famoso Bosque de Arrayanes. Para chegar na ilha e no bosque, pegamos um barco em Puerto Panuelo. A embarcação era muito confortável e o caminho foi gostoso. Paisagens lindas e pássaros seguindo o barco (para pegar comida, claro, rsrs).
 

A primeira parada foi o Bosque de Arrayanes. Em 1900 as áreas que estavam nos arredores do lago Nahuel Huapi estavam divididas em lotes pastoris. O primeiro proprietário do lote, onde está o parque, foi Juan O'Connor que vendeu as terras em 1930 para a família Lynch. Quando a família tomou conhecimento da existência do bosque de Arrayanes, resolveram construir uma casa de chá para receber seus amigos (até hoje essa casa de chá está preservada). Entre 1935 e 1950 ocorreram muitas negociações com o governo nacional para incorporação do bosque ao Parque Nacional.

Esse bosque fica na península Quetrihué, que tem cerca de 12 hectares e faz parte do Parque Nacional Nahuel Huapi, desde 1971. Em 2007 foi declarado Reserva da Biosfera Andino Norpatagônica.

A palavra arrayane é uma árvore ou arbusto com folhagem persistente e aromática, estando sempre verde mesmo no inverno. Ela é encontrada em terrenos muito úmidos, como em rivieras de rios e lagos. Seu crescimento é lento e ela pode chegar a altura de 8 a 15m com tronco de 30 a 70cm de diâmetro. Uma observação importante sobre o tronco é que ele é muito retorcido e muito ramificado. Outra informação relevante e que é notável é a cor do tronco e ramos. Uma cor alaranjada, canela. Essa coloração ocorre devido a alta concentração de tanino. O tronco é muito liso e quando suas cascas se desprendem deixam manchas brancas.

A priori suas flores são pequenas e brancas e muito aromáticas (principalmente, no verão). Estávamos lá no verão e não vi flores e nem senti o cheiro delas... Os frutos começam a surgir entre o final do verão e o começo do inverno (são comestíveis).

O tempo que ficamos no bosque foi curto. Deu para caminhar pelo bosque e dar uma parada rápida na casa de chá. Depois voltamos para o barco e seguimos para a Isla Victoria.

Informações:
Entrada:
 Admissão geral para a área protegida tem um valor de $80 pesos. Isenção para aposentados, pensionistas e crianças menores de 14 anos.
Horário de funcionamento: o verão das 9h-14h retornando até as 17h e no inverno das 9h-12h e retornando até as 15h.

 

Isla Victoria

 

A Isla Victoria é uma ilha de 31km² localizada no lago Nauel Huapi (lago em frente a cidade de Bariloche), dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi.

Somente a área central da ilha pode ser visitada por turistas facilmente, as outras 2 áreas na qual a ilha é dividida são protegidas, sendo que a Reserva Natural Silvestre (sul da ilha) só pode ser visitada por turistas em pequenos grupos guiados e em trilhas específicas e a Reserca Natural Estricta (norte) só pode ser visitada por cientistas e pessoas com autorização da Intendência do parque.

O passeio pela ilha foi bem tranquilo. Caminhamos livremente por diversas das trilhas e almoçamos no restaurante de lá. Acho que é um passeio muito bonito (ótimo para fotografia) e muito tranquilo (ótimo para todas as idades).

 

Cerro Tronador

 

A van nos buscou no hotel e seguiu para o Parque Nacional Nauel Huapi. Pagamos uma taxa de entrada ao parque (cerca de $130 pesos por pessoa) e entramos com a van. No caminho o guia foi comentando sobre a vegetação e história local.

Um dos primeiros pontos de parada foi uma praia de lago. Havia um tipo de "pântano", vegetação crescendo dentro da água nas proximidades dessa praia. Além de parar em mirantes paramos também para tomar um chá e/ou chocolate e observar o lindo riacho.

Em um dos mirantes que paramos vimos um lago lindíssimo de águas azuis e com uma linda ilha em formato de coração. Segundo o guia, o melhor local para tirar foto da ilha e ver nitidamente seu formato é nas montanhas localizadas do lado oposto. Parece que há como chegar lá em trilhas com reservas especiais.

Paramos para almoçar já perto do Cerro Tronador. Era possível avistá-lo do restaurante. Não consegui fotos muito boas, pois havia muitas nuvens brancas e o glaciar no topo do Cerro é branco também ... ainda tenho que aprender a fotografar em situações como esta... Mas o local é muito bonito!!

Depois de ver o vestiguero e os glaciares paramos para tomar um chá e voltamos para o hotel.

Agora já não me lembro mais, mas não sei se é permitida a entrada de carros de passeio no parque. Acho que só é permitida a entrada de carros com guias autorizados. Se você pretende ir de carro é importante confirmar (verifique também o tempo e as condições da estrada).

O Cerro Tronador é considerado um vulcão de 3.554m de altitude geologicamente ativo, porém com baixas probabilidades de entrar em erupção. Ele fica na fronteira entre Argentina (parque Nauel Huapi) e Chile (parque Vicente Perez Rosales), próximo de Bariloche e é o mais alto do parque.

O nome "tronador" foi dado devido ao barulho produzido pelo desprendimento de grandes pedaços de gelo dos glaciares que estão alocados no vulcão. O Tronador possui 7 glaciares (Argentina: Frios, Alerces, Castaño Overo, Rio Manso e no Chile: Peulla, Casa Pangue e Rio Branco) que estão em fase de retração devido ao aquecimento global.

 
Curiosidade: o glaciar não é "gelo". Os glaciares são formados por sucessivas sobreposições de gelo que devido ao peso se adensam e se recristalizam. Essa sobreposição é um processo lento e leva muitos anos (imagino que milhares ou milhões). Esse material formado pelo adensamento da neve não derrete "rapidamente", sendo assim, os glaciares estão lá no topo no inverno e no verão. No inverno, como neva, acumula-se mais neve sobre o glaciar. Nos dias mais quentes parte da neve derrete.

Existem glaciares que estão em retração e glaciares que estão em expansão. Esses glaciares do Cerro Tronador estão em retração, derretendo-se ano após ano. Um glaciar em expansão é o Perito Moreno localizado próximo a El Calafate (mais ao sul do país).

Parte desses glaciares do Cerro Tronador se desprendeu e escorregou até a base do vulcão, chegando a base já marrom devido a terra que empurrou até chegar na base. Esse pedaço de gelo que está na base do vulcão é chamado de "vestiguero negro" e foi o local que fomos conhecer no passeio que fizemos.

Não tenho certeza, mas acho que o "vestiguero negro" é único (ou um dos únicos). Já vi glaciares em El Calafate e Ushuaia e no Chile próximo a Puerto Natales e não vi nada parecido. Então, acho que vale super a pena a visita (até porque em algum momento essa paisagem já terá derretido e você terá tido o total privilégio de ver enquanto ainda existia!!).

 

A vista do Cerro Tronador com os glaciares derretendo é linda, devido a formação das várias cachoeiras. Como o tempo livre para ficar na região do vestiguero era grande, fizemos uma pequena trilha (que começa em frente a casa de chá) para ver o rio e as várias cachoeiras que descem o Cerro. Eu achei que valeu a pena. É uma caminhada tranquila e com vista linda!!

 

 
 

 
 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

Mais lugares para conhecer:

 

  • Na  Villa la Angostura há muitos lagos para conhecer. Se programe antes de ir.
  • Em San Carlos de Bariloche muitas pessoas procuram práticas de caiaque e canoagem. Há também muitos lagos para conhecer. Algumas pessoas sugerem conhecer a Catedral de San Carlos de Bariloche e experimentar um chocolate na Chocolates Rapanui.

Leia as dicas do blog Get Outside® que inclusive nos detalha sobre onde fazer uma boa refeição, onde se hospedar, além de contar sobre o ski no Cerro Bayo!
Outras dicas que recomendamos para você que quer esquiar no Chile é o blog do Alessandro de Franeschi Get Outside®. As dicas são ótimas e bem detalhadas!

 

Hospedagem:

 

Em Bariloche: Puente Austral Cabañas localizado próximo ao Cerro Otto. A cabaña que ficamos tinha 2 andares, cozinha, sala de jantar/estar, 3 quartos e 2 banheiros, além de aquecimento.
ATENÇÃO: Algumas informações descritas no site podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste site 😉

Deixe seu comentário / Nenhum comentário

Itinerário de Viagem (C) Direitos reservados
desenvolvido por