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NEW YORK III
Postado por Estela T em novembro 21, 2014 Editado em junho 4, 2017

Nova Iorque : dicas de turismo do Central Park e de regiões fora de Manhattan incluindo sugestões de passeios, restaurantes, hospedagem e muito mais!

Esta página foi escritas durante e depois da viagem ocorrida entre Agosto e Outubro de 2014, com a criação de 3 páginas (New York I, New York II e New York III, além da página Dicas New York).

 


 

 

CENTRAL PARK

 

The Diary

O Central Park é aquele lugar que você tem que ir várias vezes e conhecê-lo com calma, até porque ele tem mais que 3.400 km². Eu fui muitas, mas muitas vezes! Cada dia de visita era uma parte diferente, ou se era o mesmo cantinho, era visto de outra forma.

Ele foi projetado em 1858 por Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux. O local era ocupado por pedreiras (dá para imaginar?), fazendas e brejos. Transformaram o local plano, seguindo o planejamento urbarnístico da cidade (para quem não sabe, Manhattan é quase 100% plana). Desta forma, tudo o que você vê lá foi "montado" pelo homem, sendo estes lagos, pedras, rochas, trilhas, árvores, morrinhos, arbustos, e lógico, pontes.

São 7 lagos que você pode visitar, cerca de 30 pontes e arcos e muitas esculturas a procurar pelo parque afora. Tem o busto de Beethoven atrás de uma árvore (parece que deixaram ele de castigo!), um puma pronto para atacar em cima de uma pedra, a escultura de Hans Christian Andersen, dentre várias outras! Vale a pena fazer uma "caça às esculturas". Para quem for preguiçoso, pode usufruir do mapa do site do Central Park com as localizações de tudo! Clique aqui para abrir a página.

Para quem precisar ir a um centro de informações do parque, vá no The Diary que é um tipo de chalé construído em 1870, que além de informações, tem uma loja de souvenires como mapas, guias, livros, canecas, chaveiros, camisetas e bonés desenvolvidos pela Central Park Conservancy. O nome do prédio vem de "Leiteria" porque havia um pasto com vacas onde as crianças da cidade podiam tomar leite fresco. A gente quase esquece que NYC não nasceu grande, mas sim, ficou grande! Consegue imaginar as vacas pastando nesta cidade???

Vista dos prédios do Upper Midtown cercando o parque. É aqui onde o pessoal patina no gelo, no inverno

Vista do Belvedere Castle

Belvedere Castle

Conservatory Water, na altura da E74th Street

Muitas pessoas fazem questão de visitar o Strawberry Fields perto da W72nd Street porque ele foi projetado em forma de lágrima como tributo a John Lennon. O formato da praça não é possível perceber estando lá, mas no centro há a palavra "Imagine", nome de uma famosa canção do músico. É meio difícil tirar fotos do local porque sempre tem muita gente, mas em um momento de sorte, você consegue! Ah! E sempre tem um cara com um violão cantando as músicas do ex-The Beatles.

Outro lugar muito visitado é o Belvedere Castle, que pelo tamanho eu nem consideraria um castelo. A visitação é gratuita e a vista que se tem dele é muito bonita! Antes de entrar nele, você provavelmente andará pelo Shakespeare Garden, que é o local preferido para fotografia de noivos com seus trajes de casamento. Tem até aqueles que fazem suas cerimônias lá. É um local bonito e bem calmo.

Bestheda Terrace

Escultura de Romeo & Juliet

Alice in Wonderland

Detalhe da estátua da Bestheda Terrace

Mas o meu canto favorito do Central Park é o Bestheda Fountain and Terrace onde há uma fonte inaugurada em 1973 chamada "Angel of Waters" e foi inspirado na lenda do anjo bondoso do lago Bestheda de Jerusalém. O terraço possui duas escadarias e ladrilhos e frisos belíssimos. Também é um lugar queridinho dos noivos e suas fotografias, então, você os encontrará por lá. Além disso, muitos fotógrafos, muita gente dançando e outras fazendo bolas de sabão. Embaixo do terraço, em um dos dias que fui, tinha uma mulher cantando ópera, lindo! E outro dia havia um grupo musical com piano e tudo!

Para quem quiser, pode visitar o Central Park Zoo que eu não fui. Sei que é pequeno, com mais de 150 espécies de animais divididos em 3 zonas climáticas: os trópicos, a calota polar e a costa da Califórnia.

O Imagine a Lennon

Caminho gracioso

Outro ângulo do Bestheda Terrace

Restaurante

Para quem optar em visitar o Central Park no inverno, saiba que vai encontra-lo razoavelmente com menos pessoas e com quase ninguém quando estiver muito frio. Geralmente quando sai um solzinho, ele volta a ser transitado por muitas pessoas e algumas aproveitam para o cooperou pedalada habitual.

Lógico que não precisa mencionar muito que a paisagem muda completamente. Depois do show de cores das árvores entre Outubro e começo de Dezembro, onde as folhas ficam amarelas, laranjas e vermelhas, o frio vem com tudo.

Informações:
Dica de como chegar é informação desnecessária já que ele fica entre a 59h Street e a 110h Street. Há várias formas de se chegar lá. Mas vale saber que ele fica fechado entre 01h-06h e abre todo santo dia.

 


 

 

BROOKLYN

 

Brooklyn Bridge

 

Minha escola era pertinho de uma das pontas da Brooklyn Bridge, mas demorei muito para andar sobre a mesma, e quando decidi finalmente ir, era o dia que eu estava mega cansada. Mas por incrível que pareça, meu cansaço sumiu quando coloquei meus pés nela! A ponte parece que tem energia e doa esta energia para você fazer a travessia a pé. Até pensei em alugar uma bicicleta, mas não foi necessário! Apesar de comprida, a travessia é sossegada e sem dores! Juro para você que senti uma energia revigorante ao pisar nela!

Quando foi concluída em 1883, foi considera a maior ponte suspensa do mundo! Só de pensar que esta complexa arquitetura foi feita naquela época, é de arrepiar! O projeto da ponte é de John A. Roebling, que, certa vez, ficou preso no gelo ao tentar atravessar de balsa o canal que divide o Brooklyn de Manhattan. Então ele teve a idéia da ponte suspensa, que hoje é uma obra prima e patrimônio americano de engenharia e marco histórico.

Tamanha complexidade de engenharia não poderia ser rápida a construção, ainda mais na época. Levou 16 anos para ser construía, e não sei quantas vezes Roebling atravessou o canal nos invernos durante este período, mas só sei que ele mesmo não chegou a usá-la porque, dos 600 homens que trabalharam na sua construção, 20 morreram, inclusive Roebling!!!! A maioria das vítimas fatais morreu em decorrência do "mal de mergulhador" que é ocasionado pela diferença de pressão quando se volta à superfície. Triste, não?

Porém a história de Roebling não para por aqui. Depois que morreu (1869) em decorrência de ter tido o pé esmagado (acho que infecção), seu filho assumiu as obras, mas foi acometido pelo "mal de mergulhador" em 1872 e ficou parcialmente paralisado. Então sua mulher, sob sua orientação, assumiu o trabalho. Viu só? Mulheres trabalharam lá também!

De lá para cá, muita coisa aconteceu em cima desta ponte. Mas muita coisa! Em 1885 Robert Odlum foi o primeiro a saltar da ponte e morreu de hemorragia interna. Acho que isso ainda acontece, tanto que, em um dos dias que eu estava na cidade, um russo foi preso ao tentar escalar os cabos de sustentação da ponte. Bem... o exemplo de Odlum não bastou para as pessoas pararem de brincar com a vida por lá.

A pista para pedestres fica 5,5 metros acima da pista de automóveis. O poeta Walt Whitman certa vez falou sobre a vista da passarela: "melhor e mais eficiente remédio que minha alma já experimentou". Eu não falei que andar nela é revigorante??? Inspirador também, por que não?

Subway próximo para quem está em Manhattan: Brooklyn Bridge-City Hall (4,5,6) e Chambers Street (J,Z). Mas não muito longe de City Hall (N,R).
Subway próximo para quem está no Brooklyn: é um pouco complicado chegar a uma estação de subway, sendo necessária dar uma boa caminhada, mas os mais próximos são York Street (F), High Street (A,C) sendo que esta estação está em um lugar sendo reformado e muito ermo. Mas tente a Clark Street (2,3) ou a Court Street (N,R)

 

 

 

Williamsburg

 

Williamsburg é um sub-bairro dentro do Brooklyn, bem perto de Manhattan. É um lugar meio "alternativo", bem jovem, com feirinhas cobertas meio hippies, bons restaurantes, muitos bares e algumas casas noturnas. Eu devo ter ido umas 4 vezes com pessoas de gostos diferentes. Mas a minha maior sorte foi ter ótima companhia que mora há anos em New York e que tem bom gosto gastronômico. Desta forma, conheci o Shelter Pizza (sem site), o Peter's Since 1969, o Fornino e o Oak Restaurant & Wine Bar.

 

Shelter Pizza

 

O Shelter Pizza serve pizza, óbvio. Fica na 80 N 7th Street, perto da estação de subway Bedford Avenue (L), e não possui site. Diferente de vários restaurantes de NY, é grande e dá para ir de galera.

A pizza é grande e dá para dividir em 2 até 3 pessoas (depende do tamanho do estômago). Mas a ideia aqui é servir uma pizza que nem na Itália: individualmente.

Peça o de queijo com cogumelos que é divina e não se assuste com o ovo quebrado por cima (e um pouco cru). Não lembro o preço da pizza, até porque foram os eus anfitriões que fizeram questão de pagar, mas não é nada absurdo. O local tem uma decoração meio selvagem com vários chifres de veados pendurados... Eu morro de dó e isso pode ser impeditivo a algumas pessoas.

 

Peter's

 

O Peter's tem endereço em Manhattan (eu não encontrei, mas também não fui atrás), mas este pequenino do Brooklyn é fantástico. Fica na 168 Bedford Avenue, perto da estação de subway Bedford Avenue (L), e possui poucas mesas para poucas pessoas. Então, se você estiver acompanhado por um grupo, vai ser difícil...

Tem decoração simples e bem retrô, do jeito que eu amoooo. Peça o porco cozido com 2 acompanhamentos (que você escolhe dentre as opções do cardápio). Mas já digo que o principal no prato e o que vale a pena é o porco, macio que desfia sem ajuda de faca, cozido por horas em panelas pesadíssimas de ferro esmaltado. Divino!

 

Oak Restaurant & Wine Bar

 

O Oak Restaurant & Wine Bar é um pouco mais afastado da agitação de Williamsburg ao redor da Bedford Avenue. A especialidade são os cafés e vinhos, com uma das melhores seleções de NY. Eu não bebi nenhum vinho, mas vale a dica a você não deixar passar batido.

Você encontra o menu opções de carnes e etc, mas o dia que fomos era dia de sobremesa, então comemos umas empanadas com doce de leite argentino e um negócio de creme, chantilly e morangos. Muito bom!

A casa é pequena (pra variar), muito aconchegante e com decoração de ótimo bom gosto. Mais outra coisa com a minha cara rs. Fica na 361 Graham Avenue, perto da estação Grahan Avenue (L).

 

Fornino

 

 O Fornino foi eleito o restaurante com a melhor pizza dos 5 bairros de New York (para quem não sabe, os 5 bairros são: Manhattan, The Bronx, Staten Island, Queens e Brooklyn). É outro restaurante pequenino e é possível que você não consiga mesa se não chegar cedo. Eu pedi uma pizza "Lombardi" que vem mozzarella, wild arugula (rúcula), prosciutto e pedaços de parmigiano. Cara... Depois que comi esta pizza, entendi porque ela é considerada a melhor de NY mesmo! A pizza tem o tamanho do seu rosto e é servida individualmente, cerca de US$22 sem taxas.

De entrada, peça a mozzarella caseira com manjericão (basil). DIVINO é pouco para descrever como é bom! Agora eu sei que americano sabe fazer pizza, mas não vá pensando que comprar uma pizza de US$2 é provar pizza em NY, hein? Tem que ser em Williamsburg! Como quase todos restaurantes de NY, é bem escuro, então, minhas fotos estão uma penumbra só! Fica na 187 Bedford Avenue, perto da estação de subway Bedford Avenue (L).

 

 

 

Brooklyn Heights & Dumbo

 

Brooklyn Heights fica pertinho da Brooklyn Bridge e é de fácil acesso para quem está hospedado tanto em Manhattan quanto no próprio Brooklyn. É um lugar que você tem que ir! O legal daqui é caminhar calmamente pelas ruas históricas e preservadas. Dê uma olhada nas casinhas formosas e escute os pássaros cantando! Nossa, é um cantinho mágico de New York!

Na Montague Street você pode tomar um sorvete na Haagen-Dazs. Tudo bem, não há nenhuma novidade e este nem é o melhor sorvete do mundo, mas a loja deste endereço é a primeira loja da marca no mundo! Para quem não sabe, a marca é Americana e surgiu aqui, no Brooklyn! Ah vá... isso não é legal?

Mais adiante você chega à margem do canal que dá de frente a Manhattan. Eles têm uma vista privilegiada! Para gostar ainda mais do passeio, a minha dica é ir andando em direção à Brooklyn Bridge e adentrar no Brooklyn Bridge Park que é um oásis de tranquilidade de ótima vista para Manhattan Downtown. Caso você precise, há um poste de energia solar para recarregar seu celular de graça! 

Além da calmaria e linda vista, você encontra o Jane's Carousel para o deleite da criançada. Como ele é envolto por vidros, com certeza o carrossel funciona no inverno.

Este dia foi engraçado porque minha câmera pesa 1,60 quilos. Eu estava carregando na maior parte do tempo numa bolsa em um ombro só. O resultado foi que, eu estava naquela semana com muita dor e retornei a usar a mochila. Mas mesmo assim a dor era muito forte e tomei um remédio que me dopou. Desta forma, acabei dormindo por uns 15 minutos num dos bancos da Brooklyn Bridge Park. Ao acordar, me senti a verdadeira "homeless".

Mais adiante, fui andando em direção ao Dumbo (nome de um bairro), bem ao lado de Brooklyn Heights. O legal lá também é caminhar calmamente pelas ruas e apreciar o conjunto de prédios se misturando com a arquitetura da Brooklyn Bridge. Creio que esta parte do Brooklyn está mudando e daqui a uns anos será referência de lazer e gastronomia num estilo mais "cool" (veja o que está acontecendo na Walter Street). Vi uma chocolateira muito refinada, uma sorveteria bem diferente e uma coffee shop moderninha que entrei. O nome da cafeteria é One Girl Cookies e é muito gostoso tomar um espresso lá e comer algum docinho.

Subway próximos: Clark Street (2,3); Court Street (N,R) e Borough Hall (4,5)

Prédio Dumbo

Poste a base de energia solar para recarregar seu smartphone

One Girl Cookies

Detalhe da Brooklyn Bridge

 

 

 

Brooklyn Botanical Garden

 

O Brooklyn Botanical Garden foi criado em 1910 e possui 20 hectares. Fica atrás do Brooklyn Museum e talvez seja uma parte do Prospect Park. Alguns acham que o Prospect Park é tão grande quanto o Central Park, mas isso não é verdade. Não fui no Prospect, mas sei que a região é mais nobre e bem menos agitada que outras regiões de NY e que vale a pena visitar o parque.

Mas vamos ao o que interessa: O Botanical Garden. Como todos os New Yorkers não se cansavam em me dizer que este era o melhor na sua categoria, nem pensei em ir no outro jardim botânico de NY. Entrando lá, percebi que realmente é um jardim botânico muito bem cuidado, muito bem projetado e um cantinho de muita paz na cidade.

Possui várias áreas para visitação: o jardim japonês com o maior lago do complexo inteiro (Japanese hill and pond garden), o jardim das cerejeiras (cherry esplanade), O jardim de rosas de Cranford, o jardim Osborne, a Plant family Collection North e a South que são descampados largos, o jardim rock, jardim das ervas (herb garden), o jardim Shakespeare, o jardim da fragrância (ao lado da biblioteca), a Magnolia Plaza que fica de frente à biblioteca, as piscinas de lírios d'água e o fascinante Steinhardt Conservatory que são as estufas mais fabulosas que já visitei.

Os pontos altos são, na minha opinião:

  • o jardim japonês, com toda a paz que ele oferece e a paisagem bucólica;
  • o Cranford Rose Garden que mesmo no começo do Outono tinha muitas rosas cheirosas por lá (mas dê preferência entre maio e junho);
  • A Cherry Esplanade que deve ser lindíssima quando as cerejeiras dão flores (ocorre entre abril e maio);
  • a Lily Pool Terrace que é um viveiro de lírios  (visite entre junho e agosto);
  • e o Steinhardt Conservatory que são as estufas divididas em tipo de vegetação sendo estes: deserto, floresta tropical, floresta temperada, plantas aquáticas (com vitórias régias lindas) e um museu do bonsai. Lembre que ao entrar em cada tipo de estufa para as diversas vegetações, a temperatura vai mudar, e como! A mais quente é a da floresta tropical! Nem conseguia respirar direito lá!

Eu realmente amei demais este jardim botânico! Me senti sortuda por ir e ficar em contato com a natureza que, por mais que seja "montada", foi revigorante! Um dos melhores que fui em minha vida.

Japanese Garden

Vitórias Régias dentro do Steinhardt Conservatory

Lily Pool Terrace

Cranford Rose Garden

Informações:
Horário de funcionamento: Entre Novembro e Fevereiro aberto de Terça a Sexta das 08-16h30, Sábados e Domingos das 10-16h30. Entre Março e Outubro aberto de Terça a Sexta das 08-18h, Sábado e Domingo das 10-18h. Fechado Segundas. Fechado nos feriados de Dia de Ação de Graças, Natal e Ano Novo e Labor Day. O Steinhardt Conservatory abre somente às 10h e fecha 30 mins antes do parque fechar nos dois grupos de horários descrito anteriormente.
Entrada: US$10
Gratuito: Todas as terças, Sábados entre 10-12h e todos os dias da semana do inverno (Novembro a Fevereiro)
Endereço: 990 Washington Avenue
Subway próximos: Eastern Parkway-Brooklyn Museum (2,3); Botanic Garden (S); Franklin Avenue (2,3,4,5).

 

 

 

Brooklyn Museum

 

O Brooklyn Museum fica em um prédio lindo, que foi inaugurado em 1897. Ele foi projetado para chamar a atenção, para ser um edifício cultural do mundo. Olhando para ele, não dá para imaginar que o prédio é 1/6 do projeto inicial, tendo ele hoje 52.080m². Mas você tem a oportunidade de visitar a exposição permanente com mais de 1 milhão de obras!!!

Tem muita coisa para conhecer por lá: arte da África e Américas, Arte da Ásia, gravuras, desenhos e fotografias, murais de Williamsburg, arte clássica e Egípcia, artes decorativas, pinturas e esculturas, além das exposições especiais e espaço para apresentações.

O dia que eu fui o museu parecia vazio. Mas depois é que me dei conta de que, como ele é grande, as pessoas ficam dispersas e quase não se vê muita gente por lá. Mas de toda forma, o fluxo de visitantes não se compara do Met.

Eles têm sorte por ter muito espaço porque conseguem disponibilizar as obras de forma bem harmoniosa. Sobre as artes decorativas, achei bem interessante como estão expostas porque é como se você estivesse entrando em uma casa de época para uma visita. Tinha até um casebre inteiro lá dentro! É surpreendente.

Não subestime este museu achando que ir no Metropolitan já basta. Para quem gosta de arte, é um prato cheio! E você paga o quanto desejar, então, não tem desculpas para não ir, hein?

Informações:
Horário de funcionamento: Quarta, Sexta, Sábado e Domingo das 11-18h, Quinta das 11-22h. Primeiro Sábado do mês (exceto Setembro) das 11-23h. Fechado de Segunda e Terça.
Preço sugerido de entrada: US$16
Endereço: 200 Eastern Parkway
Subway próximo: Eastern Parkway-Brooklyn Museum (2,3). Mas dependendo da operação do fim de semana, esta estação não funciona. Uma vez desci na Franklin Avenue (2,3,4,5) e outra vez tive que ir até uma outra mais adiante e depois voltar na Franklin.

 

 

 

HOBOKEN, NEW JERSEY CITY

 

Uma dica preciosa que dou, é passar uma manhã ou uma tarde em Hoboken, New Jersey. Você tem uma vista espetacular de Manhattan e de quebra pode até tomar banho de sol, que é o que alguns moradores fazem. À noite também vale muito a pena porque as luzes da cidade de New York são um show à parte. Eu fui, confira minha foto na página New York I.

Como você está em outro estado americano, mesmo sendo pertíssimo de New York, você já nota a diferença no ritmo de vida das pessoas, na arquitetura, no ar. Hoboken é uma cidade pequenina, daquelas que você vai para descansar!

O dia que fomos foi durante a semana em algum dia de Agosto. Estava absurdamente quente. E quando eu falo absurdamente é porque estava muito, mas muito quente. Meu corpo estava fritando no sol, na sombra, sem chances de me refrescar!

Fomos até uma famosa bakery de um confeiteiro famoso, a Carlo's Bakery e não estava amontoado de pessoas como imaginávamos que estaria. Apesar de pequena, esta bakery ainda tinha muito a vender e experimentei pela primeira vez o rugelash que é um doce judaico macio e maravilhoso, e a degustação foi gratuita! Pedi um red velvet cupcake e um outro de baunilha e canollis (um doce siciliano, Itália). Não há mesas para se sentar dentro da bakery, então nos sentamos nos bancos da rua à frente e devoramos os doces!

Lakawanna Station

Manhattan vista do Pier A

Para chegar lá é simples. Pegue o PATH que fica ao lado do WTC em Manhttan e o nome da estação é este mesmo, World Trade Center. O PATH é um tipo de subway interestadual, portanto, o MetroCard não funciona aqui e nem tem baldeação com o subway de NY. A passagem custa US$2.50 e a travessia até a estação Hoboken dura cerca de 10 minutos. Você vai descer na estação de trem chamada Lakawanna que possui 106 anos! Não deixe de apreciá-la porque possui uma arquitetura bonita tanto dentro quanto fora.

Fachada da Carlo's Bakery

Salão principal da Lakawanna Station

 

 

 

Roosevelt Island

 

Tramway chegando perto da Queensboro Bridge

A Roosevelt Island faz parte do Upper Midtown que é descrito na página New York II, mas resolvi colocar na página III por parecer fisicamente parte de outro contexto, pelo menos para mim.

A ilhota é outro refúgio do caos urbano da ilha de Manhattan. Não que seja ruim a vida agitada da ilha, mas esta ilhota é para aqueles dias que você quer ficar de boa e relaxar.

Para chegar à ilha, recomendo pegar o bondinho suspenso, que algumas fontes o chamam como tram ou tramway. O primeiro bondinho funcionou lá em 1976 e desde então, vem sendo um bom passeio para quem quer ver Manhattan de um ponto de vista diferente e ter uma vista linda da ponte Queensboro. Mas quem tem medo de altura, pode ir de subway.

O dia que fomos estava quente, mas quente, muito quente. Apesar de ser arborizada, a ilhota não nos protegeu com sombras suficientes. Chegando lá avistamos um centro de informações da ilhota e uma senhora muito simpática nos explicou tudo, dando a dica de percorrermos a ilha com o ônibus. Mas escolhemos ir a pé, beirando o rio. Na década de 1920, a ilhota abrigava muitos hospitais, asilos e manicômios. Muitos imigrantes passavam por lá para uma primeira perícia, antes de entrarem definitivamente no país. Em 1927 a artista Mae West ficou presa durante oito dias, após a encenação de uma performance considerada obscena para a época. A função de ilha de hospitais, asilos e manicômios acabou em desuso ao longo das décadas seguintes e ainda hoje há ruínas de alguns destes edifícios lá.

Na ponta da ilha está o Franklin D. Roosevelt Four Freedoms Park, com um grande busto do ex-presidente, que também é um memorial, inaugurado em 2012. Andar da estação de tram até lá você terá uma boa visão dos prédios que fazem parte do Upper e do Lower Midtown. E para cima da estação de tram terá uma visão dos prédios do Upper East Side. Apesar de eu ter escrito "ilhota", ela é muito grande e leva-se um bom tempo para dar uma volta completa a pé! Se pretende andar tudo, vá com tempo ou use o ônibus.

Subway próximo para pegar o tram: 59th Street (4,5,6) e Lexington Avenue/59th Street (N,Q,R). Mas eu acho que tem uma estação na própria ilha, a Roosevelt Island (F). Mas o mais legal é ir de tram e usa-se o próprio MetroCard para isso.

Vista dos prédios do Midtown

A FDR Four Freedoms Park

 

 

 

The Cloisters Museum

Fort Tryon Park

 

Eu ADOREI o The Cloisters, um cantinho de NYC que quase ninguém vai porque muitos turistas não conhecem. De um lado é bom, porque não é cheio. Mas como ele faz parte do Met - Metropolitan Museum of Art, ao visitar este último, você ganha um ingresso para o The Cloister de graça, porém para um período de uns 5 dias após a saída do Met.

Quando você sai da estação de subway, vai sair de lá através de elevador, então, não ache estranho! Apesar da estação ser bem antiga e meio soturna, não há perigo algum nela e nem do lado de fora.

O Cloisters fica dentro do Fort Tryon Park. Não é difícil achar, mas também não é algo totalmente fácil de se achar. Apesar de ter placas indicando o caminho, eu tive que usar meu aplicativo do smartphone para me localizar.

O prédio foi construído durante 1934 a 1938, dos restos de claustros, capelas e salões medievais. Ou seja, é um prédio Frankenstein.

Hoje ele é famoso principalmente pelas obras de alquitara e esculturas românicas e góticas, além do próprio Claustro Bonnefont, do século XII. Dentro do claustro amais de 300 espécies de plantas registradas como "medievais". Os seus arcos são hipnotizantes! Difícil não se encantar com eles. O local é calmo que dá até vontade de fazer uma pausa para o chá da tarde. Há uma parte em que você pode acompanhar o trabalho de restauro de uma das peças do acervo, além da exposição de todas as obras sacras do local.

Vale muito a pena passear pelo Fort Tryon Park, não o subestime!

o Claustro

Peças do acervo

Detalhes da rotunda, está certo?

mais peças do acervo

No final de Setembro teve a Medieval Festival no Fort Tryon Park. Este festival acontece todos os anos e é gratuito. É bem legal ver que muitas pessoas levam o negócio à sério e vão bem trajadas com roupas que reproduzem as vestimentas da idade média européia (lógico). Sendo a pessoa descendente de europeus ou não, todo mundo entra na onda. Bem, a maioria entra na onda. Há aqueles que confundem roupas medievais com roupas de metaleiro do tipo heavy metal, mas ok. O importante é curtir.

O parque é escolhido para este festival porque o The Cloisters é considerado um museu medieval. No festival são apresentados costumes e o espírito medieval, com decoração de barracas de comidas e itens medievais como espadas, armaduras, lembrancinhas, etc. Há algumas performances "medievais" de música, dança e mágica. Um dos lugares mais disputados foi a "arena" com apresentação de cavalheiros a cavalo e tem até dragão de espuma ambulante. Infelizmente eu não consegui um espaço para assistir ao espetáculo dentro da arena, então, não tenho fotos. O lugar é pequeno e meio fechado, aproveite para comer uma coxa de peru (turkey) gigantesca ou os pepinos em conserva, bem alemão.

Um pouco da apresentação medieval

Visitantes a caráter ou não

Informações:
Horário de funcionamento: Aberto sete dias da semana sendo: Março-Outubro 10-17h15 e Novembro-Fevereiro 10h-16h45. Fechado no dia de Ação de Graças, no Natal e Ano Novo.
Preço sugerido para Entrada: US$25
Gratuito para quem possui o ticket do Metropolitan.
Subway próximo: 190th Street (A)

 

 

Bronx Zoo

 

O Bronx Zoo fica bem longe. Fomos em um domingo e levamos quase 1 hora de subway para chegarmos lá. Ao sair da estação, você vai avistar placas indicando a direção, não tem erro.

Um zoológico NUNCA está na minha lista de viagens. NUNCA. Mas este eu fui porque me falaram que havia uma proposta diferente (e eu fiquei curiosa em saber se era verdade) e a minhas companhias do dia eram ótimas!

O zoológico foi inaugurado em 1899 e  é o maior do USA. Possui mais de 4 mil animais em ambientes que foram projetados para se assimilarem ao habitat natural de cada animal. Lógico que alguns espaços eu considero bem pequenos, enfim... O tamanho do zoológico é de 165 hectares contendo bosques, pastagens, trilhas de trenzinhos que só quem comprou o ingresso com acesso ilimitado pode ir, com também cinema 4D e carrossel.

O Tigre da Montanha (Mountain Tiger) é um dos animais mais visitado, mas como chegamos tarde, não o vimos porque alguns animais são recolhidos no final do dia. Outro lugar legal que eu não fui foi o World of Birds, onde você pode caminhar entre os pássaros selvagens e exóticos.

Mas pelo menos vimos o bando de leoas (o leão ficava rugindo de longe, parecia até uma gravação), o Jungle World que é um local fechado com temperatura controlada para reproduzir uma floresta tropical e abriga mamíferos, pássaros e répteis da Ásia. Esta parte é muito lega! Outra atração é o Congo Gorila Forest, que reproduz uma floresta chuvosa e úmida da África Central, mostrando aos visitantes a maior população de gorilas no USA, atrás de vidros. Alguns gorilas parecem atacar os visitantes protegidos pelos vidros, chega a assustar um pouco e as crianças gritam.

No final, não vi muita coisa diferente e os animais me pareceram ainda tristonhos. Então, volto com a minha posição de que Zoológicos não fazem e não farão mais parte de meus itinerários de viagens.

Buttefly Garden

O urso polar de costas e esparramado pelo chão

Congo Gorila Forest

As leoas sem o leão

Informações:
Horário de funcionamento: Invernos (Novembro a Abril) aberto diariamente das 10-16h30. Verão aberto das 10-17h.
Entrada para inverno: acesso ilimitado (passeios de trem e entrada a recintos exclusivos) de 03 de Novembro a 03 de Abril: US$23.95.
Para acesso limitado: US$16.95 entre 03 de Novembro a 31 de Dezembro e US$19.95 entre 02 de Janeiro a 03 de Abril.
Tente checar os ingressos online, poderão ser um pouco mais baratos, não sei por que.
Entrada para verão: acesso ilimitado US$29.95. Acesso limitado: US$16.
Subway próximo: E180th Street (2,5). Ao sair da estação haverá uma placa indicando a direção do Bronx Zoo, você estará na E180th Street, vire à direita na Southern Boulevard e siga reto. Você vai perceber o parque ao seu lado e avistará, no final desta ultima rua, a entrada do Zoo.

 

 

Long Island City

 

Ao descer da estação do subway (Court Square (7)), Long Island City vai parecer a você um subúrbio perigoso. Porém, não há o que temer.

Pertinho de lá você pode ir no MoMA PS1, Socrates Sculpture Park, The Noguchi Museum e no Sculpture Center. Inclusive há um ônibus que você pega na frente do MoMAPS1 que passa por todos estes lugares!

Antigamente as intermediárias da Jackson Avenue era conhecida como Graffiti Mecca, ou 5Pointz, onde alguns prédios eram cobertos por graffitis, porém, hoje, nada mais consta lá. Teve passeata e tudo, contra a "retirada" dos graffitis, mas não adiantou. Acho que vão construir apartamentos nesta região, não sei bem ao certo... Uma pena porque eu estava louca para ver a arte!

Por enquanto, dê uma passeada em direção ao canal que fica de frente à Manhattan. Ao caminhar pelas ruas você vai sentir que o bairro está mudando, ficando mais homogêneo e com cara mais "nobre" com muitos prédios residenciais sem o padrão Manhattan de prédios residenciais de 4 a 5 andares e de tijolinhos. São mais "modernos" e altos.

Um bom passeio é andar pelos piers de Long Island City, observar o skyline de Manhattan, andar pelos parques com playground e observar as fotos que noivos e noivas fazem por lá.

 

 

 

Caso haja tempo, vá:

 

 

Governor's Island

 

Chegando à ilha

A Governor's Island é uma pequena ilha ao sul de Manhattan, onde às vezes abriga festivais do tipo "rave". O propósito destes festivais é levar turistas para lá porque, a grande maioria nunca pensa em incluir esta ilha no seu roteiro de passeios.

Você atravessa o rio com uma balsa, ferryboat, e é gratuita e rápida porque a distância é de apenas 1km. O seu nome surgiu em 1698, quando NY era uma colônia inglesa e a assémbleia colonial havia reservado a ilha para o uso exclusivo dos governadores da cidade.

O dia que eu fui estava imensamente quente. Você tem uma boa vista do sul de Manhattan e se decidir andar pela borda da ilha, não vai levar muito tempo, a não ser que não perceba e perca a última balsa de volta à para Manhattan, que no verão, em Agosto, era das 19h.

Possui poucas casas e quase nada para fazer. Não sei se é um lugar que eu recomendaria, mas acredito que dentro de alguns anos, o desenvolvimento das atrações turísticas possam atrair mais visitantes. Mas por enquanto, não há nada realmente muito atrativo para se fazer por lá. Como chegar: Pegar a balsa que sai do sul de Manhattan, perto da Whitehall Street. Subway próximo: South Ferry Loop (1)

 

Luna Park

Coney Island

 

Fomos ao Luna Park que fica em Coney Island porque ficamos sabendo na escola que este local teria exibição de fogos de artifício para celebra o fechamento do verão. Isso aconteceu em um sábado, dia 30 de Agosto. Então combinamos com vários outros estudantes para nos encontrarmos na estação Coney Island-Stilwell Avenue (D,F,N,Q). Eu devo ter levado 1h30 para chegar lá. O número de estações eram intermináveis! Até para quem estava hospedado no Brooklyn levou um bom tempo para chegar lá. Pela janela do subway, naquelas estações abertas, deu para ver que eu estava cada vez mais chegando no subúrbio. Algumas pareciam cenário de filme, estações totalmente desoladas, no fim do mundo, quase sem ninguém.

Depois de um bocado de tempo para chegar, tive ainda que esperar um bocado de tempo para encontrar outros estudantes. Chegando no parque nem sabíamos para onde ir, onde estariam os fogos de artifício, onde seria o melhor lugar e qual o horário exato da queima dos fogos. Estava lotado!

Nos posicionamos na praia e lá pelas 20h começou a queima dos fogos. Para mim foi decepcionante porque no Brasil há fogos bem mais emocionantes e pomposos. Mas tudo bem! Estando com boa companhia, quem se importa?

Como era muito longe, ficamos com um pouco de receio de nos demorarmos por lá. Então resolvemos comer algo do lado de fora do parque, na lanchonete chamada Nathan's. Quem me falou sobre esta lanchonete foi um dos meus professores, mas eu preferi comer só a batata frita que estava regada a óleo, indigesta! Sobre o hot dog que meus amigos comeram, parece que era "ok". Existem milhares de Nathan's em vários lugares do mundo e se você está em NY, não precisa ir a Coney Island para comer lá. Pode ir em Manhattan e/ou Brooklyn. O negócio faz sucesso, tendo eu gostado ou não. Há muitos caixas operando, é meio insano! 

O entardecer no Luna Park

A famosa Wonder Wheel

 

Southampton

 

Tive a oportunidade de ir a Southampton que é uma cidade à beira mar, local onde muita gente rica passa as férias de verão. O centro comercial é tranquilo, com muitas lojas e alguns restaurantes. No final do verão há algumas boas promoções, mas não necessariamente a moda vendida por lá será do agrado de todos. É proibido andar no centro de biquini e o ritmo é bem diferente de uma praia brasileira, por exemplo. Por falar nisso, as praias de lá não são tão bonitas como você deve imaginar. Se bem que, sendo brasileira, o nível de exigência em relação às praias é muito elevado. Mas o dia que eu fui estava muito quente, tão quente que era difícil até para respirar!

Como chegar:
A melhor forma é pegar um trem na Penn Station. Custou US$19.75 o bilhete de ida e volta, que é conferido dentro do vagão por um funcionário. A viagem demora cerca de 2 horas e o trem vai a uma velocidade muito lenta. A vista da viagem é normal, não há nada excepcional. Cheque se você terá que fazer alguma baldeação e trocar de trem no seu percurso.

O centro comercial

Uma praia "privativa"

 

Jamaica Bay Wildlife Refuge

 

O Jamaica Bay Wildlife Refuge me chamou a atenção por uma foto que eu vi em um livro. Apesar do meu roommate ter me dito que não valeria ir a pena, ele acrescentou que talvez, no dia que eu estava planejando ir, haveria muitos pássaros provindos do Canadá, devido à migração para o sul que eles fazem anualmente. Então eu fui de subway.

Já era Outubro e o frio estava começando a dar as caras de forma memorável, então pequei o trem da linha A e fui feliz da vida, mesmo sabendo que ficava muito longe, mas com a certeza de que não teria que fazer baldeação. Foi aí que me dei conta de que existem dois trens da linha A, sendo que um vai para Far Rockaway e outro vai para Ozone Park. E adivinhem em qual eu estava??? No errado! O certo era ter pego um que vai para Far Rockaway. O problema é que desci em uma estação daquelas elevadas (acima do nível do solo) e que não tinha sol e só tinha vento batendo lá. Eu quase congelei com aquele vento cortante! E como era um domingo, o trem demorou muito para chegar!

Chegando na estação Broad Channel, confesso que tive medo de andar por lá. Parecia abandonada, sem uma alma viva e quando saí para a rua, a coisa piorou. Parecia um beco onde os drogados vão, sujo, com umas casinhas decoradas com tema do Halloween e todas fechadas (acho que todo mundo estava dormindo). Se passasse um serial killer por lá, acho que ninguém iria até a janela para ver o que estaria acontecendo.

No final, fui seguindo as orientações do Google Maps e ficava feliz quando via uma alma viva na estrada que percorri a pé, a Cross Bay Boulevard.

Dentro da reserva

No caminho, o subway passa por cima do canal

Chegando no parque, fui muito bem recepcionada pela equipe que trabalha lá. Me deram um mapa demonstrando quais rotas lá dentro eu poderia fazer e também me passaram a dica para visitar a reserva florestal da frente. Ah, a entrada é gratuita.

O parque, no fundo, não é muito grande porque, como é uma reserva, você não pode ir andando em qualquer lugar e nem pode pisar no mato ou na parte "praia", que eles chamam. Não havia nenhum pássaro voando por lá, mas as fontes indicam que no Outono há bandos de patos e gansos por lá. Deve ser mais para o meio e final de Outubro. Você deve seguir as regras de não fumar, não comer, não sujar não pegar flores, etc. Eu achei um passeio gostoso, mas fiquei decepcionada em não ver nenhum pássaro.

Para quem não sabe, esta reserva natural fica do lado do JFK Airport. Quem preferir, pode descer na estação Howard Beach-JFK Airport (A) e pegar um tram que liga o subway até o aeroporto. Eu sinceramente não sei como é esta travessia, porque eu não a fiz. Mas é uma dica para quem não quer gastar de US$80 a US$180 de taxi, mas sim apenas o valor do MetroCard ou US$3. Não achei perigoso andar com malas por lá e nem no subway. Mas fique sabendo que muitas estações não foram projetadas para pessoas com malas de viagens e cadeiras de rodas...

 


 

 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

Mais lugares para conhecer:

  • Ellis Island + Statue of Liberty
  • Staten Island
  • Quem curte esportes, saiba que Agosto e Setembro inicia-se o US Open Tennis Championships e o Giants e o Jets iniciam o campeonato de futebol americano. Você até pode assistir aos treinos deles!

 

BROOKLYN:

QUEENS:

BRONX:

ATENÇÃO: Algumas informações descritas no site podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste site 😉

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