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KONYA / KAPADOKYA
Postado por Estela T em junho 9, 2012 Editado em Abril 21, 2017

 

 

KONYA: Mevlana Müzesi (Museu Mevlana)

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Café da manhã agradável no Pam Thermal Hotel e seguimos no maior trecho rodoviário que teríamos na viagem (partindo de Pamukkale): 700km o equivalente a quase 11 horas. Ainda bem que tinha Konya no meio do caminho para visitar, senão seria um dia morto no ônibus.

Konya é conhecida por abrigar o mosteiro dos Derviches Dançantes (Mevlana Müsezi). Fica numa planície elevada e desolada, no meio da estepe Anatólia. Conhecida em todo o país por seus devotos habitantes e pela forte inclinação islâmica, esta cidade antiga tem aparência próspera e cada vez mais moderna. Konya é povoada desde os tempos hititas, e ficou conhecida como Iconium por romanos e bizantinos.

Mevleví ou Derviches Dançantes ou Giradores é uma ordem derviche da Türkije, fundada pelos discípulos do poeta Sufí Jalal al-Din Muhammad Rumi no século XIII (um místico sufi também conhecido como Mevlâna, filósofo que nasceu no Afeganistão e fundou a ordem. Ele morreu nesta cidade em 1273 e sua tumba é do século XVI). Possuem uma cerimônia de dança-meditação, chamada Sema, que consiste numa dança masculina acompanhada por música de flauta e tambores. Os dançarinos giram sobre si mesmos com os braços estendidos, simbolizando "a ascendência espiritual para a verdade, acompanhados pelo amor e liberados totalmente do ego". A cerimônia teve origem com os místicos da Índia e os sufis da Türkije. A Sema com a cerimônia de Mevlevi foi proclamada em 2005 e registrada em 2008 na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO. A Ordem Mevlana do sufismo prega a tolerância, a compreensão e a misericórdia. Os dervixes procuram uma relação direta com Deus por meio de cânticos, músicas e danças, o que os fazem exóticos e interessantes. O sufismo ensina uma coisa muito básica: quando o homem fica calmo ele consegue resolver todos os seus problemas.

Não é permitido tirar fotos do interior do mosteiro, dos túmulos e etc. Mas do exterior, podia. Desta forma, tirei fotos da fonte de abluções usada no ritual de limpeza dos derviches. Não havia nenhum derviche no local e não vimos a dança.

A sala dos túmulos é ricamente decorada, mas eu não fiquei muito perto dos túmulos deles. Havia salas com uns bonecos em tamanho real simulando o dia a dia deles, um tanto assustador. Acho que eram salas de estudos. Cada sala era muito apertada e estava cheio de turistas e gente local. Não dava pra entrar, mas eu não queria entrar nestas salas, espiava pelas janelinhas.

Há uma caixa com a barba de Mevlani dentro de uma redoma de vidro onde é possível sentir um cheiro igual ao sândalo. As pessoas de lá estavam muito felizes e faziam gesto para que eu cheirasse.

Em termos gerais eu até gostei do lugar, mas me senti meio mal. Não sei explicar. Me deu um incômodo muito forte.
Informações:
Horário de funcionamento: provavelmente aberto todos os dias, exceto feriados turcos e religiosos sendo Segundas das 10h-17h e Terça a Domingo das 09h-17h
Entrada: ₺5
Audioguide: ₺10
Estacionamento: ₺5
A visitação pode durar cerca de 1 hora, dependendo do perfil do visitante.

konya-03Lá dentro do complexo do Mosteiro há uma lojinha de lembrancinhas. Uma das mais completas e caras dos pontos turísticos que passamos.

Comprei doces turcos de pistache que vêm numa caixinha de metal com imitação de desenhos de iznik, custou TL10.

Ao sair de lá avistei umas lojas do tipo "caça-turista" e resolvi comprar o meu azulejo de iznik pintado à mão.

Muito caro! Consegui negociar por até TL35. É grandinho, grosso, mas achei caro. Precisei sair correndo para não atrasar o ônibus. Mas se fosse mais barato compraria ao menos uns 4. São lindos demais e este foi pintado à mão.

konya-04Na parada técnica deste trajeto, se você tiver como provar um prato típico da região que é iogurte com mel e semente de papoula, não desperdice a oportunidade. É delicioso!

Desde 1883 nessa região a plantação de papoulas é legalizada, os campos são visíveis e próximos das estações de controle do governo. Desta flor são extraídas as sementes, utilizadas na culinária, e o leite viscoso branco, o ópio, é que serve para fabricação de medicamentos, como a morfina.

Mas lembre-se: este iogurte que nos é apresentado como "coalhada" é bem calórico. Porém, não pesa no estômago (nem nos mais fracos) porque sua acidez é extinta com o uso do couro de cabra na preparação do mesmo (informação que consegui depois da viagem). É delicioso mesmo, vale muito a pena.


 

Caminho para Kapadokya

konya-05kapadokya-47E fomos seguindo para a Kapadokya (Capadócia). No caminho havia uma montanha gigantesca. Eu acho que era o monte Erciyes que fica a 20 km a sudoeste de Kayseri. Na verdade vimos uma muito parecida lá no topo de Pamukkale com neve no topo. Esta também tinha neve no topo.

Os hititas veneravam o pico nevado do monte Erciyes, chamando-o de “Harkassos” ou Montanha Branca. A paisagem dos caminhos que seguimos não é muito atrativa, mas quando algo diferente aparecia era fascinante. É provável que foi este o vulcão que teve erupção e formou a  Kapadokya.

Na parada técnica, antes de chegarmos à  Kapadokya, tomamos um sorvete maravilhoso da marca Mado. É à base de leite de cabra, acho que por isso era tão cremoso.

Chegamos à  Kapadokya e a guia turística mostrou uma casinha na beira da estrada com uma jarra no telhado. Ela explicou que isso é um costume de vilarejos locais para demonstrar que naquela casa há uma moça que quer se casar. Achei tão bonitinho.

 

KAPADOKYA

 

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Kapadokya significa “terra de belos cavalos”. A paisagem foi criada há aproximadamente 10 milhões de anos e terminada praticamente há 2 milhões de anos, quando vulcões ativos cobriam a região com cinza. Essa cinza se solidificou num material de fácil erosão chamado tufa, recoberto em alguns lugares por camadas de rocha vulcânica dura. Embora tenha havido erupções até ao 2º milênio a.C. e um o registo de uma erupção em 253 a.C.. As erupções do vulcões Argeu (Erciyes Dağı), Hasan, Acıgöl, Göllü e Melendiz cobriram o solo de tufo calcário com depósitos de basalto numa extensão de 100.000 km² com uma espessura entre 100 e 500m.

À medida que a atividade vulcânica diminuíia, foi sendo cada vez mais relevante o efeito da erosão da água e do vento, esta última acentuada pelas areias e poeiras resultantes da desagregação das rochas menos compactas, um processo que ainda decorre na atualidade, como os cones com tampa, chamados “chaminés das fadas”. A  Kapadokya cobre uma área relativamente pequena de quase 300km².

O hotel da cidade de Ürgüp foi o Dinler Hotel. Muito bom e super agradável. O jantar e o café da manhã foram os melhores da viagem inteira. Ainda me lembro da maciez e sabor dos pães, as manteigas e a geléia de rosas. Nossa, estava muito bom. Este hotel eu realmente recomendo! Não fica perto do centrinho de Ürgüp, mas não é necessário pegar o taksi. A caminhada é agradável e dá pra queimar as calorias das coalhas, hummus e etc. ingeridos.

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Ürgüp se tornou tão ligada às cidades subterrâneas construídas no período bizantino que sua história romana e seljúcida é quase esquecida. É uma base prática para conhecer a  Kapadokya, com muitas pensões e hotéis. A cidade conservou o charme de vila e é conhecida pela agricultura de uvas. dizem que o vinho de Ürgüp é leve e refrescante, porém experimentamos um que o “Augusto” me deu de presente e era horripilante. Parecia que tinha terra junto.

Mesmo à noite, resolvemos dar uma andada pela cidade. Ficamos desconfiadas com uns caras na rua, mas eles olhavam porque éramos muito diferentes e não porque eles queriam nos fazer algum mal. Mas como paulistas de nascença, a desconfiança impera.

Tentando chegar ao topo iluminado, acabamos chegando num túmulo com uma luz verde. Nem lembro direito do que se tratava, mas era muito mórbido, tipo “death metal”.

Resolvemos tentar chegar ao topo da parte iluminada através de uma rua muito simples e de repente um homem num carro branco parou nos   olhando, deu a volta e corremos para um hotelzinho. Ele parou o carro próximo e abriu a porta. Ficamos com muito medo. Esperamos até ouvi-lo ir embora e saímos correndo de lá direto ao Dinler Hotel. Mas cada carro branco que víamos, saíamos apertando o passo. Não foi nada de  mais, mas vai saber?

 

 

Passeio de balão no Vale do Göreme 

 

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Acompanhando o preparo do balão

E quando sobe você vê.....

E quando sobe você vê.....

E durante o próximo dia a programação foi puxada.  Acordamos muito cedo para voar no balão que juramos que havíamos pagado aqui no Brasil ao fechar o pacote. E nossa surpresa foi ver que nada estava negociado. Que ódio! Ficou € 150 para cada. Pagamos diretamente à empresa de balões no cartão de crédito.

Mas nada deveria abalar os meus nervos. O passeio de balão foi fantástico. O tempo parecia que ficaria ruim, mas o sol foi abrindo aos poucos. Eu fiquei preocupada, insistindo em perguntar à equipe do balão se era seguro voar mesmo com o tempo esquisito. É lógico que a resposta sempre foi positiva. Bem, se estávamos lá, era para correr todos os riscos. Falei pra minha amiga que, qualquer coisa, se agarrasse na estrutura do balão.

Fazer este passeio no final da tarde deve ser igualmente maravilhoso. As formações rochosas são únicas no mundo, com certeza. A empresa que passeamos foi a Cihangiroğlu Balloons que é de Uçhisar. 

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.... as belíssimas formações rochosas!

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Formações Rochosas

 

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Depois do passeio de balão pelo Vale do Göreme, voltamos ao hotel, tomamos café da manhã (sim..... saímos tão cedo que nem deu tempo pra tomar café da manhã) e seguimos com o tour pela cidade (partindo às 9h). Paramos em uma parte que tinha formações interessantes, como o camelo, a Virgem Maria e o chapéu de Napoleão. Aí vai da imaginação de cada um rsrsrsrs

Conhecemos as moradias do vale do Göreme Park. Imaginar aquelas pessoas morando lá é bizarro porque as coisas não se encaixam. Como faziam? Obviamente tudo era mais retinho, não eram atletas para subir e descer aquelas escadinhas sem torcer o pé.

O Parque Nacional de Göreme (Göreme Milli Parklar) ocupa uma série de vales em volta da aldeia de Göreme, a poucos quilômetros a nordeste de Nevşehir, na Região da Anatólia Central da Türkije.

O parque é provavelmente a mais famosa área da região da  Kapadokya e apresenta a maior concentração de construções religiosas trogloditas de toda a região. A área foi classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1985, juntamente com os chamados Sítios Rupestres.

A totalidade do parque encontra-se na província de Nevşehir e seus limites se estendem até aos arrabaldes de Üçhisar, a sudoeste, de Ortahisar, a sudeste, e de Cavuşin a norte, não distando muito de Ürgüp, a leste, e de Avanos a norte. A vila de Göreme encontra-se basicamente no centro do parque, a dois quilômetros do Museu ao Ar Livre de Göreme, uma outra atração turística do parque e que nós conhecemos.

As atrações do parque são tanto as paisagens esculpidas pela erosão do vento e da água nas rochas calcárias e vulcânicas, como as inúmeras igrejas e mosteiros bizantinos que testemunham uma intensa atividade monástica entre os séculos V e XII, como ainda as habitações trogloditas que, ao contrário doutros locais, muitas delas ainda são habitadas nas zonas à volta do parque (vimos alguns exemplos próximos da Fortaleza de Uçhisar). Atualmente, essas construções estão sendo compradas por hotéis, então tudo o que eu vi pode estar bem diferente agora.

O povoamento mais intenso da área iniciou-se nos séculos III e IV, quando São Basílio de Cesareia ajudou a estabelecer as primeiras comunidades eremitas naquela região. 

Observando os hábitos dos habitantes locais de aproveitar as grutas naturais e a facilidade de escavar novas grutas artificiais na rocha macia, eles construíram as suas residências nas encostas. Durante o período iconoclasta, entre 725 e 842, a decoração dos santuários era tímida, limitando-se a alguns símbolos básicos como a cruz cristã. Em alguns lugares há indícios claros de que decorações anteriores foram destruídas. Após o fim desse período e até o século XIII, a maior parte das igrejas foram modificadas e outras novas foram construídas com ricas decorações de afrescos coloridos. A invasão dos turcos seljúcidas no final do século XI pouco afetou a vida monástica que continuou a prosperar pelo século XIII e só no século XVIII é que foram abandonados os últimos mosteiros trogloditas.

Se eu não estivesse em excursão turística, tenho certeza de que traria mais detalhes deste lugar. Infelizmente o tempo da excursão é muito curto. Dá pra fazer muita coisa por lá, entrar em várias "casinhas" e dar uma volta completa no local.

Note: apesar de uma das fotos abaixo ter um camelo, não vá pensando que por toda a Kapadokya o meio de locomoção é este. Apenas e somente neste lugar encontramos um único exemplar para te levar a algum passeio. Não confunda as coisas, ok?

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Fortaleza de Uçhisar

 

 

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 Fábrica de Tapetes

 

kapadokya-48Na sequência fomos a uma fábrica de tapetes. Chama-se “Gallery Cappadocia – The Art of Weaving”. Era cada tapete lindo, porém caríssimo e me fez lembrar que “ainda bem que eu não gosto de tapetes” hahahaha.

Tinha um azul pregado na parede da sale de exibições, que logo que eu entrei não conseguia tirar os olhos dele. Uma pena que as fotos que fiz dele ficaram ruins. E no final final da apresentação dos tapetes e do chá oferecido pelos funcionários da casa, perguntei quanto era aquele tapete azul. Pois é... era item de coleção... Feito a mão, seda pura e poderia ser vendido por US$ 23 mil. Por que será que eu só vejo coisas caras?

Subimos depois para Uçhisar que significa "três fortalezas" em turco e é uma das localidades mais típicas da Kapadokya, com o seu casario confundindo-se com a paisagem rochosa tão característica da região. É célebre pelo rochedo que a domina, apelidado também de Kale ("castelo" em turco), porque serviu de fortaleza e refúgio no passado com os seus 1.300m de altitude.

É o ponto mais alto da Kapadokya. O rochedo, de origem vulcânica, é visível de vários km em redor. Foi usado como abrigo na época hitita (cerca de 1.500 a.C.) e posteriormente pelos primeiros cristãos durante o período romano e pelos bizantinos durante as incursões árabes dos séculos VII e VIII e durante as invasões turcas. Então, claro, as intervenções são romanas, ocidentais, óbvio.

A fortaleza é um autêntico labirinto que inclui capelas, mosteiros, habitações, refeitórios, armazéns e salas comuns, ligados entre si por uma rede de galerias empilhadas em vinte andares. No cimo encontram-se algumas sepulturas romanas. Algumas das habitações trogloditas ainda são habitadas.

Se eu não estivesse em excursão turística, tenho certeza de que conseguiria entrar ou pelo menos chegar mais perto da fortaleza. O tempo da excursão é dedicado apenas para ver de longe a fortaleza. Em alguns hotéis da região, aproveite para ir à varanda de cafés e restaurante e apreciar a vista.

 

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Foi muito interessante aprender como se extrai a seda dos casulos, como são tingidas as linhas e o funcionamento do tear. Tudo foi bem explicado pelo representante da fábrica, foi uma experiência muito interessante.

 

 

Museu a Céu Aberto de Göreme

 

kapadokya-50Depois fomos para as igrejas escavadas no Museu a Céu Aberto de Göreme. O parque apresenta a maior concentração de construções religiosas trogloditas (mais de 30) de toda a região. A área foi classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 1985, juntamente com os chamados Sítios Rupestres da Kapadokya (tanto como cidade cultural quanto pela sua natureza). A totalidade do parque encontra-se na província de Nevşehir, estendendo-se os seus limites até aos arrabaldes de Üçhisar, a sudoeste, de Ortahisar, a sudeste, e de Cavuşin a norte, não distando muito de Ürgüp, a leste, e de Avanos a norte.

A vila de Göreme encontra-se sensivelmente no centro do parque, a um par de quilômetros do Museu ao Ar Livre de Göreme. As atrações do parque são tanto as paisagens esculpidas pela erosão do vento e da água nas rochas calcárias e vulcânicas, como as inúmeras igrejas e mosteiros bizantinos que testemunham uma intensa atividade monástica entre os séculos V e XII, como ainda as habitações trogloditas que, ao contrário doutros locais, muitas delas ainda são habitadas nas zonas à volta do parque.

Não é possível tirar fotos dentro das igrejas. Há um tempo, muitos turistas imprudentes tiravam fotos com flash no interior das igrejas e mesmo proibindo o uso do flash da câmera, as pessoas insistiam. Desta forma, foi proibido qualquer tipo de registro visual. Mas entramos na Igreja de Elmalι que é famosa pela sofisticação dos afrescos e é uma igreja do século 11. Entramos na Igreja de Santa Bárbara e o seu nome vem do afresco na parede oeste, que se imagina representar Santa Bárbara. Lá também estão representados São Jorge e São Teodoro matando um dragão.

Do lado de fora do Museu a Céu Aberto, fomos na Tokalı Kilise que contém alguns dos afrescos mais bonitos. Ela é bem colorida com predominância da cor azul. Todas estas igrejas são muito úmidas, vale lembrar que há pouco tempo atrás a região estava com um metro de neve, então, obviamente estaria úmida.

Para aqueles que ficaram curiosos visualmente, recomendo o site do Wikipédia mesmo. Clique aqui.

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 Saindo de lá almoçamos finalmente em um restaurante que não era de beira de estrada. O lugar era muito bonito, com decoração requintada perto do que já havíamos conhecido. Mas infelizmente o cardápio oferecido não era nada diferente do que eu já tinha comido até então. Eu acabei comendo um frango tipo churrasquinho. Mas não sei por que eu não estava com nenhuma fome. Apesar do lugar bem apresentável, não tive nem gula. Talvez o pão com azeite tenha me saciado, sei lá. Mas o estranho é que apesar de ser um restaurante requintado e grande, estava vazio.

E depois fomos à loja "Onyx Jewerly". Comprei uma jóia para presente. Sei que não é de ouro, mas ainda não estou com condições financeiras para dar um presente deste tipo. Mas é de prata, com turquesas e marcajitas. O par de brincos é uma gracinha.... “Augusto” é o nome em  português do vendedor que me vendeu a jóia.

Saindo da loja, o ônibus nos esperava num tipo de pracinha, sei lá o que era aquilo, com barraquinhas de lembrancinhas e a pequena árvore com olhos turcos pendurados. Muitas pessoas tiram fotos lá... Só não sei se é lá mesmo onde eu estava kkkkk. Achei a árvore muito abarrotada com olhos turcos e a paisagem estava mais verde do que eu estava acostumada a ver nas minhas pesquisas anteriores à viagem. Mas a idéia é meiguinha. Nestas horas, vale tudo. Estar onde eu estava não tem preço nenhum!

Fachada da loja

Fachada da loja

Interior da loja

Interior da loja

Os olhos turcos

Os olhos turcos

 

 

Voltando a Ürgup

 

O sol se pondo

O sol se pondo

À noite andamos novamente no centrinho, mas na parte mais comercial. E eis que encontramos o “Augusto”. Ele se ofereceu para nos acompanhar apesar de não conhecer a cidade. Eu fiquei meio desconfiada, mas aos poucos fui entendendo que os turcos realmente são muito cordiais. Em uma das nossas paradas, entramos numa taverna e ele me deu uma garrafa de vinho tinto estilizada. Fiquei muito sem jeito em aceitar, mas, mais uma vez, coloquei na cabeça sobre a cordialidade turca.

Fomos até o ponto alto que víamos do Dinler Hotel e descobrimos que era um barzinho. Começou a ficar frio e descemos. E não é que o “Augusto” nos acompanhou até o hotel? Eu havia dito a ele que ele iria se arrepender porque era longe kkk. Deu dó.

Neste caminho de volta acabmos parando numa lojinha para comprar algumas lembrancinhas. E depois, ele acabou parando nas lojinhas de doces e os vendedores ficavam dando doces de pistache. Mama mia... Eu que evito comer açúcar à noite tendo que comer doce de pistache é foda... 

Mas os doces eram bons. O pior é que eles pegavam na mão os doces e eu comia um pedacinho que não passou na mão de ninguém e jogava fora falando: “I hate pistachio!!” hahahahaha.

Um pouco mais de Ürgup

Um pouco mais de Ürgup

Frutas super coloridas vendidas nas ruas e lojas de Ürgup

Frutas super coloridas vendidas nas ruas e lojas de Ürgup

Lojas de vinhos da região

Lojas de vinhos da região

 

 

Saratlı Belediyesi

 

Mulheres vendendo bonecas feitas à mão

Mulheres vendendo bonecas feitas à mão

Café da manhã agradável no Dinler Hotel e seguimos por 300km até Ankara.

Todos os almoços foram em beiras de estradas, com a pizza turca boazinha, mas nada muito surpreendente ou o churrasquinho de frango. Vários pratos davam para dividir para duas pessoas que não comem muito e nada custou mais do que TL15 ou TL18 (sem bebidas). Muito barato se for pensar. Eram comidas suficientes para aguentar a estrada, mas se for considerar que caíamos no sono a maior parte da jornada, consumir calorias pra quê???

Muitas vezes serviam um arroz que tinha alguns grãos mais amarelados. É um arroz meio frito, mas nada carregado no óleo. Eu gostei, na verdade adorei. Para uma pessoa que como eu que não come carne bovina e nem de carneiro/cordeiro, fica difícil variar nos pratos.

Antes de sairmos inteiramente da Kapadokya visitamos uma cidade subterrânea. Eu acho que era em Saratlı (porque Belediyesi = prefeitura, eu acho). O mais estranho é que eu tirei uma foto com “Saratlı – Aksaray” e no meu guia da Folha não fala nada sobre cidades subterrâneas em Aksaray....

Não é um local apropriado para quem tem claustrofobia porque há partes bem estreitas, mas não é muito extenso.

Eu preciso pesquisar mais sobre este local e sobre as mulheres do povoado local que vendem bonequinhas de “pano”. Eu não cheguei perto delas, mas elas faziam um barulho danado. É lógico que nesta hora eu vi um cachorrinho perambulando e institivamente já fui mexendo nele. Então, o veterinário do grupo me falou para não encostar porque não se sabe que tipo de bactéria é encontrada na Türkije. Falou-me ainda para não encostar nas paredes das cidades subterrâneas. Bem, isso eu não tinha feito mesmo, porque já havia percebido que elas iriam secar a minha pele (é tanta alergia que tenho...)

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Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

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Mais lugares para conhecer:

 

  • Dependendo da estrada que você estiver, vale a pena passar pela cidade de Eğirdir que é rodeada de montanhas com 3.000 km de altitude. Lá há o lago Eğirdir e parece que em Maio, depois do derretimento da neve, os morros ficam muito floridos. Passe ainda por Beyșehire para dar uma passeada no maior dos lagos de água doce da Türkije. As águas são rasas e cheias de carpas, percas e lúcios.
  • Em Konya você pode visitar o local chamado de “Feiras de Konya” que é um jardim arborizado no endereço Alaeddin Bulvari. Lá perto aproveite para visitar a Mesquita de Alaeddin e também o "Museu de Karatay" (Karatay Müzesi) que possui acervo com muitas cerâmicas e azulejos. Tudo um pertinho do outro.
  • Mapa da localização destas cidades + Konya: http://goo.gl/maps/cWTUJ
  • Em Konya há o Konya Airport (Konya Havaalanı) que é um aeroporto internacional e também um aeroporto militar.

Ürgüp:

  • Você também pode ir na taverna Turasan. Muitos turistas vão lá para provar o öküzgözü e os vinhos boğazkere - tinto. Eles também fazem vinhos doces como o ahududu (framboesa) e karadut (amora preta). A maioria das garrafas custa entre TL 20 e TL30. Fica na Istiklal Caddesi No. 20. Se estiver no Dinler Hotel, chega a uns 30 minutos a pé.
  • Há indicações de que na região da Kapadokya você deve experimentar um prato típico turco chamado Gözleme. Bem parecido com o pão de folha libanês, a massa é recheada (com queijo de cabra e/ou verdura refogada) e depois assada em uma pedra
Na Kapadokya:

  • Avanos: Se der tempo, poderíamos ir ao "Museu de Cabelos" em Avanos. É uma sugestão bizarra porém um museu como este será difícil encontrar em algum lugar do mundo novamente. Há cerca de 16 mil amostras de cabelos femininos presas no teto. Localizada na oficina do artista de cerâmica Chez Galip, surgiu há 30 anos quando uma amiga deleteve que partir e deixou uma mecha de seu cabelo como lembrança. A partir de então tornou-se praticamente tradição que as mulheres que passam por lá deixem uma amostra de seus cabelos. A quantidade de cabelo foi aumentando e o local acabou por se transformar em museu. Vale ressaltar que mulheres não são obrigadas a cortar o cabelo ao visitá-lo, mas é claro que mais amostras são sempre bem vindas. Cada uma das mechas contém uma identificação com endereço, pois uma vez ao ano Galip sorteia dez delas, que são contempladas com hospedagem e curso de cerâmica gratuito. Viu só que vantagem maravilhosa?
    Além disso, em Avanos você pode visitar uma oficina de cerâmica e alguma tavernas para saborear um vinho.
  • Aproveite ainda para explorar o monte Erciyes (Erciyes Daġι) que tem 3.916 m de altitude. Ele teve grande papel na formação das paisagens únicas da Kapadokya. Ele possui dois picos e entre estes há dois lagos (Cora e Sarι) formados por geleiras. Há um centro de esqui com teleférico e alojamento (temporada vai de novembro a maio).
  • Para os que apreciam o montanhismo e está pronto para uma escalada pode aproveitar as montanhas Aladağlar. Fica a 65km para leste de Niğde. E ainda tem mais! O Vale Ihlara é um vale para fazer uma caminhada agradável. Possui o rio Melindiz que serpenteia pelo leito do cânionde 15km.
  • Boğazkale (antiga capital hitita onde hoje é o Parque Nacional Hattușaș construída em 1.600 a.C.): O povo que habitou este lugar era chamado de hatti. Hoje é um sítio com ruínas desta cidade antiga, com as portas que guardam a cidade do Leão e do Rei (Aslanlιkapι). Porém, os leões existentes lá são cópias, mas você pode ver as originais no Museu das Civilizações Antigas da Anatólia em Ankara. A cidade ainda possui um Templo (Büyük Mabet) construído por volta de 1.400 a.C. que é um dos templos hititas mais bem conservados e foi construído em homenagem a Teshub, o deus da tempestade. Por fim, há uma recnstituição da Porta do Rei (Kral Kapι) em homenagem ao deus da guerra hitita. Esta cidade fica a uns 250 km de Göreme e 200km de Ankara. Para quem está seguindo de carro, pode aproveitar muito bem o itinerário:  clicando aqui.

Há dois aeroportos na região da Kapadokya: porém o mais indicado é o Erkilet International Airport or Kayseri Erkilet Airport (Turkish: Kayseri Erkilet Havaalanı)

 

 

Dicas Finais:

Para quem quer ir de Istambul até a Capadócia, vale lembrar que até dá pra ir de carro, mas isso pode levar umas 8 horas, já que a distância entre os dois pontos é de cerca de 730km. Como eu já havia dito, a gasolina na Turquia é cara. Para se ter uma ideia, é mais cara do que em São Paulo. É caro porque a Turquia não possui poços de petróleo e importava da Síria e, com a infeliz guerra, houve corte do suprimento do produto e... com certeza hoje a gasolina deve estar até mais cara do que aquela que eu havia registrado.

Mas pode ficar tranquilo que dá pra ir de Istambul até a Capadócia de avião. A passagem gira em torno de R$250 (sem taxas e valores pesquisados em Março/2017). O vôo leva 1h25mins.

Para conhecer a Capadócia de forma plena, acredito que 2 dias inteiros sejam suficientes.

Se você não optou por pacotes turísticos, dá pra fazer vários passeios tranquilamente de taxi e os preços por lá não são abusivos, creio eu que você não vai passar nenhum perrengue quanto a isso.

A notícia chata é que para visitar Konya a partir de Istambul, a passagem aérea pode ultrapassar o orçamento final. Tão longe quanto a Capadócia, talvez valha a pena adicionar um dia a mais na Capadócia e dar um pulo em Konya, que fica a 3 horas de distância de carro. Para quem não quer ir de carro, pode optar pelo ônibus (empresas como a Kamil Koç) que custam de R$35 a R$50, o trajeto (de carro pode chegar ao gasto de R$180).

 

 

ATENÇÃO: Algumas informações descritas no site podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste site 😉

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