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CHÂTEAU DE VERSAILLES
Postado por Estela T em junho 30, 2012 Editado em setembro 15, 2017

Neste dia acordamos cedo já que tínhamos a intenção de evitar filas em Versailles e depois iríamos ao Louvre. O Château de Versailles abre às 9h.

Pegamos o metrô até a estação do Musée D’Orsay e de lá fizemos a baldeação para o trem, denominado RER. Não sei ao certo o que aconteceu, mas mesmo com as indicações seguidas corretamente, acabamos caindo na estação errada.

Vou falar um pouco sobre o trem: Ele é normal, a única diferença é que tem dois andares e possui bancos virados um para o outro, sendo assim, se você tem uma perna muito comprida, vai invalidar o banco à sua frente ou simplesmente vai ter que sentar de ladinho.

Pegamos o trem numa quarta-feira de manhã, não estava cheio e de repente, ele parou numa estação, todo mundo desceu e ficamos esperando. Levou um tempo pra gente decidir ir até algum guichê e perguntarmos pra alguém se estávamos no lugar correto ou se tínhamos que fazer uma outra baldeação. Não tinha absolutamente nenhum funcionário do trem na plataforma. Então, fomos até a bilheteria e lá o atendente nos disse que teríamos que pegar outro trem comprando novos bilhetes. A passagem de metrô do Paris Pass é válida somente dentro da Île de France e estávamos fora dela.

Sobre a paisagem do caminho que o trem faz, haviam me dito que era agradável. Eu estava incomodada porque eu não achei a paisagem nada de mais... e por isso, tive a sensação de que estávamos no lugar errado. São casas e mais casas comuns. Depois muros e mais muros normais da linha do trem e um tanto mal cuidados. Algumas estações me faziam lembrar as estações de Carapicuíba e Osasco. Bem... De fato, estávamos na periferia de Paris (Note: quando digo periferia, não venha interpretar de forma pré-conceituosa. Periferia é um local fora do centro).

E então, conseguimos chegar à estação Versailles-Rive-Gauche com a certeza de estarmos no lugar errado. Decidimos que, qualquer coisa, iríamos de táxi. Foi aí que minha amiga teve a brilhante idéia de perguntar a uma moça na plataforma e ela nos disse que estávamos perto, que era só andar uns 10 minutos. Então, fomos.

Saindo da estação de trem, pra qual direção seguir? Não haviam placas, mas que raios de local turístico é este? Perguntamos a um moço e ele nos indicou a direção e fomos andando novamente que nem Frodo e Sam rumo à Montanha da Perdição. Estávamos exaustas.

Para quem não sabe, o Palácio e seu parque fazem parte da lista de Patrimônio Mundial da UNESCO.

E andamos muito. Na verdade o caminho não é longo pra quem não está esgotado de cansaço como nós. Chegamos e numa fila rápida, entramos.

Na grande maioria dos museus e monumentos é preciso abrir a bolsa ou passá-la num detector de metais. Em alguns lugares as pessoas devem também passar por um detector de metais. Bolsas pequenas eles não encanam muito, mas se for uma bolsa grande ou mochila, eles pedem para mostrar o que tem dentro.

Eu achava que o palácio ficava em volta de uma grande e bela floresta. Não sabia que ele ficava no meio da cidade. É uma pena o progresso ter se alastrado em volta dele. Seria legal passar por uma trilha ou um bosque antes de chegar lá. Isso foi uma decepção, uma grande pena. 

Mas ele é gigantesco, com uma fachada de detalhes em ouro que brilhava ainda mais com o sol forte (com certeza, ouro sem valor comercial). Vimos muitas, mas muitas pessoas fazendo quase que uma peregrinação em direção ao palácio. E nós fazíamos parte disso. Muita gente, gente de excursão, gente que apareceu como a gente, gente de todos os cantos do universo... porque eu tenho certeza que tinha até extraterrestres por lá. Infelizmente uma parte do exterior do pátio de entrada do palácio estava em reforma, pra variar. Eles colocaram um tapume com fotos de árvores para deixar bonitinho, mas senti uma revolta em ver mais um monumento parcialmente em reforma. Ok... é para o bem... é para conservá-lo, eu sei!

Mundareu de gente indo ao Chateau

Vista do pátio de entrada

Entramos no castelo, nossa... Como é lindo! Fiquei imaginando como deveria ter sido a vida das pessoas que habitavam aquele lugar. E fiquei imaginando também quando ele foi invadido, imagine os estragos que o povo não deve ter feito!

O palácio atual, iniciado por Luís XIV em 1668, surgiu de uma série de acréscimos ao redor do pavilhão de caça de Luís XIII. O arquiteto Louis Le Vau construiu a primeira parte, que se estendeu ao redor de um pátio aumentado. Jules Hardouin-Mansart prosseguiu em 1678, acrescentando o Salão dos Espelhos e duas alas enormes, ao norte e ao sul. Ele também projetou a capela, concluída em 1710. A Ópera foi acrescentada por Luís XV em 1770. 

Salão dos Espelhos

Capela do Château de Versailles

André Le Nôtre aumentou os jardins e desfez a monotonia do layout simétrico com extensões de água e desníveis de terreno. Oposto ao château, fica o Academie du Spectacle Equestre, onde são apresentados shows de adestramento.

Infelizmente não deu para apreciar os aposentos do castelo de forma mais, digamos, contemplativa. Tinha tanta gente nas salas que se você pára por um instante todo mundo certamente irá esbarrar em você e eu odeio gente esbarrando em mim.

Olhar para cima e contemplar os detalhes dos tetos e suas obras de arte cansava às vezes. Simplesmente olhar os móveis e o design de tudo é a melhor coisa a se fazer do que tentar tirar foto de tudo. O negócio é registrar na memória, senão haja bateria de câmera... sem falar no braço... nossa! Como é cansativo absorver cultura!

Cada sala aberta à visitação é diferente da outra. São cerca de 11, todas muito grandes, é impossível registrar na lente fotográfica todos os detalhes e nem dá pra registrar de um jeito que a foto dê uma idéia de como é cada sala por inteiro. Se você tira foto do teto, não consegue pegar as paredes; se tira das paredes, pode pegar um pouco do teto mas beeem pouco mesmo; se tira dos móveis, não pega nada do teto e pouco do tapete, enfim... desencana e dê um tempo na câmera e somente observe com os seus próprios olhos.

Algumas fotos que fiz lá ficaram muito ruins porque eu tirava as fotos na pressa pra não atrapalhar ninguém e nem para ser arrastada pelo batalhão de pessoas lá. O Salão dos Espelhos é realmente lindo e o corredor com as estátuas me fez lembrar cenário de filme (tipo Gondor hahahahaha). Adorei o chão tipo xadrez e a luz do sol repousando no chão, foi arrebatador. A capela também é muito bonita e tanto o "corredor de Gondor" quanto a capela eram proibidas a circulação de turistas. Por isso que gostei tanto! Não tinham pessoas poluindo o local!

Quero voltar lá um dia e apreciar com mais calma. O interior e o exterior do castelo são realmente magníficos. Mas na saída para o jardim, os banheiros químicos estragaram muito o visual. Não andamos pelo jardim, não daria tempo porque na sequencia iríamos ao Louvre.

Quando voltar, poderei completar esta página com mais detalhes e dicas do palácio.

Informações:
Endereço: Place d'Armes - 78000 Versailles
Horário de funcionamento Castelo: Todos os dias das 9-18h30, exceto segundas. Última admissão: 18h. Caixas fechadam às 17:50
Horário de funcionamento Trianon e Casa de Marie-Antoinette: Todos os dias das 12-18h30, exceto segundas.
Horário de funcionamento Jardim: Aberto diariamente das 8-20h30
Entrada: €18 par ao le chatêau e €20 para acessos completos
Gratuidade no primeiro domingo de cada mês
Faz parte do Paris Pass

Você pode adquirir no site oficial o ingresso. Há a modalidade "Un an à Versailles", que quer dizer "1 ano de Versailles". Com entrada ilimitada durante 12 meses para as áreas:

  • Castelos de Trianon e Espólio de Maria Antonieta
  • Exposições temporárias (áudio incluído)
  • "Jardim Musical" e "Grandes Eaux Musical"

Como chegar de RER: Para chegar ao Château de Versailles via o "RER-linha C", certifique-se de ter um título "Paris - Château de Versailles Rive Gauche zones 1-4" (o bilhete "T+" não é válido para esta viagem).

Como chegar de trem SNCF: Saindo da estação Montparnasse ou Paris Saint Lazare
Como chegar de carro: Pegue a saída A13  rumo ao centro de Versailles. Há estacionamento pago (PAYANT).

 


 

 

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