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FÜSSEN
Postado por Estela T em novembro 29, 2013 Editado em abril 21, 2017

A Bayern, ou Bavária é o 'estado' ou região da Alemanha onde se concentra partes da chamada "rota romântica". Sim.... romance no ar com toque medieval. Leia mais abaixo pra saber o que é e navegue por outras cidades bavárias que fomos: Munique e Rothenburg Ob Der Tauber.

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Saindo de München em direção a Füssen e ainda nos acostumando com o trem, percebemos que não é necessário pegar o trem para Füssen a partir da estação central de München. No nosso caso, a estação mais próxima do hotel era a München-Pasing. Mas sempre acredito que os erros são aprendizados maiores e melhores.

Passo a dica a você para checar no site do Bahn todas as estações que ele pára e, desta forma, você pode se programar melhor. Eu costumo ver tudo, mas estava cansada... e acabou passando batido este pequeno detalhe (mas nada grave).

Acreditando que a viagem de trem seria boa por se tratar de um trecho da famosa "rota romântica alemã" (Romantische Straße), constatei que não tem nada de romântico os trens que vão pra lá. São dois trens: o primeiro que você pega (aquele que sai da estação central e passa por Pasing) é um trem normal que mais parece um tram com poucos assentos (talvez tenha sido vantagem partir da estação central e ir sentada). Depois você salta na plataforma e pega um outro que, digamos, parecia um trem do terror/inferno. Velho, sujo, nojento e pasme... o banheiro parecia que tinha ocorrido um assassinato. Dava nojo até da água para lavar as mãos... Romântico?

 

 

Chegando e se confundindo

 

fussn-02Descendo na estação de Füssen (não tem erro porque é a única estação) note que há um pequeno prédio amarelo que é onde você deverá entrar, atravessar pelo saguão e cair na rua. Lá na frente você facilmente identificará os ônibus que vão te levar para o castelo Neuschwanstein. O ônibus aparece de tempos em tempos e você pode pagar diretamente para o motorista de ônibus. Deve ter custado uns € 3,60 por pessoa.

Chegando na cidadezinha que fica no pé do castelo, você o avista lá de baixo e dá aquela sensação estranha de estar em um parque temático. As casinhas são todas projetadas num estilo aconchegante. Tudo é bem bonito.

Mesmo em um dia levemente frio e meio chuvoso, o local tinha a sua beleza. Lógico que com o sol, tudo fica muito mais belo!

Ande até encontrar a bilheteria e compre os ingressos que melhor atenderá suas expectativas. Compramos os ingressos que nos dariam direito a visitar o Neuschwanstein, o castelo menor chamado Hohenschwangau e o museu Der Bayerischen Jönige. Para fazendo tudo isso e chegando lá quase 11h da manhã, pode ter certeza de que passará o dia inteiro neste lugar.

O castelo conta com uma média de 1,3 milhões de visitantes anuais e no verão, mais de 6.000 visitantes por dia passam por lá, então, fique tranquilo que vai dar pra seguir alguém caso se perca! Há muitas fotos em cartões postais ou fotos grandes disponíveis nas lojinhas de souvenirs e uma foto mais linda que a outra, nos garantindo que a primavera, o outono seco e o alto inverno são as épocas ideais para visitar aquele lugar.

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fussn-07Lá realmente parece um parque temático e depois que você compra os ingressos, te informam qual o grupo de visitação você pertence e qual o horário de entrada em cada castelo (o museu não tem horário especificado), então, se estiver com amigos, procure comprar todos juntos para que todos integrem o mesmo grupo de visitação. Esta questão dos horários talvez seja a resposta do por quê as pessoas enlouqueçam, querendo furar a fila para pegar a charrete e subir a colina até o castelo principal...

fussn-08Após a compra dos ingressos, tínhamos apenas 35 minutos para subir até o Hohenschwangau. Mas mesmo com o mapa em mãos (que eles dão), ficou meio confuso pra gente e vimos que levaríamos 30 minutos a pé até este castelo. Então, optamos em ir de charrete! Note que o mapa indica os tempos estimados das caminhadas, mas não esqueça de compará-los com os seus limites físicos já que se trata de uma subida!

A subida da colina por charrete foi € 6 e o ponto de partida fica na frente do Hotel Müller, porém o negócio é bem desorganizado e só ficamos sabendo que o ponto de partida era lá porque vimos um pessoal numa pequena fila pegando uma charrete.

fussn-09Ok, vamos esperar a próxima na fila. Mas o que menos esperávamos era ver como as pessoas são loucas para furar a fila ou simplesmente não querem formar fila para poderem te deixar pra trás, mesmo sabendo que você chegou ao local bem antes, no momento que a charrete vagarosamente encosta no local de embarque. O negócio das pessoas lá é estar na vantagem de alguma forma, não importando se você chegou antes ou não! Educação européia chegou a ser um mito no berço daquele pessoal espaçoso que quase nos empurrou. Bom... usei meu vocabulário sujo nesta hora.

Depois que pegamos a charrete, para a nossa surpresa, o condutor não falava nem "oi" em inglês e praticamente fomos raptadas para algum lugar que só percebemos que não era o local correto que deveríamos ir porque havíamos checado pelo mapa onde ele deveria virar. Ok... o negócio é aceitar e tentar consertar depois! E foi assim, que chegamos adiantadas no Neuschwanstein.

 

 

Schloss Neuschwanstein

 

fussn-10Estando adiantadas no tour do Neuschwanstein, nos direcionamos à cabine de informações e relatamos o ocorrido da charrete. O rapaz, muito compreensível nos deu a oportunidade de entrar na próxima turma do Neuschwanstein e pediu para que remarcássemos o tour do Hohenschwangau quando chegássemos na porta deste.

Este é o motivo de nossos ingressos estarem riscados (foto acima) e acompanhamos no visor eletrônico o momento de entrar no tour.

Este castelo foi construído na segunda metade do século XIX a mando de Ludwig II da Baviera (em português, traduz Luís). Foi inspirado na obra de seu amigo e protegido, o compositor Richard Wagner.

A arquitetura do castelo é bonita por dentro e por fora e até serviu de inspiração ao "Castelo da Cinderela" da Disney. Apesar de não ser permitido fotografar no seu interior, é um dos edifícios mais fotografados da Alemanha e um dos mais populares destinos turísticos europeus, além de também ser considerado um "cartão postal". Bom.... ainda fico surpresa de lembrar que o homem da charrete não falava nem um "oi" em inglês, mesmo com estes dados turísticos.

O nome Neuschwanstein é uma referência ao "cavaleiro do Cisne", "Lohengrin", da ópera com o mesmo nome e animal preferido do Rei.

fussn-11Quando o castelo de Neuschwanstein estava próximo da conclusão em 1886, o Rei foi declarado insano pela Comissão de Estado liderada pelo Dr. von Gudden, e, aprisionado no castelo. O Rei não conseguiu se controlar e perguntou ao Dr. von Gudden: "Como pode declarar-me insano? Ainda não me examinou!". Levado para Berg, foi encontrado no dia 13 de Junho de 1886, afogado em águas superficiais do Lago Starnberger, juntamente com von Gudden, o psiquiatra que o certificou. As circunstancias exatas da sua morte permanecem inexplicadas. Por isso, a sala do trono não tem trono.

O complexo do castelo estende-se por 6.000 m² articulados em quatro andares e numerosas torres, com uma altura que atinge os 80 metros. Luís II da Baviera empenhou todo o seu patrimônio na construção do castelo, no entanto habitou durante muito pouco tempo nesta residência. Ele também vistoriou o avanço dos trabalhos a partir do castelo onde passou a infância, o Castelo de Hohenschwangau.

Uma das salas do castelo reproduz uma gruta com estalactites e estalagmites, que eu achei super estranha... pra falar a verdade, nem parecia ser algo do século XIX, parecia recente. E há uma sala de concertos que, logicamente, ele dedicou a Wagner. 

Uma história interessante sobre este castelo é que alguns renomados museus da Alemanha decidiram esconder obras primas aqui. Uma obra que vale destacar, foi o quadro "The God's Son" do pós-impressionista, Paul Gauguin, onde o artista pintou a sua amante Taitiana que acabara de dar a luz. Sabias pessoas decidiram retirar esta obra do München Museum e o esconderam aqui, porque certamente seria destruído pelas "leis" daquele ditador que acreditava na "raça ariana".

Após a visita que dura uns 30 minutos, vale mais do que a pena ir até a Marienbrücke (Ponte Maria) que é uma ponte que te oferece a vista mais espetacular do castelo. A vista é a parte de trás (a parte que não vemos quando estamos no pé da colina - bilheteria). Vale saber que abaixo desta ponte, está o córrego Pöllat.
 
Demos muita sorte já que o sol abriu exatamente quando eu cheguei na ponte. Parecia mágica! Cheguei na ponte e não acreditei que as nuvens ficaram em posição de cenário e o sol destacou ainda mais o castelo! Foi simplesmente fenomenal!

O caminho também é uma subida, mas não muito íngrime. Cansa um pouco mas faça com tranquilidade se você ainda tiver tempo.

 
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A descida da Marienbrücke a pé até o ponto de partida perto da bilheteria lá embaixo não é pesada. Aproveite para ver o que não viu pela portinhola da charrete mas cuidado com o fluxo das pessoas indo e vindo e com outras charretes. Se você quiser descer de charrete, tem que pagar também, porém, achamos o serviço meio demorado e estressante no começo que decidimos ir a pé mesmo!

Há trilhas no meio do mato que pessoas com preparo e roupas adequadas preferem fazer. Em dias chuvosos, é melhor evitar.

 

 

Schloss Hohenschwangau

 

O castelo visto lá de cima

O castelo visto lá de cima

Schloss Hohenschwangau, que significa "Castelo do Grande Condado do Cisne", foi a residência de infância do Rei Luís II da Baviera e foi construído pelo seu pai, o Rei Maximiliano II da Baviera.

Registros apontam que ele foi construído sobre os restos da fortaleza Schwanstein, a qual é mencionada pela primeira vez em registos históricos do século XII, onde uma família de cavaleiros foi responsável pela construção da fortaleza medieval. Depois do desaparecimento dos cavaleiros, no século XVI, a fortaleza mudou de mãos várias vezes. A decadência do edifício continuou até que, finalmente, caíu em ruínas no início do século XIX.

Em 1829, o Príncipe da Coroa Maximiliano (mais tarde Rei Maximiliano II da Baviera) sabendo do lugar histórico, reagiu energicamente quanto à beleza da área, adquirindo a propriedade em 1832. Um ano depois teve o início da construção do palácio, a qual continuaria até 1837. O arquiteto Domenico Quaglio foi responsável pelo estilo neogótico do desenho exterior.

Hohenschwangau foi a residência oficial de veraneio e de caça do Rei Maximiliano, da sua esposa, Maria da Prússia, e dos seus dois filhos, Luís (mais tarde Rei Luís II da Baviera) e Otto (mais tarde Rei Otto da Baviera). O rei e a rainha viveram no edifício principal, enquanto os dois jovens ficavam alojados no edifício anexo.

Quando o Rei Maximiliano faleceu em 1864 e o seu filho Luís sucedeu-o no trono, mudando-se para os aposentos do seu pai no palácio. Como Luís nunca casou, foi permitido à sua mãe viver no seu andar. O Rei Luís I gostava de de viver em Hohenschwangau, especialmente depois de 1869, quando a construção do seu próprio castelo, o Schloss de Neuschwanstein, começou a partir do lançamento de uma pedra proveniente do palácio do seu pai.

Maria da Prússia foi a única residente do palácio até à sua própria morte, em 1889. O seu cunhado, o Príncipe Regente Leopoldo da Baviera viveu no terceiro andar do edifício principal, sendo responsável pela electrificação, em 1905, e pela instalação dum elevador eléctrico. Leopoldo faleceu em 1912 e o palácio foi aberto ao público como museu no ano seguinte.

Não são permitidas fotos do seu interior!

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O Schloss Neuschwanstein visto da estradinha

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Museum Der Bayerischen Könige

 

Museum Der Bayerischen Könige faz parte do pacote e então, fomos visitá-lo. O acervo do museu oferece basicamente uma visão sobre a história da família Wittelsbach desde os seus primórdios até o presente. A exposição está centralizada no rei Maximilian II e também pelo ponto de vista sobre a paisagem da região e dos castelos, através do uso sutil da tecnologia que o museu proporciona de forma interativa e moderna.

Apesar de ser pequeno, dá uma pincelada em tudo o que você viu nos castelos.

Não são permitidas fotos lá dentro, mas use e abuse para fazer fotos no lago em frente ao museu. Sim! Esta é a margem do Alpsee, onde no verão é usado para nadar, para passeios de pedalinho e barco à remo. No inverno, quando ele congela, é muito procurado para patinação  e hockey sobre gelo.

Certamente, a vista é inacreditável!

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