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SÃO PAULO I
Postado por Estela T em fevereiro 13, 2016 Editado em setembro 26, 2017

SÃO PAULO I: Dicas de turismo em SÃO PAULO, cidade do Sudeste do Brasil incluindo as zonas Sul e Centro, com sugestões de passeios e etc.

 

São Paulo é conhecida no Brasil como a cidade do trabalho, cidade business, centro gastronômico, cidade que não pára e não dorme, cidade da alta costura e a cidade mais cosmopolita do país. Algumas pessoas a consideram feia, cidade cinza, poluída, super lotada, parada pelo trânsito, pixada.... Até eu já a considerei assim, mas decidi dar uma chance e deixar de ser hipócrita e conhecer a metrópole de verdade.

Seus habitantes, conhecidos como paulistanos, são super abertos a tendências de moda, tendências urbanas, tendências comportamentais. Eu os considero muito simpáticos e você não passa despercebido, é fácil conversar com um no metrô ou no supermercado, enfim... o paulistano não é indiferente.

Cada vez mais a cidade recebe turistas do mundo todo e muitos profissionais também do mundo todo, sendo que boa parte destes acaba fixando residência por aqui. É uma cidade que recebe elogios e críticas, mas no fundo, tudo depende da expectativa da pessoa que a avalia. No final entendo que uma pessoa possa falar muito mal desta cidade, até eu já a julguei mal, mas é necessário entender o contexto em que a cidade está atualmente e , desta forma, não vai adiantar fazer comparações dela com países de economias mais fortes e/ou culturas diferentes. Com isso em mente, comecei a descobrir a São Paulo que sempre esteve aos meus pés, mas que eu neguei conhecer a fundo... E a descoberta foi ótima e continua sendo reveladora!

Então espero que eu possa contribuir com você a descobrir ou até mesmo redescobrir a São Paulo!

Nota: a cidade foi dividida por regiões conforme definição do site SP-Turismo da Prefeitura da Cidade. Nesta primeira página você encontra sugestões para conhecer no Centro e na Zona Sul. Na página São Paulo II você encontra as zonas Leste, Oeste e Norte e na página São Paulo III você encontra a região da Paulista. São Paulo tem muita, mas muita coisa, portanto, a todo momento as 3 páginas estão sendo alimentadas por novas fotos e mais conteúdo, ou seja, mais destinos para você conhecer!

 


 

 

CENTRO

Pateo do Collegio

Local onde a cidade "nasceu"

O Pateo do Collegio foi o local onde se construiu a primeira edificação não indígena na cidade de São Paulo, pelo padre Manuel da Nóbrega, o padre Anchieta (que era noviço na época da construção) e vários outros jesuítas. O objetivo era a catequese dos indígenas. Desta forma, o nascimento da cidade foi marcada com a construção do Pateo do Colégio.

O dia estava quente, na verdade foi o dia mais quente há anos, mas mesmo assim estávamos firmes e fortes para conhecermos o centro de São Paulo. Chegando facilmente no Pateo, só me dei conta de que o famoso pátio é o calçadão externo na parte da frente do prédio histórico, ao perguntar para uma moça do "informações aos turistas".

Entramos no prédio a fim de buscarmos a bilheteria e conhecermos o Museu Anchieta. Mas antes disso, lá dentro, percebemos um pequeno restaurante muito simpático com cafeteria. Eu já tinha almoçado mas com certeza um dia voltarei para almoçar lá.

O prédio já teve muitas modificações desde sua inauguração, em 1554. Ele já foi expandido, demolido, refeito, teve a fachada modificada, o pátio mudou várias vezes, a fachada voltou ao seu original, caiu em decadência e em 1972 foi restaurado nos moldes que vemos hoje, com parâmetro nos projetos originais do edifício tanto interior quanto exterior. De todo o complexo, apenas alguns fragmentos originais permanecem e estão protegidos com vidro ou com acesso restrito para visitação. No próprio restaurante podemos ver uma parte das paredes em ruínas atrás de vidros e o passeio que te leva à Cripta de José Anchieta, você vê as ruínas a certa distância.

Estátua do Padre Anchieta

Infelizmente no interior do edifício não são permitidas as fotos. Mas há uma praça lá dentro com uma estátua de Anchieta e uma índia que você pode tirar fotos. Dentro do museu há muitos objetos da igreja, alguns quadros retratando o padre e uma ala com um bom apanhado da história do Centro da cidade e de como ela foi modificada, apresentada em forma de maquete (que é surpreendente), cartografia e um timeline estilizado do Pateo. Eu adorei aprender um pouco mais sobre o desenvolvimento urbano, apesar de que me cortou o coração ao ver as aldeias indígenas sendo substituídas por ruas e concreto.

O passeio pode durar até 1 hora caso você goste do conteúdo e de história, porque há muita informação escrita.

Ao lado do museu há uma igreja e estão expostos o manto do padre Anchieta e até o fêmur do mesmo! Achei meio impressionante...

Informações:
Horário de funcionamento: 9:15, 10:15, 11:00 13:15, 14:15 e 15:00. Não sei ao certo quais dias da semana funciona a visitação ao museu porque o site do Pateo não especifica.
Entrada: R$6
Endereço: Praça Pateo do Collegio, 2 - Metrô próximo: Sé ou São Bento.
Necessário agendar para grupos maiores (telefone 3105-6899 de Terça à Sexta). Bolsas e mochilas são guardadas na bilheteria. Possui banheiro pago (R$2)

 

 

Solar da Marquesa

O Solar da Marquesa de Santos é um daqueles lugares que eu sempre quis conhecer mas sempre adiei a visita. Até que surge aquele dia que você simplesmente vai!

O prédio foi adquirido por Domitília de Castro e Canto Melo, em 1834. Domicílio era mais conhecida como a Marquesa de Santos, e acabou transformando este prédio em uma das residências mais aristocráticas de São Paulo, regado com muitas festas.

Acredita-se que o edifício é do século XVIII somente devido a suas características arquitetônicas, fazendo dele o último exemplar referente à arquitetura residencial urbana de São Paulo daquele século. Desta forma, a visita é muito válida!

Obviamente o edifício sofreu muitas alterações e ampliações e quando Domitília faleceu, prédio passou a ser de seu filho e em 1880 acabou sendo vendido e a partir de então passou de mão em mão e mais modificações foram feitas no prédio.

Quando estava totalmente descaracterizado, o delicado projeto de recuperação teve início em 1991. O pavimento superior ainda possui as paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII e mantém as características ambientais das intervenções do século XIX, que na sua visita, você poderá conferir.

Apesar de ser muito difícil reproduzir como era originalmente, andar por lá ainda dá aquela sensação de casa daquela época e bem no estilo português. Vale lembrar que o edifício inteiro não possui ar condicionado, então, se estiver calor, vá com roupas leves porque é quente.

O passeio pode levar de 30 a 40 minutos. às vezes há exposições temporárias, por isso que o tempo da visita pode variar.

Informações:
Horário de funcionamento: 
Terça a Domingo, das 9h às 17h
Há Serviço Educativo no local
Entrada: Gratuita
Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136, Sé.
Metrô próximo: Sé ou São Bento.

 

 

Casa da Imagem

A Casa da Imagem fica do lado do Solar da Marquesa, então, por que não passar por lá? é um lindíssimo prédio. O museu tem como objetivo a memória da fotográfica de São Paulo, então é um espaço para exposições, geralmente, temporárias.

A instituição preserva e digitalizou cerca de 130 mil fotografias histórias e que você pode conferir online.

O museu é pequeno e como o Solar, é gratuito e sem ar condicionado. Suas janelas ficam abertas, que nem quando fazemos em casa. Algumas salas são exageradas no uso do carpete... estão até nas paredes, o que me deixou com sensação de calor ainda maior (o dia era record de calor na cidade). Havia uma pequena exposição de um fotógrafo, mas no todo, gostei muito mais do prédio em si.

Possui elevador para quem tem restrições de mobilidade. Atendimento bom. Você leva uns 30 minutos dependendo da exposição e interesses pessoais. Você pode tirar fotos sem flash. Nas paredes há belos e delicados "afrescos" que provavelmente são restaurações dos originais. 

Informações:
Horário de funcionamento:
Terça a Domingo, das 9h às 17h. Há Serviço Educativo no local
Entrada: Gratuita
Endereço: Rua Roberto Simonsen, 136, Sé.
Metrô próximo: Sé ou São Bento.

A escada

Detalhe do "afresco"

O balcão que dá pra rua

 

 

Catedral Metropolitana da Sé

 

A Catedral da Sé marca o centro de São Paulo. Em 1591 havia neste local uma Igreja da Sé que foi demolida para construírem uma outra (talvez um pouco maior) no estilo barroco, em 1764. Esta nova igreja foi a igreja central da cidade até 1911, já que em 1913 começou um novo projeto para uma catedral, financiado por famílias da burguesia da cidade.

O arquiteto contratado foi o alemão Maximilian Emil Hehl, que projetou uma enorme igreja em estilo eclético com vários elementos de estilos distintos, como a cúpula e o arco ogival. Apesar de ser considerado eclético, podemos observar uma predominância do estilo neogótico.

Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália, porém com a ocorrência da 1ª e a 2ª Guerras Mundiais, a obra sofreu um grande atraso.

A inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954, com as torres ainda inacabadas, mas estas foram terminadas em 1967. As obras foram tocadas inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo.

Teve uma grande reforma entre 2000 e 2002 e ainda é a maior igreja da cidade, com 111m de comprimento, 46m de largura, duas torres com 92m de altura e uma cúpula. Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. Possui 800 toneladas de mármore no seu acabamento.

Possui um gigantesco órgão atrás do altar principal, sendo bastante inusitada a escolha da alocação do mesmo, não é mesmo? Mas isso se deu devido ao tamanho dele, que provavelmente não foi previsto no projeto da catedral. Ele  foi construído em Milano, Itália, pela empresa Balbiani & Rossi em 1954 e doado pela companhia Antárctica (hoje AmBev). O instrumento tem dois corpos e uma "console" (mesa de teclados), 12 mil tubos sonoros e 124 registros, sendo 112 os registros reais. Cada teclado possui, prontas, cinco combinações sonoras fixas e seis combinações manualmente ajustáveis. É o maior órgão de tubos do Brasil e, possivelmente, da América Latina. Mas infelizmente ele está quebrado e só pode ser reparado na Itália, sendo o translado caríssimo.

Eu gostei da catedral, a praça externa que dá de frente à catedral possui uma espécie de palmeiras enfileiradas que dá um charme à construção. Apesar de muitas pessoas que podem ter um aspecto agressivo estarem por toda a praça, há mitas viaturas policiais. Então, o passeio é tranquilo.

A igreja estava comum número considerável de pessoas sentadas e rezando. Mas há alguns mendigos que tiram um cochilo em seus bancos, nada que atrapalhe a visita. Como era fim de tarde, o sol nos presenteou com aquela luz baixa e morna, batendo nos vitrais e deixando uma luz colorida linda.

Corredor Central

Luz do fim da tarde nos vitrais

A cripta

Lindo altar de capela

Apesar de tudo, eu achei o passeio pela cripta o mais legal. Ela fica bem debaixo do altar principal e tem horário para entrar nela. Consulte na secretaria da catedral, mas saiba que o limite de horário é até 17h. A cripta é um belo salão, que mais me lembrou um salão de castelo medieval europeu, com várias colunas e arquitetura gótica. Há arcebispos enterrados lá, além de alguns personagens importantes da história do Brasil como o índio Tibiriçá, o cacique Guaianás, o Regente Feijó(governante do Brasil durante o período regência) e Bartolomeu Lourenço de Gusmão. A visita é monitorada e pode durar 30 minutos.

Informações:
Entrada: Gratuita para a catedral, mas para a cripta são R$5 (exceto em horários de missa e até 17h)
Endereço: Praça da Sé.
Metrô próximo: Sé.

 

Bairro da Liberdade

Considerado o bairro japonês de São Paulo, é hoje um bairro turístico com características bem peculiares como um portal vermelho e lustres de iluminação pública bem no estilo japonês. Mas muita gente não sabe que no início, o bairro abrigava uma organização de ex-escravos e descendentes e muitos deles moravam na região. Os japoneses só chegaram no bairro a partir de 1912, atraídos pelos baixos preços dos aluguéis. Estes novos imigrantes começaram a abrir comércios de produtos japoneses, hospedarias e restaurantes, dando forma no que vemos mais ou menos hoje (porque muita coisa mudou). Com a grande concentração de japoneses, também foram surgindo os "kaikans" de cada província japonesa e estes "kaikans" nada mais eram do que centros de suporte ao imigrado e hoje difundem a cultura de cada província.

Uma vez me falaram que o nome "Liberdade" para o bairro surgiu por uma denominação dada pelo próprios japoneses imigrantes, que, quando chegavam lá consideravam o local como uma liberdade, ou seja, liberdade da miséria que viviam no Japão.

Bom, digamos que hoje o bairro não é mais 100% japonês, visto que muitos chineses e coreanos são donos de grande parte dos estabelecimentos comerciais do bairro, tanto que o ano novo chinês é comemorado por lá. Este evento eu ainda não fui mas pretendo ir!

É sempre caótico ir pra Liberdade mas geralmente você encontra produtos japoneses e principalmente aqueles específicos da culinária japonesa. Como muitos japoneses se espalharam por São Paulo, você pode encontrar tais produtos em mercearias japonesas em outros pontos da cidade, mas a variedade destes produtos só lá mesmo que você encontra. Alguns são tão caros quanto nos outros bairros, mas é possível encontrar raridades, o que já valeria a pena se deslocar até lá e fazer uma boa compra. Lógico que produtos da Ásia inteira são oferecidos por seus estabelecimentos e as lojas da rua Galvão Bueno são as melhores e pertinho do metrô.

Outro ponto interessante é ir a lojas especializadas em produtos de beleza e algumas destas são gigantescas! A quantidade de produtos também atrai muitos profissionais da beleza e até consumidores finais como nós. Ultimamente tenho notado um aumento de lojas especializadas em maquiagem. Entrei em uma e fiz umas boas compras!

 

 

Há muitos restaurantes japoneses ou asiáticos no geral. Não conheço nem 1\1000 deles mas já entrei em alguns que me deu calafrios (e saí correndo)! Portanto, se você for comer comida japonesa sem saber o básico sobre comida japonesa de ponta, sugiro fazer uma pesquisa antecipadamente. Tem um que eu gosto muito mas esqueci o nome. Lembrando dele, eu edito aqui! O outro é o Lamen Aska que escrevi mais abaixo.

O bairro possui lugares bem sujos, então... não se decepcione por falta desta informação! Ah, a dica é tomar cuidado com bolsas e carteiras porque na muvuca, você pode ser furtado. Mas sem paranóias, ok?

Fique esperto porque (quase) sempre no primeiro final de semana de Julho de todos os anos é comemorado o Tanabata Matsuri, ou Festival das Estrelas. Ao lado e abaixo estão os registros da festa, onde você compra um papel com uma determinada cor para escrever um desejo.

Leia como é esta festa aqui no neste nosso link: http://www.itinerariodeviagem.com/agenda-festival-das-estrelas/

A rua Galvão Bueno em dia de esta Tanabata Matsuri

Arredores do portal da rua Galvão Bueno em dia de festa

Textos e fotos do Itinerário de Viagem, favor não copiar e usar indevidamente!

 

Lamen Aska

Estando na Sé, ande um pouco até o bairro da Liberdade e recomendo você procurar o restaurante Lamen Aska na rua Galvão Bueno, 466. O lugar é pequenino e eles só servem lamen, o ensopado de shoyu com uma carne (geralmente porco) e macarrão. Ah, lá só se paga em dinheiro vivo.

Como disse, o lugar é mega pequeno e super concorrido por conta da sua qualidade, credibilidade, sabor e (o melhor de tudo) preço. Provavelmente você encontrará uma fila expressiva do lado de fora. Mas tenha fé que você, em algum momento, vai entrar! A dica é chegar cedo, tipo... 11h30 da manhã rsrsrsrs. Outra dica é ir com poucas pessoas, no máximo 3 contando com você, porque, como é pequeno, arranjar uma mesa para um grupo maior vai ser mais demorado e outra... provavelmente você se juntará à mesa com desconhecidos, mas coloque na cabeça que é assim mesmo!

Como eu tenho descendência japonesa, sou muito, mas muito chata com comida japonesa adaptada, ruim ou imitada. Então um lamen do Aska me deixa muito feliz em poder comer algo bem original e gostoso. E eu realmente amo lamen.

Se puder ou ter a sorte, sente-se no balcão porque você poderá ver a equipe preparando os lamens!

 

Balcão do Lamen Aska

 

O lamen Aska

Já fui umas 5 vezes lá e quase todas as vezes que fui, cheguei às 11h30. Uma única vez fui no jantar, em um dia estupidamente frio, daqueles que espanta até fila do lado de fora do estabelecimento! A maioria das vezes que fui, dividi a mesa com pessoas que não conhecia e nunca fiquei no balcão (infelizmente).

O bowl que é servido o lamen é gigante, sério.... é grande mesmo (ao menos pra mim). Mas é tão gostoso que até eu consigo comer um inteiro. Dependendo do tamanho da fila que está lá fora, se você quiser que eles coloquem mais macarrão no caldinho que você não comeu e deixou no bowl, eles colocam. Mas se a fila estiver mega grande, eles negam mais uma porção de macarrão. E depois que você terminar de comer, saiba que o Lamen Aska não é um lugar pra ficar papeando, esperar a sobremesa, tomar um café e ficar lá esquentando lugar. Não! Comeu, paga a conta e vai embora. Quase até sem olhar pra trás rsrsrsrs

Endereço: Rua Galvão Bueno, 466
Horário de funcionamento: das 11h-14h e depois das 18h-21h (não abre segunda)

 

 

CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil

 
O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) é um espaço cultural e possui filiais em mais 3 estados brasileiros (até o momento). É um espaço cultural de quase todas as suas espécies, espalhados entre o auditório, teatro, cinema e galerias. Em São Paulo foi inaugurado em 2001 no prédio atual que inclusive, é lindíssimo. Sou apaixonada pela arquitetura deste lugar! O prédio é de 1901 e possui 4183m². Foi comprado em 1923 pela instituição financeira que administra o CCBB, mas na época a intenção era tornar o prédio como o primeiro prédio próprio do banco, após reforma.

Não tenho mais informações sobre o prédio, mas garanto que o CCBB traz muitas exposições e espetáculos temporários maravilhosos e boa parte são gratuitos! Geralmente a procura é grande, dependendo do tema, então é necessário se programar com antecedência! Como o prédio é pequeno e existe restrição de entrada de visitantes, pode ser que você fique numa fila lá fora na rua. Opte para ir nos dias de semana ou conforme informações abaixo. Aqui já vi belíssimas exposições de pintores impressionistas, arte contemporânea, enfim.... fique de olho na agenda deste lugar sagrado!

Informações:
Horário de funcionamento: 
Quarta a Segunda das 9h às 21h.
Entrada: Exposições, ideias e programa educativo são gratuitos. Artes Cênicas (teatro, dança e ópera) e música: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia-entrada). Cinema: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia-entrada), por sessão.
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112
Metrô próximo: São Bento.
Em alguns eventos gratuitos são disponibilizadas senhas de entrada que são distribuídas com 1 hora de antecedência do início da atividade. Mas recentemente surgiu um novo sistema de distribuição de senhas. Acesse o site oficial para pegar a senha.

CCBB

CCBB dentro

Clarabóia do CCBB

Exposição de "Los Carpinteiros"

 

Casa Matilde

Já que você está no Centro, perto da São Bento, sugiro abastecer as energias com os doces e cafés maravilhosos da Casa Matilde.

A casa é tradicional na região e é especializada em doces portugueses. A história começou em 1850 e está no endereço atual desde a década de 50.

Sempre quando ando por lá, por mais que eu resista, o cheiro dos doces me "pega".... não consigo resistir! Não são lá muito baratos, mas compensam na qualidade e sabor!

Endereço: Praça Antonio Prado, 76.
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 09:00 às 19:30 e aos sábados das 09:30 às 16:30.

 

 

 

Pinacoteca do Estado + Estação Pinacoteca + Memorial da Resistência

 

A Pinacoteca do Estado é um museu de artes visuais e tem como ênfase a produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade.

Para chegar lá, você desce na estação Luz. Lá dentro da estação pode parecer um tanto bagunçado sair na saída correta, mas é só prestar a atenção nas placas para não se perder. Vale a pena ressaltar que vira e mexe a região (na rua) fica um pouco perigosa. Para evitar assaltos, sugiro esconder câmeras e objetos de valor até chegar ao prédio. E evite andar por lá em horários após 17h.

A Pinacoteca foi fundada em 1905 pelo Governo do Estado de São Paulo, e, portanto, é o museu de arte mais antigo da cidade. 

O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência, do antigo Museu do Estado (que hoje é o Museu Paulista da Universidade de São Paulo), de 26 obras de importantes artistas que atuaram na cidade como Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antonio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. Ao longo do tempo, foi assumindo ainda mais o papel de museu de arte contemporânea, comprometido com a produção de seu tempo, com destacada presença no cenário artístico do País. 

Além do riquíssimo acervo que fica no segundo andar, a Pinacoteca realiza cerca de 30 exposições e recebe aproximadamente 500 mil visitantes por ano. O primeiro andar é destinado a exposições temporárias. Já fui em várias como a do Andy Warhol e da TATE.

Geralmente a Pinacoteca recebe boas exposições temporárias. Seu espaço é relativamente grande para tal, mas dependendo do artista ou exposição, costuma a lotar pra caramba a fila. Chega a ser um pouco desconfortável apreciar arte com bagunça e burburinho dos visitantes.

Há um café no local para aqueles que querem tomar um café ou apenas descansar depois de uma bela exposição.

Bem ao lado da Pinacoteca há o Parque Jardim da Luz com várias esculturas expostas. Vale a pena fazer um passeio por lá.

Um espaço expositivo da Pinacoteca

As passarelas no interior do prédio

Uma obra de arte

Informações Pinacoteca:
Horário de funcionamento: Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Endereço: Praça da Luz, 02  (Possui bicicletário e estacionamento gratuito)
As entradas na Pinacoteca e na Estação Pinacoteca serão gratuitas durante o período de 18 de julho a 18 de outubro. 

 

 

Estação Pinacoteca

 

Para quem não sabe, a Pinacoteca possui um "anexo". Este anexo chama-se Estação Pinacoteca e também fica dentro de um prédio lindo e histórico. Aberto em 2004, recebe parte do extenso programa de exposições temporárias da Pinacoteca do Estado.

A primeira vez que fui, não imaginava que era um prédio com tantos andares. Acho que uns 4 cheios de obras de arte brasileira, com gravuras e clássicos do modernismo. Neste mesmo primeiro dia, tive a oportunidade de conferir a exposição de Nuno Ramos.

As fotos ao lado são de outra exposição contemporânea, muito boa com artistas como Guto Lacaz, Marcelo Mosquetta e Cildo Meirelles.

 

 

Memorial da Resistência de São Paulo

 

Quando você vai lá na Estação Pinacoteca, pode visitar também o Memorial da Resistência de São Paulo que surgiu com a musealização da parte do edifício que sediou o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops/SP), entre os anos 1940 e 1983. A instituição se dedica à preservar as memórias da resistência e repressão política do Brasil republicano. 

Além de tudo isso, o Estação Pinacoteca abriga o Centro de Documentação e Memória da Pinacoteca do Estado (Cedoc) e a Biblioteca Walter Wey, que apresenta um grande acervo de artes visuais, com destaque para arte brasileira, lógico.

Novamente: quando for pra lá, tome precauções para evitar furtos e assaltos.

Informações Estação Pinacoteca + Memorial da Resistência:
Horário de funcionamento:
Terça a domingo, das 10h às 17h30.
Endereço: Largo General Osório, 66  (Estacionamento: Rua Mauá, 51 - R$ 13,00 por 3h)
Biblioteca Walter Wey: Terça a sexta, das 10h às 17h30. Sábados e feriados, das 10h às 13h e das 14h às 17h30.
Centro de Documentação e Memória: Terça a sexta-feira, das 10h às 17h30

 

 

Sala São Paulo

 

Para quem não sabe, pertinho da Estação da Luz há a Estação Julio Prestes. São tão próximas que até eu já fiquei confusa, achando que a sala São Paulo era um anexo da Estação da Luz, mas na realidade ela faz parte da Julio Prestes.

A Estação Julio Prestes ganhou notoriedade em meados do século XIX na época áurea do café brasileiro, quase 10 anos depois da construção da estação da Luz. Como a demanda pelo produto era grande, acabaram construindo a estrada Sorocabana, inaugurada em 1875.

No final, o alto custo e a má administração da estrada de ferro ocasionaram enormes dívidas, e a estrada foi e voltou para as mãos de uns e outros até que em 1904 a Sorocabana foi levada a leilão e adquirida pelo Governo Federal que, em seguida, a repassou para o Estado de São Paulo. Dentre mais idas e vindas de administradores, foi construído o trecho que unia Mayrink a Santos em 1938 e, portanto a Estação Júlio Prestes também foi inaugurada em 1938.

Em 1971 a Fepasa foi criada para agregar todas as empresas estatais paulistas de transporte ferroviário, com um plano de ampla reestruturação: desativar trechos deficitários e concluir obras inacabadas. Porém a situação era grave e não havia recursos financeiros para remodelar tudo.

Em 1ª de abril de 1998 o Governo do Estado de São Paulo entregou a Fepasa à União como forma de quitar dívidas. Com o acordo que possibilitou o uso da estação pela Secretaria de Estado da Cultura, teve início o processo de restauro dos salões da antiga estação de trem, dando origem à Sala São Paulo e a consequente a criação de um complexo cultural, além da estação de trens.

 

Sala São Paulo

Sala São Paulo: detalhes de uma antiga estação de trem

Grupo da visita monitorada

De um dos salões dá pra ver a estação de trem Júlio Prestes

Conhecer a Sala São Paulo foi um passeio imperdível! Já havia assistido a concertos neste local, mas conhecer os fatos históricos com calma e sem muita gente era como se eu estivesse lá pela primeira vez!

Para você fazer este passeio, agende uma visita monitorada pelo email visita@osesp.art.br. Eles respondem super rápido e com muita atenção! Te passarão algumas datas e horários e aí é só ir! Chegue um pouco antes, tipo uns 15 minutos, mas saiba que para visitar será de segunda a sexta (exceto feriados) no período das 9h às 18h. A visita leva uns 40 minutos.

 

Entrada: logo após passar a Estação, haverá uma entrada para a Sala São Paulo e o estacionamento. E é por lá mesmo que você entra. Endereço: Praça Júlio Prestes, 16

 

Para quem não sabe, se você agendar a visita na segunda-feira, pode ir (depois da visita) à bilheteria e pegar ingressos para os concertos do próximo Domingo às 11h. Estes ingressos gratuitos de Domingo só são distribuídos na Segunda-feira anterior.

 

 

Estação da Luz

 

Estação da Luz

Sim! Apesar dos pesares, a Estação da Luz é linda! Ela é um pouco daquilo que era São Paulo. Inaugurada no começo de 1901, ocupa 7,5 mil m² do Jardim da Luz, onde se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o Big Ben e a abadia de Westminter. Virou um novo marco da cidade e considerado uma sala de visitas de São Paulo. Era o local de desembarque de muitas pessoas que iam a São Paulo, até as personalidades ilustres daquela época como empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e reis.

A estação tornou-se porta de entrada também aos imigrantes, sendo estes peças fundamentais para o crescimento da cidade em uma metrópole. A estação da Luz teve esta função até o fim da Segunda Guerra Mundial. Após este período, o transporte ferroviário foi sendo substituído por aviões, ônibus e carros, muito mais rápidos que os trens.

Em 1946, o prédio da estação foi parcialmente destruído por um incêndio e sua reconstrução se estendeu até 1951, quando foi reinaugurada. Ainda passou por outras reformas e restaurações e finalmente em 1982, o complexo arquitetônico da Estação da Luz foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat).

Hoje abriga também o Museu da Língua Portuguesa, que é fantástico! Eu já fui lá, e já já escrevo mais sobre ele. E pertinho de lá está a sala de concerto mais requintada da cidade, a Sala São Paulo.

Para quem quer conhecer uma cidade próxima de SãoPaulo, pode optar pelo Expresso Turístico que é uma linha turística e faz viagens ligando a Estação da Luz a Paranapiacaba e Jundiaí. Este passeio iniciou em 2009, com locomotivas de capacidade para 170 pessoas, movidas a diesel e a cerca de quarenta quilômetros por hora. Para garantir o seu ticket, procure a bilheteria da estação.

Horário de funcionamento: todos os dias, das 4h às 24h.
Endereço: Praça da Luz, 1 - Luz - São Paulo (Metrô Luz).

 


 

SUL

 

Parque do Ibirapuera

Vista do parque (à esquerda) a partir da Passarela Ciccillo Matarazzo

Parque do Ibiraquera é o parque urbano com mais destaque em São Paulo, talvez o mais famoso. Foi inaugurado em 1954 para a comemoração do 4º centenário da cidade. Mas não é o maior da cidade, porque o Parque do Carmo e o Parque Anhanguera ganham em área.

Dentro do parque há museus, auditórios, bienal e outros espaços administrados por fundações ou outras secretarias municipais ou estaduais. Então, além de passear nesta área verde, há também muita cultura.

Sua área é de 1.584 km² e junto com seus três lagos artificiais interligados ocupam 15,7 mil m².

A idéia da destinação da área para a realização do parque ocorreu na década de 1920, porém, o terreno alagadiço frustrou a ideia. Foi aí que um funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes, apaixonado por plantas, começou a plantar centenas de eucaliptos australianos com o intuito que estes drenassem  o solo e, desta forma, eliminar a umidade excessiva do local. Hoje é possível fazer um curso de Jardinagem no Viveiro Manequinho Lopes (mas a fila de espera é grande).

Somente em 1951 é que o governador da época institui uma comissão para que o Parque do Ibirapuera nascesse e se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade. Na ocasião chamaram o arquiteto Oscar Niemeyer para tocar o projeto arquitetônico, além do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.

Dentre as opções menos esportivas estão o museu MAM (Museu de Arte Moderna) com acervo fixo e algumas exposições temporárias (a parede externa do MAM expõe um grande mural pintado pelos artistas conhecidos como Os Gêmeos, veja foto colorida em 180º mais abaixo); a Bienal que é um espaço cultural e que abriga grandes exposições temporárias, a Bienal de São Paulo e a feira de livros (entre outros eventos como o São Paulo Fashion Week e muito mais); a Oca que também é um centro de exposições temporárias; Museu Afro Brasil que dedica a exposição sobre a cultura afrobrasileira, e o Auditório Ibiraquera destinado a eventos como música, concertos e até teatros.

Em 2015 o jornal The Guardian selecionou os 10 melhores parques públicos do mundo e o Parque do Ibiraquera ficou entre estes 10. Ele destaca o projeto arquitetônico do parque, realizado por Burle Marx e sobre a importância que tem por abrigar vários museus e espaços destinados à arte, prédios estes desenhados por outro arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer. Confira a matéria clicando aqui.

Detalhe do parque em um dia de primavera

Oca por fora

Um dos banheiros públicos

Arte pelo parque

Show de luzes no chafariz do lago

Auditório do Ibirapuera

 

Oca

 

A Oca é um centro expositivo de 4 andares e nem sempre há uma exposição rolando. Geralmente quando tem exposição, é paga.

Rampas dentro da Oca

Exposição com Tunga em primeiro plano

Eder Oiveira em primeiro plano

Detalhe da Oca

Exposição com Adriana Varejão ao fundo

Espaço expositivo

 

 

MAM - Museu de Arte Moderna

Vou dar um destaque especial ao MAM porque, apesar de já ter visitado várias vezes, descobri o que é o MAM de verdade somente este ano.

O MAM é um museu que possui acervo fixo porém, por conta do seu limite de espaço, não necessariamente expõe sempre o acervo. Sempre em movimento, chama muito a atenção por desenvolver exposições temporárias de grande valor na cidade.

Não deixe de visitar a Biblioteca do MAM que fica meio escondida mas possui um grande acervo de livros sobre arte. O atendimento é fantástico! Dá pra usar os computadores e a internet de lá, além de ler muitos livros disponíveis!

Horário de funcionamento: Terça a Domingo das 10h–18h
Entrada: R$ 6,00.
Meia entrada para estudantes, mediante comprovação.
Gratuidade aos Domingos.

Entrada do MAM

Biblioteca do MAM

Espaço expositivo

Graffiti do MAM

Além de visitar uma boa exposição e estudar um pouco na biblioteca, você pode ainda dar uma pausa e tomar um bom café ou ter uma boa refeição no Restaurante do MAM. Em esquema de self service mais requintado, você paga um quantia e pode se servir quanto quiser. Bebidas à parte e eu acho que as sobremesas também.... esqueci...

O tipo de comida não segue um cardápio fixo, então, cada vez que você for, vai encontrar algo diferente. É tudo muito bem feito e a cereja do bolo é poder almoçar com uma boa vista da Oca e do vai e vem dos visitantes.

O restaurante não é muito grande, mas eu nunca sofri para encontrar uma mesa vaga, que são na sua maioria para 4 pessoas. Eu realmente adoro a comida lá, apesar de não ser muito barata por ser self service mas não é um bandejão.

 

 

Pavilhão Japonês

Algumas pessoas não sabem mas quando o parque do Ibirapuera foi inaugurado, foram montados 640 estandes representados por 13 estados brasileiros e 19 países. Naquela ocasião que também comemorava o 4º centenário da cidade de São Paulo, o Pavilhão Japonês foi concebido e construído (em 1954)  pelo governo Japonês e pela comunidade nipo-brasileira.

O prédio é uma réplica do Palácio Katsura, que hoje é conhecido como "Pavilhão Japonês". Eu já fui diversas vezes nele e uma das ocasiões teve uma apresentação restrita de luta samurai, com homens vestidos com armaduras samurais e até espadas. Foi sensacional!

O projeto foi executado pelo professor japonês Sutemi Horiguchi (da Universidade de Meiji), que usou materiais e técnicas construtivas tradicionais japonesas. Como referência foi utilizado o Palácio Katsura da cidade de Kyoto (Japão), que era a antiga residência de verão do Imperador, construído no século XVII, na era Edo.

Para a estrutura do pavilhão foram empregadas técnicas da tradicional arquitetura japonesa no estilo Shoin, que era comumente adotadas nas residências dos samurais e da aristocracia. Esta técnica baseia-se em composições modulares de madeira (com divisórias deslizantes, externas e internas), organicamente articuladas, e marcadas pela presença do tokonoma (que são as áreas internas, classificadas como quartos e salas e hoje, no Pavilhão Japonês, são áreas destinadas à exposição de pinturas, arranjos florais, cerâmica, etc), bem como de outros nichos embutidos, com prateleiras e pequenos gabinetes, decorativamente dispostos.

Este pavilhão é um refúgio dentro parque... um local calmo e parece até que você viajou para o Japão. A "casa" está aberta a visitações e é lindíssima, além dos jardins externos de plantas, o jardim japonês com aquelas típicas pedras brancas e o lago interno de carpas. É sempre um lugar que procuro ir.

Apesar de não ser uma visita gratuita, vale a pena ao menos passear neste oásis uma vez na vida! Mas para isso é preciso se organizar direitinho porque os dias de visitação são bem escassos e alguns feriados o Pavilhão fica fechado. Confira no site oficial, clicando aqui sempre antes de ir!

Confira também o vídeo que fizemos lá!

Informações:
Entrada
:R$10,00
Acesso: Portão 3 e 10 – Av. Pedro Álvares Cabral
Horário de funcionamento: Quarta, Sábado, Domingo e Feriado das 10h às 12h e das 13h às 17h

 

 

 

 

 

Bienal

A Fundação Bienal de São Paulo foi criada em 1962. A arquitetura do prédio é moderna, projetado por Oscar Niemeyer para o quarto centenário da cidade de São Paulo, que foi comemorado em 1954 com a construção do Parque Ibirapuera e seus edifícios.

O nome do prédio veio com o intuito primordial da concepção do projeto, porque a Bienal nasceu para abrigar as Bienais de São Paulo a partir de sua sétima edição (antes as Bienais eram realizadas no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo). Apesar de abrigar outros eventos da moda, por exemplo, a missão primordial é de apresentar e debater a arte contemporânea. Hoje é uma das mais influentes instituições internacionais de promoção da arte de seu tempo e seu impacto no ambiente das artes visuais brasileiras é notadamente reconhecido.

Lógico que eu já fui milhares de vezes na Bienal e cada evento, o prédio parece influenciar um pouco os projetos apresentados lá dentro.

Confira algumas fotos do prédio e um pouco da 32a Bienal de Arte de São Paulo, de 2016.

Piso térreo

Detalhe da livraria

Rampas

Caminhos

 

 

Museu Afro Brasil

Este museu possui 11 mil m² e possui um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII até os dias de hoje. O museu dedica-se a arte e cultura africanas e afro-brasileiras, onde os trabalhos abordam temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros, linkando com o desenvolvimento da sociedade brasileira.

Para visitar  museu e sua exposição de longa duração você deve se dirigir ao segundo andar. Já no primeiro andar, há Exposições Temporárias e dispõe de um Auditório e de uma Biblioteca especializada que complementam sua Programação Cultural ao longo do ano.

Em Outubro de 2016 foi a primeira vez que entrei no museu e conferi a exposição "Portugal Portugueses". A-do-rei. Tratava-se de uma exposição de arte contemporânea de nosso conterrâneos e fiquei de boca aberta de como a exposição estava maravilhosa!

Gostei muito de conhecer o museu mas fiquei um pouco cansada em conhecer o segundo andar. Acho que a expografia está muito amontoada e nem consegui processar o que vi na cabeça.... terei que voltar lá um dia e só ir lá...

Informações:
Endereço: Museu Afro Brasil, Parque do Ibirapuera Portão 10
Horário de Funcionamento: Terça a Domingo das 10h-17h (permanência até às 18h). Fechado nos dias 24, 25 e 31 de Dezembro e 01 de Janeiro.
Entrada: 
R$ 6,00
Gratuidade aos sábados.

 

 

Jardim Botânico

A Alameda Fernando Costa, dentro do parque

Eu já fui várias vezes ao Jardim Botânico de São Paulo mas por incrível que pareça nunca na Primavera e nunca peguei sol e céu azul. Um tanto curioso isso... Mas eu garanto a você que a ausência de sol e a presença de chuva não fazem deste passeio desinteressante, até porque, eu o considero o jardim botânico mais bonito do Brasil. Lógico que eu não fui  em todos do país, mas já fui nos mais importantes.

O Jardim Botânico de São Paulo tem um maior carinho da minha parte porque possui muitas espécies onde quer que você vá, não ficam apenas confinadas em estufas. Em todos os lugares há algo pensado e plantado de forma que faça sentido!

Sem falar que há um bom restaurante do tipo self service e você pode comer na paz do parque, e possui muitas esculturas um tanto bizarras e sinistras, mas que fazem sentido e eu gosto.

O que mais gosto de fazer por lá é ir às Estufas que são estruturas feitas de ferro inglês e que abriga espécies da Mata Atlântica e às vezes algumas exposições de plantas temporárias. Adoro observar o Lago das Ninféias, o Jardim dos Sentidos faz jus ao nome com várias plantas de cheiros específicos e texturas idem e onde dá para aprender um monte sobre cada uma só de usar os sentidos e a Trilha da Nascente, que e uma trilha suspensa pela mata com 360 metros e você pode observar mais de perto a vegetação alta. Lá no topo das árvores ficam escondidos alguns macacos que podem jogar fezes em você. Então, cuidado. Mas isso não é uma regra, a maioria não tem este desprazer.

A idéia da concepção do Jardim Botânico surgiu no final do século XIX, com o objetivo de preservar a natureza da cidade. Desta forma, em 1893 a administração pública estadual começou a desapropriar uma vasta área de mata nativa que na época estava ocupada por chácaras e fazendas. Somente em 1928 é que o local recebeu o naturalista Frederico Carlos Hoehne, convidado pelo governo para implementar um horto botânico no local, nascendo finalmente o projeto do Jardim Botânico de São Paulo.

Possui 360.000m² e também varias opções lá dentro, como outras trilhas para caminhada, pequenos museus, etc. Certamente um lugar que merece ser visitado e você merece conhecer!

Informações:
Horário de funcionamento: De Terça a Domingo e Feriados (incluindo feriados que caem na segunda-feira), das 9h às 17h. No horário de verão aberto das 9h às 18h. Fechado: sexta-feira santa, 25 de dezembro e 1º de janeiro.
Entrada: R$5
Endereço: Avenida Miguel Stéfano, 3031 - Água Funda - zona Sul - São Paulo.
Não possui estacionamento próprio, porém há um estacionamento pago de frente ao Botanico, na Rua Etruscos.
 

 


 

Dicas de Restaurantes

 
Este assunto é complicado numa cidade como São Paulo, já que ela é altamente conhecida por seu cenário gastronômico. Ok.... Eu teria diversos lugares para indicar e talvez isso geraria uma página somente com estas dicas. Mas como eu sei que a lista de dicas vai demorar muito tempo (porque eu terei que voltar a alguns restaurantes para registros fotográficos). Vou começar com alguns (melhor que nada):

Esperem que virá.....

 

 

Super dicas!

São Paulo é uma cidade imensa e pode ser que você tenha dificuldades para se deslocar. Então a dica é você concentrar alguns passeios por região. Por exemplo, o mapa ao lado mostra quão fácil é um passeio a pé para conhecer o Theatro Municipal de São Paulo, depois ir ao Mosteiro de São Bento (o Itinerário de Viagem já foi lá diversas vezes, mas como não são permitidas fotos, resolvemos não escrever sobre ele mas vale a pena!), o CCBB, o Pateo do Colégio, o Solar da Marquesa de Santos + Casa da Imagem e por fim a Catedral da Sé.

Lógico que há vários outros lugares neste pedaço do mapa para conhecer, como a Praça das Artes, a Caixa Cultural, enfim... Mas demos apenas um exemplo de como você pode planejar a sua visita.

No mapa você vê também a proximidade dos locais com o metrô, podendo você começar o passeio pelas estações Sé, São Bento ou Anhangabaú.

Dependendo do que estiver rolando no CCBB, creio que dê pra fazer tudo isso em um dia inteiro. Não esqueça de  imprimir o seu ingresso pro CCBB principalmente se for feriado ou fim de semana, porque lá sempre lota! Ingressos são emitidos no site do "Ingresso Rápido" ou pessoalmente no CCBB.

 

 

Free Walking Tours:

Existe um Free Food Tour que ocorre toda Segunda, Quarta e Sexta (exceto feriados) e começa às 13h30 na entrada do MASP. Este tour é gratuito mas espera-se que os turistas paguem uma quantia, como gorjeta. A idéia é mostrar os petiscos que os paulistanos comem como a coxinha, pastel, feijoada, bebidas e lanche de mortadela. Você petisca um pouco e não paga pela comida, mas lembre-se do TIP no final! Tours em português, espanhol e inglês.

Há dois sites que oferecem Free walking Tour por são Paulo: O São Paulo Free Walking Tour e o Free Walking Tours.

 


 

 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

 

Onde se hospedar:

 
São Paulo é uma cidade grande, enorme... isso dificulta muito em escolher um local para se hospedar. Minha dica é você escolher um local próximo a estações do metrô que tendem a ser mais próximo de locais que você quer conhecer. Mas de toda forma, sugiro os bairros: Jardins, Vila Mariana. Para quem quer mais agitação, pode procurar os bairros Consolação e Vila Madalena.

Um hotel que parece ser bacana é o Capcana Hotel perto da Avenida Paulista. Há muitos Mercure da rede ACCOR por São Paulo. E lógico, há aqueles mega chics e caros. Uma família norte-americana de amigos acabou optando por um Hostel chamado The Hostel Vila Mariana e teve um momento que esta família nos chamou pra dar uma olhadinha e nos falaram que adoraram o local e mesmo ele sendo "diferente", adoraram a arquitetura antiga do lugar. E realmente, achei muito bacana!

Não deixe de pesquisar os hostels destes bairros!

 

 
ATENÇÃO: Algumas informações descritas no site podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste site 😉

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