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ISTANBUL I
Postado por Estela T em junho 10, 2012 Editado em junho 4, 2017

Para ajudar no entendimento geográfico de Istanbul na Turquia, separei a cidade em duas páginas e coloquei os nomes dos distritos dentro dos bairros. Então você vai notar os seguintes nomes nestas páginas: Eminönü, Fatih, Edirnekapı, Beyoğlu e Beşiktaş. Estas informações constam no Google.

Nesta página você encontrará dicas do que conhecer em Istanbul no lado "Europeu". Dicas do lado"Asiático" bem como o passeio de barco pelo Bósforo, você encontra na página ISTAMBUL II.
 
Em Setembro de 2013 tive a oportunidade de voltar à Istanbul por 3 dias completos. A ideia era conhecer os lugares que eu tinha deixado pendentes e revisitar lugares que eu amei. Mas ainda tem tanto lugar que não consegui ir que não vejo a hora de voltar!

Vale a dica: Saindo do aeroporto Ataturk pela primeira vez "by ourselves" (em 2012 tinha transfer nos esperando) encontramos um guichê de taxi (dentro do aeroporto). Para o hotel Barceló Saray o rapaz ia cobrar €50, isso mesmo, euros. Eu tinha certeza de que não poderia ser este o valor. Então, saímos do aeroporto e perguntei para o primeiro taxista da rua (na porta) que encontrei quanto ficaria até o hotel e ele chutou que daria de 40 a 45. Então, decidimos ir com ele. Imagina! Uma corrida que ficou R$54 o outro cara queria nos cobrar o equivalente a R$160 (cotação de Set/13).

O taxista que nos levou ligou o taxímetro e nos levou por uma parte de Istanbul que eu não conhecia! Desta forma, fomos margeando a Kennedy Caddesi na borda do mar e foi simplesmente fantástico para mim! No final da história, o palpite do taxista quanto ao valor final do taxímetro estava condizente!

 
 

 
 

Kapalıçarşırand - Kapalι Çarșι - Grand Bazaar

Eminönü

 

Detalhe do teto do Grand Bazar

Detalhe do teto do Grand Bazar

As famosas luminárias do Grand Bazar

As famosas luminárias do Grand Bazar

No primeiro dia é normal ficar meio desorientado na Yeniçeriler Caddesi, mas depois você acaba percebendo que é uma avenida muito agradável, com vários caixas eletrônicos, diversas lojas boas, pessoas de todos os tipos e o Grand Bazaar está perto, bem como a Sultan Ahmet Camii (Mesquita Azul), a Hagia Sophia (Santa Sofia) e o Topkapı Sarayı estão a poucos metros de lá.

Chegamos no Grand Bazaar lá pelas 10h da manhã e estava super tranquilo. Para quem vai conhecê-lo, recomendo este horário, até mesmo para quem quer comprar. 

Andamos livremente e olhamos tudo o que pudemos. Tiramos fotos muito boas por lá, sem muita gente poluindo a lente. No final das indas e vindas ao Bazaar, eu tenho a impressão de que o percorremos em torno de 60%.

Não é tão fácil se perder por lá. Enquanto vai andando, mesmo sem mapa, dá pra ter uma noção de onde se está e pra onde uma das portas de saída vai te levar. Prova disso é que nós acabamos entrando por uma porta e saímos de forma certeira por outra porta a fim de chegar ao Mιsιr Çarșιsι (Bazaar de Especiarias). Não foi pura sorte e não foi somente feeling. Mas nós estávamos prestando atenção desde o começo para qual direção caminhávamos lá dentro . Então, pra quem quer fazer o mesmo e não tem um mapa do bazaar, use o senso de direção como a gente!

Não fomos muito abordadas pelos vendedores, adorei a estética do lugar. Foi um passeio bem tranquilo. Mas depois, quando voltamos à tarde do mesmo dia, a história foi diferente porque havia muitas pessoas, cerca de 5x mais do que encontramos pela manhã e os vendedores estavam mais animados a nos puxar para dentro de suas lojas.

O Grand Bazaar (Kapalι Çarșι) é quase um labirinto de ruelas cobertas por abóbodas pintadas e ladeadas por milhares de lojas. As mercadorias avançam pelas calçadas para conquistar compradores e os lojistas fazem de tudo para vender. Porém os produtos não são expostos de forma caótica, do tipo que cansa só de olhar. Não há muita poluição visual e, de certa forma, a composição das lojas é bem harmoniosa.

O Bazaar foi criado por Mehmet II, logo depois de conquistar a cidade em 1453. Ele dispõe de diversas entradas, e a mais prática é da porta Çarșι (da parada do tram na estação Beyazιt). Aliás, pra quem está hospedado na Yeniçeriler Caddesi é muito fácil encontrar esta porta.

Estando no outro bazar famoso, o Mιsιr Çarșιsι (ou Bazaar de Especiarias ou Bazar Egípicio), e com o intuito de voltar ao Grand Bazaar, você deve subir e subir as ruas... Não... o Mιsιr Çarșιsι não fica lá do lado do Grand Bazaar. Mas se serve de consolo, quando estávamos no Mιsιr Çarșιsι foi fácil achar novamente o Grand Bazaar. Ele é imenso e se você tiver um bom senso de direção, não é fácil se perder nas ruas lá de fora também. O comércio das lojas das ruas ao redor dos dois bazares não é muito atrativo. Havia lojas e mais lojas de rua vendendo lenços a ₺35. Porém estes lenços são para as mulheres cobrirem os cabelos. Então, são relativamente grandes (usados em formato de triângulo). Alguns são realmente lindos, outros bem simples.

Voltando ao Bazaar: Ao chegarmos novamente no Grand Bazaar, para preservar nossos pés de tanto andar, tomamos um café turco mas ele é horrível para o nosso paladar. O local que tomamos o café turco era muito bonito e agradável. Vários itens de decoração do interior deste Café estavam à venda, porém, meio carinhos. O café turco é forte e não é coado. Muito difícil para tomar e apreciar. Em geral, a maioria dos cafés que tomamos na Türkije eram de máquina e muito fracos (o famoso “cháfé”). Nem percebemos que lá fora chovia forte, acho que a estrutura do bazar abafa o som externo.

E foi aí que a minha amiga encontrou uma loja que vendia pashminas lindas. O senhor Taner vendia por ₺25, mas negociando e vendo a nossa empolgação, no final ele vendeu por ₺14 cada. Elas são simples, mas lindas. Não são pashminas de pêlo de carneiro e nem de seda mas são extravagantes. Na viagem inteira, este foi o único lugar que acabei negociando em euros, por isso que ele fez um desconto de 15 para 14 para fechar a conta devido à cotação. O nome da loja é “Igüs Casmere & Silk” e fica na Yağlιkçιlar Caddesi, 29 ve 80 (dentro do Grand Bazaar). O Grand Bazaar possui sinalização suficiente para você se localizar lá dentro. Mas o senso de direção também ajuda a localizar a plaquinha com o nome da rua que deseja ir. 

Dica 1: se gostou de uma loja, pegue o cartão da mesma porque se você quiser voltar, não vai lembrar onde ela fica. Se não gostou da loja pegue o cartão do mesmo jeito! Geralmente lojas que querem que você volte pelo bem têm o cartão à vista ou os lojistas te darão.

Dica 2: nunca, jamais passe o cartão novamente caso a máquina de débito/crédito do estabelecimento apontou "senha incorreta" (yanlış şifre). Fui na "Cotton Shop" e o cara aplicou este golpe. Não perdi muito dinheiro, mas voltei à loja para reclamar junto com um segurança do Grand Bazaar e com a prova do débito indevido online do meu travel money e naquela hora ele fingiu ser demente. O melhor a fazer é pagar em dinheiro. O que eu fiz? Desencanei, lancei uma maldição no vendedor da loja e voltei ao passeio como se nada tivesse acontecido. Imprevistos como estes você pode encontrar em qualquer lugar do mundo, não é fato isolado da Turquia!

Informações:
Horário de funcionamento: Aberto de Ter-Dom das 9-19h. Fechado em alguns feriados, consultar antes de partir.
Endereço: não há um endereço só, como são várias entradas, é mais fácil se localizar pelo bairro de Beyazit.

Mais abaixo compartilho um vídeo que fiz dentro do Grand Bazaar bem no momento que as mesquitas estavam chamando os fiéis para rezar. 

Dá para perceber que não estava muito cheio e talvez as manifestações do começo do segundo semestre de 2013 acabaram espantando os turistas. Melhor para mim, que adora lugares com menos pessoas para poder aproveitar ao máximo o lugar!

Desculpe a tremedeira nas imagens! Eu estava andando e não sou muito boa com filmagens. Vídeo feito em Setembro/2013.

Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü

Uma das entradas do Grand Bazaar (esta é a mais lotada)

Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü

Detalhes do teto

Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü

Um dos cafés

Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü
Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü

 

 

Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü
Grand Bazaar, Istanbul, Turquia, Turkije, Turkey, Eminönü

Arredores do Grand Bazaar

Eminönü

 

O caminho do Grand Bazaar até o Mιsιr Çarșιsι (Bazar de Especiarias)  é bem familiar para quem já teve a infelicidade de passar um dia pela rua 25 de Março (em SP). É meio caótico, porém, não há muita sujeira nas ruas e o comércio ambulante é fraco.

Mesmo com um mapa em mãos, acabamos nos perdendo. Algumas ruas não têm nome e portanto, fomos caminhando pelo feeling.

Apesar das mesquitas serem altas, não conseguíamos avistá-las para servirem de "farol" orientativo. As ruas eram estreitas e as construções altas e portanto, não conseguíamos vê-las. Porém, em Istanbul há tantas mesquitas que poderiam nos deixar ainda mais desorientadas para qual caminho seguir.

Há muita gente subindo e descendo aquelas ruas bem como muitos turistas andando sem compromisso. Alguns trabalhadores conhecidos em SP como "puxadores de carrinho" saem disparados ladeira abaixo/acima gritando "sai da frente". Se você não sair, é capaz dele te atropelar e te xingar no final.

Apesar das mesquitas serem altas, não conseguíamos avistá-las para servirem de "farol" orientativo. As ruas eram estreitas e as construções altas e portanto, não conseguíamos vê-las. Porém, em Istanbul há tantas mesquitas que poderiam nos deixar ainda mais desorientadas para qual caminho seguir.

Eu achava que iria comprar muita roupa na Türkije, mas as achei tão caras como em SP. Não comprei couro e nem ouro, pois também achei tudo muito caro.

Na grande maioria dos lugares eles preferem negociar em liras turcas. O dólar ninguém fala dele. E nesta altura saquei mais ₺200 e nem precisava tirar tanto assim, poderia ter tirado apenas ₺100 que seria o suficiente até o final da jornada (era sexta e o último dia seria domingo). O cartão de débito (até  final de 2013)  foi muito útil e no final da viagem se eu gastei R$1.000 na Türkije foi até demais. Mas tem que levar em consideração que hoje eu não sou uma pessoa tão consumista como antigamente. Há muita coisa bonita, mas pensando em como transportar sem quebrar, o que levar sem ser revistada ou ter a mala apreendida te faz frear a compulsão nas compras.

Ao sair do Grand Bazaar, notamos a chuva. Já estava fraca e avistamos a Sultan Ahmet Camii. Nossa, nem acreditava que ela estava lá. Era um sonho. Ficamos sentadas por um bom tempo num banco da praça Sultanahmet. Era maravilhoso saber que estávamos respirando aquela atmosfera fantástica. E também estávamos exaustas de tanto caminhar nos bazares e pelo bairro. Nem minha câmera tinha mais baterias carregadas, hahahahaha estava tudo em sintonia naquele momento!

 

 

Yeni Camii (Mesquita Nova)

Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-yeni-01Meio sem saber direito onde estávamos acabamos caindo na Yeni Camii, mais conhecida como Mesquita Nova.

Algumas pessoas me falaram que consideram esta mesquita a mais bonita de Istanbul. Pelo fato de você poder andar livremente nela e não enfrentar um batalhão de turistas, pode até ser sim...

A mesquita é uma das mais importantes da cidade e está situada na extremidade sul da Ponte Gálata. Data de uma época em que algumas mulheres do harém adquiriram tanto poder, a ponto de ditarem as políticas dos sultões otomanos.

A construção foi iniciada em 1597 por Safiye que era a mãe de Mehmet III, mas as obras foram suspensas com a morte dele (desta frma, Safiye perdeu os seus privilégios). Só foi terminada em 1663 por Turhan Haitice, mãe de Mehmet IV. Embora a mesquita tenha sido construída após o período clássico da arquitetura otomana, possui similaridade com edificações imperiais anteriores, por exemplo, o seu pátio. 

A mesquita já teve hospital, escola e banhos públicos. Os azulejos iznik florais de colorido turquesa, azul e branco que decoram o interior, datam de meados do século 17, quando a qualidade dos azulejos produzidos por lá já estava decaindo.

Endereço: Rüstem Paşa Mh., 34116
Aberta para visitação exceto em horários de cultos
Não poderão entrar pessoas com roupas curtas ou com tomara que caia e mulheres sempre com cabelos cobertos.

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Mιsιr Çarşιsι= Bazar Egípcio (Bazar de Especiarias)

Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-spicy-bazaar-03Na saída, acabamos achando sem querer o Bazar de Especiarias (Mιsιr Çarșιsι = Bazar Egípcio) e lá enlouquecemos querendo comprar tudo. Mas como comprar especiarias e chás a granel se iríamos para Paris depois? E o medo de ter a mala apreendida ou revistada cheia de mel, doces, chás, temperos...?

De qualquer forma, comprei dois saquinhos de chá de jasmim que vem costurado com uma flor rosa (veja em Dicas Türkije). Era irresistível e custava ₺10 cada (com 5 bolotinhas de chá). O rapaz embrulhou a vácuo e deixei na bolsa de mão o restante da viagem toda (nota: ao colocar a água quente, a bolotinha de chá de jasmim vai abrindo e fica no formato de uma flor). Os doces são irresistíveis, mas como são à base de gelatina, não me atrevi a trazê-los (gelatina = item proibido nos aeroportos).

Não comi muitos doces porque estou evitando o açúcar e além disso, eu achava que estava pesando ao menos 1 quilo a mais (por causa das coalhadas ingeridas). No final desta viagem, acabei perdendo 2 quilos de tanto andar. Passar fome eu não passei, aliás, comi muito.

O Bazar de Especiarias tem o formato de “L” e foi construído no início do século 17 como extensão do complexo da Yeni Camii (Mesquita Nova). A renda obtida ajudava a manter instituições filantrópicas da mesquita. Ele é chamado de "Bazar Egípcio" porque foi construído com dinheiro pago pelos impostos das importações egípcias.

O mais estranho é que eu achava que iria entrar naquele lugar e sentir os cheiros das especiarias, mas não... e olha que o meu olfato é poderoso. Não senti cheiro de especiarias e nem encontrei tantas como imaginava. Uma pena... 

Encontramos umas pashminas bonitinhas, mas o toque não era tão satisfatório. Cada uma era vendida por ₺35 e o vendedor não queria   baixar o preço, falando que eram de seda. An-hãm... Sei... Querendo me enganar em relação à seda? Justo eu? Hahaha.

Então resolvemos procurar a loja de pashiinas que a guia turística nos havia indicado e que fica próximo ao Mιsιr Çarșιsι. No calçadão dava pra ver a Torre Gálata do outro lado do Bósforo, linda!

Foi fácil achar a loja, aliás, foi de primeira! Porém, a grande decepção: realmente são as melhores pashminas do mundo de pura seda e de cashmere puríssimo, porém... caríssimas. A mais barata e mais simples saía por ₺80, as mais caras por ₺600. Aí não dava pro meu orçamento. Uma pena... Quando voltar com dinheiro, com certeza comprarei.

Quem quiser ter o desprazer de se sentir pobre por não poder levar para casa uma pashmina divina de cashmere ou de seda pura por quase R$720, a loja chama-se “Pashmina” (nome básico, não?) e fica na Kalçin Sokak. é uma rua bem pequenininha, nem parece que há algo lá..

O dono da loja fala muito bem o espanhol e nos mostrou uma foto da Cristiane Torloni comprando lá. Eu até brinquei: "ela tem dinheiro para gastar ₺600 em uma pashmina, mas nós não kkkk". Mesmo assim não teve jeito... ele não baixou o preço de jeito nenhum.

Endereço: Marpuccular Caddesi No.7

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Yerebatan Sarayι (Cisterna da Basílica)

Eminönü

 

Segurando sacolas pesadas, ficamos perambulando pelo hipódromo de Sultanahmet e pela entrada da Sultan Ahmet Camii, mas como sabia que o passeio nesta mesquita seria no próximo dia, segurei a ansiedade de entrar. Resolvemos ir à Cisterna da Basílica (Yerebatan Sarayι) que fica muito próximo da Sultan Ahmet Camii e da Hagia Sophia.

Entramos no meio da chuvinha e quase no horário de encerramento das atividades. De certa forma, tivemos muita sorte porque não pegamos nenhuma fila. O conjunto dos fatores nos favoreceu e seguimos pela Cisterna. É um lugar bem úmido e estava levemente frio, possui muitas goteiras e tocava uma música que não consegui identificar do que se tratava, talvez música religiosa turca, não sei.

A Cisterna da Basílica é uma obra da engenharia bizantina e a abóboda cavernosa foi feita em 532 no reinado de Justiniano I para atender às necessidades de crescimento do Grande Palácio do outro lado do Hipódromo. Até um século depois da conquista, os otomanos não sabiam da sua existência e ela só foi descoberta depois que se notou que algumas pessoas pegavam água e até peixes em baldes de buracos do chão.

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A cobertura da cisterna é sustentada por 336 colunas com mais de 8m de altura, tem capacidade para 30 milhões de litros de água. Hoje apenas 2/3 da estrutura original é visível porque o resto foi lacrado com tijolos no século 19. Há duas colunas que repousam sobre bases com esculturas de cabeça de Medusa. Essas bases são provas dos saques que os bizantinos fizeram a monumentos mais antigos. Supõe-se que elas marcavam um nymphaeum (santuário às ninfas das águas).

Muitas pessoas jogam moedas como se lá fosse a fonte dos desejos... Você acha que eu não fiz isso também? Lógico que sim!

Voltamos ao hotel exaustas e nem jantamos, desmaiamos. Mas nem precisava, tomando o sorvete da marca "Mado" a doidado, apesar do friozinho, janta seria desnecessária. Aliás, este sorvete é a base de leite de cabra, delicioso é pouco para explicar, bem como cremoso. Tem que provar o de leite principalmente (creme).

Em Setembro de 2013 voltei à cisterna. Novamente no horário pertinho de fechar, pude apreciar as medusas e até tirar fotos junto com elas e com poucos turistas. Foi renovadora a experiência e as fotos estão ótimas!

Diferente da primeira vez que a visitei, não havia aquela música para acompanhar o passeio. Uma pena porque acredito que a música certa te transporta para coisas inacreditáveis que somente mentes bem férteis podem reproduzir, meu caso, lógico!

Informações:
Horário de funcionamento:  todos os dias 09-18h30
Entrada: ₺10
Endereço: Alemdar Mh., Şeftali Sk No:6

 

 

Sultan Ahmet Parkı (Hipódromo)

Eminönü

 

No outro dia com a excursão, fomos nas belíssimas mesquitas junto com muitas pessoas diferentes no ônibus. Mas sem problemas já que estávamos craques na cidade.

O Hipódromo (Sultan Ahmet Parkı) fica ao lado (ou à frente) da Sultan Ahmet Camii. Lá existia um estádio da cidade bizantina construído pelo imperador Sétimo Severo no século 3º. O imperador Constantino ampliou o estádio e acredita-se que ele comportava até 100 mil pessoas.

Agora o local é um jardim público alongado, o At Meydanι, ou Praça dos Cavalos. Na primeira foto abaixo, o obelisco ao fundo é o mais antigo que foi destruído. O da frente é o obelisco egípcio construído em 1.000 a.C. que ficava em Luxor até Constantino trazê-lo para a cidade.

Para melhorar a imagem de sua nova capital, Constantino e seus sucessores, sobretudo Teodósio I, o Grande, trouxeram obras de arte de todos os cantos do império para adorná-lo. Entre elas estava o Tripode de Plateias, conhecido atualmente como a Coluna Serpentina que foi construída para celebrar a vitória dos gregos sobre os persas durante as Guerras Médicas no século V a.C.. Desta forma, Constantino ordenou movê-la ao hipódromo desde o Templo de Apolo em Delfos, e a colocou no centro do hipódromo.

A parte superior desta coluna era adornada com uma bola dourada sustentada por três cabeças de serpente. Ela foi destruída ou roubada durante a Quarta Cruzada e as cabeças das serpente foram destruídas mais tarde no final do século XVII. Algumas peças das cabeças foram recuperadas e são hoje exibidas no Museu Arqueológico de Istambul.

No ano de 390 Teodósio I trouxe também o obelisco egípcio talhado em granito rosa. este obelisco foi erguido originalmente no Templo de Karnak, em Luxor em meados de 1490 a.C. durante o reinado de Tutmés III. Para mover o obelisco até Constantinopla, Teodósio I teve que dividi-lo em três partes. Hoje há penas a parte superior, erguida atualmente no lugar onde Teodósio I o colocou, sobre um pedestal de mármore e na foto é o obelisco à frente. O obelisco tem sobrevivido quase 3.500 anos.

No século X, o imperador Constantino VII construíu um outro obelisco no outro extremo do hipódromo. Originalmente estava coberto com placas de bronze douradas, mas foram roubadas durante a Quarta Cruzada, sobrando à vista do interior do obelisco construído com blocos de pedra. Na foto é o obelisco ao fundo.

 

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Fonte Alemã

emino%cc%88nu%cc%88-fonte-alema%cc%83o-01A palavra hipódromo vem do grego hippos que significa cavalo, e dromos que significa caminho. A hípica e as corrida de bigas eram passatempos populares no mundo antigo e os hipódromos foram bastante comuns nas cidades gregas durante os períodos helenístico, romano e bizantino.

A fonte alemã é uma construção octogonal abobadada de estilo neo-bizantino e foi construída pelo governo alemão em 1900 para comemorar a visita do imperador alemão Guilherme II a Istambul em 1898. A fonte fica na entrada norte da área do hipódromo, quase em frente da Sultan Ahmet Camii.

O hipódromo nunca foi sistematicamente escavado pelos arqueólogos. Uma parte das subestructuras do sphendone (a curva de um dos extremos) chegou a ser mais visível nos anos 1980, quando foram demolidas algumas casas da zona.

 

 

Sultan Ahmet Camii (Mesquita Azul)

Eminönü

 

A Mesquita Azul e seus 6 miranetes

A Mesquita Azul e seus 6 miranetes

O meu primeiro contato com a Sultan Ahmet Camii foi no primeiro dia que conheci o Grand Bazaar. Ela é do jeito que eu imaginava! 

A Sultan Ahmet Camii (Mesquita Azul ou Blue Mosche) é uma das construções religiosas mais famosas do mundo. Se você puder a oportunidade, passeie nos arredores à noite também, porque ás vezes são adicionadas luzes coloridas de holofotes sobre a construção.

O sultão Ahmet I a encomendou num período de declínio da prosperidade otomana, e ela foi erguida entre 1609 e 1616 por Mehmet Ağa, arquiteto imperial. A suntuosidade do projeto provocou hostilidade na época, pois mesquitas com 6 miranetes eram consideradas tentativas sacrílegas de competir com a arquitetura de Meca.

Situada em uma colina no bairro de Eminönü, no distrito de Fatih e à margem do mar de Mármara, a Sultan Ahmet Camii é um triunfo em harmonia, proporção e elegância. Construída em um estilo clássico otomano, o seu magnífico exterior não faz sombra a seu imponente interior. Uma verdadeira sinfonia de belos azulejos de iznik dão a este espaço uma atmosfera muito especial. A sua cúpula central tem 43 metros de altura.

Na verdade, a mesquita é o núcleo de um grande complexo, inicialmente conhecido como a Mesquita do Sultão Ahmet I, mas foi renomeada pelos estrangeiros como a "Mesquita Azul", por causa dos inúmeros azulejos azuis que adornam graciosamente suas paredes.  Na época, este sultão quis construir uma mesquita maior, mais imponente e mais bonita do que a Hagia Sophia e eis que surgiu a Sultan Ahmet Camii.

As mesquitas geralmente eram construídas com o intuito de serviço público. Existiam diversos prédios ao lado da Sultan Ahmet Camii que incluem: escola de teologia, uma sauna e banhos turcos, uma cozinha pública que fornecia sopa aos pobres, armazéns, salas, fontes, lojas (o Bazar Arasta), cujas rendas se destinavam a financiar todo o complexo. Há também o túmulo do sultão Ahmet I. 

A Sultan Ahmet Camii foi ricamente e quase que inteiramente revestida com azulejos iznik azuis e possui ricos vitrais também do mesmo tom. São claras as influências ocidentais e chinesas, lógico, não há nada exclusivo aqui, mas não deixa de ser bonito. Não há figuras no interior da Mesquita, pois os muçulmanos não cultuam imagens (pessoas e animais). Por isso a arte iznik por muitas vezes possui motivos florais.

Dica: no verão há show de luzes e som no exterior da Sultan Ahmet Camii quando o sol se põe. Infelizmente eu não sabia disso. Uma pena porque estávamos na época que começa este show

No pátio de entrada você já percebe como ela é imponente e muito bem posicionada. A Fonte de Abluções hoje é apenas ornamental, já que as abluções rituais não são mais realizadas nesta fonte. Este pátio ocupa uma área do mesmo tamanho do salão de orações, o que dá equilíbrio ao prédio todo.

É difícil parar de olhar os detalhes da arquitetura. A graciosa cascata de cúpulas e semicúpulas que ela possui, causa uma bela impressão quando vista do pátio. Cada miranete geralmente tem dois ou três terraços. Esta mesquita possui cerca de 250 janelas para iluminar o seu interior. 

Infelizmente o acesso no interior desta mesquita é limitada aos visitantes. Ficamos segregados, mas entendo que ela deixaria de ser  uma mesquita se os turistas ficassem andando livremente por ela e imagina como ficaria o tapete? Mas é uma mesquita pop anyway. Quase um parque temático rsrsrs

Aliás, o tapete é intercalado com cores mais fortes para demarcar o espaço entre as pessoas que rezam por lá. É uma pena que os turistas têm chulé, o tapete que estávamos tinha cheiro forte de chulé. Para isso, como sou meio nojenta, levei meias para pisar lá. Usei o lenço na maior parte do tempo por respeito ao local e aos costumes. Para nós turistas, não era necessário usar o lenço. O nosso ingresso nos permitia entrar sem lenço, mas acho besteira pagar para isso.

Ao entrar nela é necessário tirar os sapatos, por isso é bom levar uma sacolinha plástica para levá-los consigo e vestir uma meia. Shorts, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são permitidos... Sugiro você comprar uma bela pashmina e cobrir a cabeça (para as mulheres) porque senão, você terá que usar os lenços disponíveis lá e eles são... digamos.... bem fedidos! Vá de calça ou saia longa. Respeito nunca é demais.

Endereço: Sultan Ahmet Mh., Torun Sk No:19
Visitação fechada em horários de cultos

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Quando voltei em Setembro de 2013 nesta mesquita me surpreendi pelo pouco número de turistas. 

Saindo por uma lateral vi algo que não tinha visto ano passado: uma cabine para doações monetárias!  O rapaz fica lá e nem explica nada para você até porque é totalmente intuitivo. Não pude não registrar isso para compartilhar com todos!

E depois que você doa, ele te dá um comprovante do quanto você doou! Se eu doei? Doei sim e me arrependi depois rsrsrs

Ao lado trago um vídeo que fiz lá dentro da Sultanahmet Camii em Maio de 2012.

Desculpe a falta de qualidade da imagem, mas sou boa nas fotos e não nas filmagens! Estou aos poucos melhorando nesta área 😉

 
Informações:
Sempre aberto para o público, porém, não há visitação de turistas em horários de cultos

 

 

Hagia Sophia Museum (Santa Sofia)

Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-sta-sofia-14A “Igreja da Santa Sabedoria”, Santa Sofia, ou Hagia Sophia, figura entre as maiores realizações arquitetônicas do mundo. Com mais de 1.400 anos, resiste como um legado da sofisticação da capital bizantina  do século 6º, e teve grande influência na arquitetura dos séculos seguintes. A enorme estrutura foi construída sobre duas igrejas anteriores e foi inaugurada pelo imperador Justiniano I entre 532 e 537 para ser a catedral cristã de Constantinopla. Mais um feito cristão nesta terra!

Do período entre 1204 e 1261, ela foi convertida para uma catedral catótlica romana durante o Patriarcado Latino de Constantinopla que se seguiu ao saque da capital imperial pela Quarta Cruzada.

A partir do século 15 infelizmente os otomanos a transformaram em mesquita: miranetes, túmulos e fontes datam desse  período. Ela reabriu como um museu em 1º de fevereiro de 1935.

Para ajudar a sustentar o grande peso da edificação, a parte externa recebeu contrafortes em diversas ocasiões, o que alterou parcialmente o formato original.

A igreja foi dedicada a Logos, a segunda pessoa da Santíssima Trindade, com a festa de dedicação tendo sido realizada em 25 de dezembro, a data em que se comemora o nascimento de Jesus, a encarnação do Logos em Cristo. Embora ela seja chamada de "Santa Sofia" (como se tivesse sido dedicada em homenagem a Santa Sofia), sophia é a transliteração fonética em latim da palavra grega para "sabedoria" - o nome completo da igreja em grego é Ναός τῆς Ἁγίας τοῦ Θεοῦ Σοφίας, "Igreja da Santa Sabedoria de Deus".

A nave é coberta por uma cúpula enorme que alcança 56m de altura. O Guia Visual da Folha escreve que é normal o visitante ficar atordoado neste espaço. Kkkkk é a frase exata para explicar o sentimento quando entramos nela. As fotos que tirei mostra as pessoas totalmente atordoadas na nave. Realmente ela é estupidamente gigante e belíssima. Há uma foto tirada por minha amiga que ficou ótima, mostrando aquele momento de entorpecimento que me encontrei.

A vantagem da Hagia Sophia é que podemos andar livremente, o seu chão é inteiramente de mármore e a esta altura nem queríamos mais ficar no grupo da excursão ouvindo as explicações da guia. A  vontade é de ficar andando e capturando na mente todos os detalhes que ela possui.

Como ela já foi uma igreja, possuía vários mosaicos. Uma pena que em 1453, Constantinopla foi conquistada pelo Império Otomano sob o comando do sultão Mehmed II, que subsequentemente ordenou que o edifício fosse convertido numa mesquita. Os sinos, o altar, a iconostasis e os vasos sagrados foram removidos e diversos mosaicos foram cobertos por emplastro. Um absurdo da tamanha brutalidade e irracionalidade, não é mesmo? Hoje podemos ver o trabalho de restauração dos mosaicos, mas estão bem danificados.

Eles ficam no segundo andar do edifício onde o visitante também poderá tirar fotos belíssimas do alto da mesma. Mas mesmo assim, não fique frustrado se a mesquita não couber na tela da sua câmera fotográfica. Acho que é impossível conseguir isso, ela é realmente muito grande.

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emino%cc%88nu%cc%88-01Voltei à Hagia Sophia em Setembro de 2013 e para minha surpresa, metade dela estava em reforma. Isso a tornou muito pequena e na minha cabeça isso me chateou muito. Bem, pelo menos ano passado eu a vi de forma integral! Pena que ano passado estava imensamente cheia. Mas tudo bem! Estar lá de novo nunca vai ser excesso!

Desta vez consegui rodar minha mão e meu polegar na coluna dos desejos! Vamos ver se eles se realizarão!

Algo diferente para acrescentar sobre minha última visita à Haghia Sophia:

Lá encontrei o Gli. É o nome de um gato vesgo que ficou famoso depois que o presidente Obama o acariciou quando visitou este lugar. Na época que eu tirei a foto, nem sabia desta história. Mas adorei encontrá-lo lá dentro!
A foto acima sou eu tirando foto do Gli. Infelizmente as fotos que eu fiz do gato ficaram ruins, pois ele estava contra a luz. Mas é uma boa lembrança daquele momento.

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Haghia Sophia, Santa Sofia, igreja, church, Istanbul, Istambul, Turquia, Turkije, Turkey, mosaico, mosaic

Informações:
Horário de funcionamento: Verão: 15 de Abril até 25 de Outubro das 09-19h. Inverno do dia 25 de Outubro até 15 de Abril das 09-17h
Entrada: ₺40

 

 

Arredores de Haghia Sophia Museum

 

Ao sairmos da Hagia Sophia, vimos um monte de homens gritando (Mai/2012). Era uma manifestação. Do que? Não sabemos até hoje. Mas era uma manifestação organizada e tinha muitos policiais com armamento pesado que mais pareciam aquelas armas para matar o Predator (nunca tinha visto algo parecido até então). Apesar disso, nada abalou o cotidiano dos turistas, então, porque deveríamos ficar assustadas?

Nas ruas ao redor da Hagia Sophia há muitos hotéis e restaurantes. A esta hora eu estava com fome e queria ter experimentado um dos restaurantes daquela região. Mas há muitos restaurantes de hotéis que dão pra rua. Poxa... já estava farta de restaurantes de hotéis.

A redondeza está cheia de prédios graciosos como estes da foto ao lado. Tudo bem preservado e pintadinho.

Além disso, há o Cağaloğlu Hamamι que é uma casa de banho turco bem tradicional. Demos um pulinho lá, já que estava em nosso caminho e realmente é um lugar muito agradável e que exibe orgulhosamente uma faixa sobre a indicação do guia "1.000 Lugares para Conhecer Antes de Morrer". Mostra ainda de forma orgulhosa alguns célebres frequentadores que já passaram por lá como músicos, atores e top models. Não sei quanto custa (não é um absurdo), não sei como é que a coisa funciona, mas o lugar é bonito. Talvez quando eu voltar pela terceira vez a qualquer cidade deste país mágico, experimente, enfim, o famoso banho turco.

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Muito comércio, a alma turca

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Aglomeração de polícia e manifestantes

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Mais comércio

 

 

De volta a Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-tram-02Como cada estação do tram as portas abrem de um lado ou de outro, não sabíamos ao certo onde as portas seriam abertas na estação Beyazit quando estávamos voltando ao bairro de Eminönü (distrito Sultanahmet). E como estava muito cheio (horário de rush como qualquer grande cidade do mundo), estávamos incomodadas e resolvemos descer duas estações antes, ou seja, na estação Sultanahmet.

Com as horas contadas nesta cidade, saímos praticamente correndo até o Grand Bazaar porque ele estava próximo do horário de encerramento das atividades do dia (19h). Corremos o equivalente a 2 estações do tram e chegamos. Ainda bem que eu estava com o cartão da loja Igüs e consegui comprar mais pashminas do Sr. Taner. Ele nos recebeu de braços abertos, muito feliz em nos ver novamente.

Depois, o que fazer a não ser dar um adeus à Sultan Ahmet Camii e à Hagia Sophia? O dia estava maravilhoso e minha amiga fez boas fotos do entadercer daquele começo de noite. Eu já estava sem bateria novamente. Começou a esfriar e fomos tomar chá quente com pedaços de maçã em um café próximo aos dois imponentes edifícios. Eu não lembro o nome do café, mas tenho quase absoluta certeza de que faz parte do complexo externo do prédio da Hagia Sophia. As cadeiras e bancos ficam do lado de fora e como cortesia o atendente nos trouxe cobertores para nos esquentar. Este tipo de tratamento é um diferencial, mas fique sabendo que não é exclusividade deste local.

Eu estava com uma troca de roupas na bolsa porque eu achava que precisaria. E precisei. Ficou bem frio pra ficar andando de saia (mesmo longa). Troquei de forma discreta naquele café. E lógico que o atendente percebeu... Como uma pessoa está com roupas claras e de saia e vai embora com calça e roupas escuras? Kkkk

Em Setembro de 2013 voltei ao mesmo café e novamente não anotei o nome do local. Mas desta vez, além do chá, fumamos um narguilé de maçã absolutamente fantástico. Não recomendável para pessoas com problemas respiratórios ou para pessoas que vão realizar grande esforço depois ou nos dias seguintes. E muito menos para menores de idade! Por falar nisso, em uma mesa próxima de nós havia uns 3 adolescentes fumando também. Fiquei assustada no primeiro segundo, mas logo depois voltei a entender que este não é o meu país e nem minha cultura, então, não poderia me assustar com algo que as pessoas de lá acham normal.

 

 

Hamdi Restaurant em Fatih

Em 2012 conhecemos pelas nossas andanças pelo Fatih, meio que sem querer o “Hamdi Restaurant”  e depois percebi que ele é o mais indicados para turistas.

Lá eles servem cada meze por um preço. Se não me falhe a memória, cada uma saia por umas ₺7. Pedimos 7 tipos diferentes, todas muito saborosas e o pão tipo sírio (como nós conhecemos) também é cobrado a parte. Eu só fiquei nas mezes, não conseguiria comer mais nada do que isso, porque, além do mais, meu estômago é pequenininho. Para quem não sabe, mexe é um tipo de aperitivo composto com vários "recheios" que você come com o pão. Estes vários "recheios" vão desde pastas de grão de bico, pasta de beringela, pasta de pimenta vermelha, azeitonas etc. Geralmente é apreciado como aperitivo e não como prato principal, mas... para mim, é um baita prato principal! Considerar as mezes como prato de entrada só se estiver muito esfomeado. Ou então, peça poucas mezes e depois um prato principal. Mas para mim, elas são pratos principais mesmo!

 

 

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As deliciosas mezzes

 

A vista do restaurante

A vista do restaurante

Estava tudo muito bom, almoçamos no segundo andar e pela janela do restaurante se via a Torre Gálata do outro lado do Bósforo. era uma vista e tanto!

Endereço: Rüstem Paşa Mh.  Kalçin Sk No:17, Fatih

 

 

Topkaι Sarayι (Topkaι Palace Museum / Castelo deTopkaι)

Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-topkapi-01Último dia de Maio de 2012: Topkapı Sarayı (Castelo de Topkapι), Igreja de São Salvador in Chora e um pedacinho da muralha. Este dia infelizmente chegou. Não queria ir embora, mas o tempo era curto e tínhamos que arrumar as malas e deixar o hotel. Nos arrumamos, entregamos os cartões do quarto e deixamos as malas na recepção e fomos rumo ao Topkapı Sarayı. Pegamos o tram e logicamente, nos perdemos (em 2013 não nos perdemos mais em nenhum canto da cidade). O comércio próximo ao castelo tem uma decoração que lembra os muros de Topkapι, por isso que me confundi. Mas perguntando, tudo dá certo.

O terreno onde se encontra o palácio é gigante. Andamos muito, subidão, pedras no caminho, museu de arqueologia lá perto, sem tempo para visita-lo, enfim... chegamos.

O jardim que fica em frente à entrada dos muros do castelo são lindos. Bem no estilo europeu. Parecia filme. E o castelo parecia de contos de fadas.. era até engraçado, parecia um parque temático, mas não! Ele é de verdade!

Topkapı significa "porta do canhão". Foi construído por Mehmet II, o conquistador, logo após a conquista de Constantinopla, em 1453, e foi a residência dos sultões por três séculos.

O castelo é grande, imenso. Possui várias salas que podem ser visitadas. Entramos em uma delas, acredito que era a "Sala do Trono". Várias salas de exposição possuem objetos de ouro (tronos, xícaras, talheres, berços, jóias diversas cravejadas em pedras preciosas), prata, cerâmica, miniaturas, roupas e relíquias sagradas para os muçulmanos, como os pêlos da barba e a marca do pé do profeta Maomé. Elas estão dentro de uma caixa, que nunca foram abertas, logo, ninguém consegue provar que realmente existe algo lá dentro e se houver, de quem é kkkk.

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Não são permitidas fotos dentro do castelo, mas do harém, pode à vontade. E foi o que fizemos: tiramos muitas fotos! Imaginar como tanta gente morava lá dentro não dá muito certo... acho que deveria ser meio incômodo, sei lá... ou a história está mal contada rsrsrsrs.... e ainda tinham os eunucos! Como assim?

Dica: reserve um dia inteiro para o Topkapι. Ele merece ser apreciado com calma, explorado inteiro e as filas internas e externas das salas são morosas e grandes. Além disso, possui um parque gigantesco e se você tiver sorte e se programar, pode ver o famoso jardim das tulipas (apenas na Primavera).

Aliás... uma curiosidade: Você sabia que a tulipa é originária da Turquia e não da Holanda? Pois é... apesar de ser mais famosa nos Países Baixos, ela é turca. Tanto que não é de se estranhar que as artes que decoram alguns izniks têm a tulipa como tema central. Como o meio ambiente no mundo todo está doente, mesmo na primavera pode ser que elas atrasem um pouco para desabrochar.

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Harém de Topkapı

 

emino%cc%88nu%cc%88-topkapi-harem-02No harém, dizem que existiam até 1.000 concubinas. As mulheres e a mãe do sultão tinham quartos separados. Mas é lógico que ele não ficava com todas as 1.000 mulheres! Algumas estavam lá apenas para servir e todas sonhavam em ser a preferida do sultão... imagine só aquela mulherada e a rede de vaidades do lugar! As últimas mulheres deixaram o harém em 1909.

O ingresso para entrar no Topkapı Sarayı foi ₺25 e para entrar no harém custou ₺12. Valeu a pena, mas o ruim é que não tínhamos tempo para aguentar a enorme fila dentro e fora do castelo. Infelizmente mesmo. Mas depois que saímos do harém, a quantidade de pessoas no pátio do castelo era de 5x mais!!! Filas gigantescas embaixo de sol forte. Poxa... não dava... Demoramos muito pra entrar em uma das salas de exposição e no andar da fila lá dentro, acabamos demorando muito também. O lugar é muito visitado pelos muçulmanos, um tipo de peregrinação. Então se prepara para o empurra-empurra!

Abaixo trago uma foto com uma representação das concubinas feitas por bonecas em tamanho real.

Conseguirmos ir à biblioteca do sultão Ahmet III que é bem simples e pequena (vai ver ele não lia muito rsrsrs). Apesar de ser uma biblioteca estava sem livros. Na frente da biblioteca há uma fonte d'água ornamental.

Tivemos que ir embora de lá com a certeza de que iremos voltar num futuro próximo. 

Informações:
Horário de funcionamento Museu e Harem: Exceto terças, 15 de Abr a 15 de Out 09-19h; 15 de Out a 15 de Abr 09-17h
Entrada do Museu: ₺25
Entrada do Harem: ₺15
Não será permitido entrar na sala das relíquias sagradas usando shorts, mini-saias, tops ou roupas sem alças.
Proibidas fotos dentor do museu, no harém e na biblioteca são permitidas
O Museu do Palácio Topkapi não está disponível para visitas nos primeiros dias do Ramadã e nos Festivais do sacrifício.
A Varanda do Tesouro (Balcony of the treasury) está aberta apenas de Abril a Outubro
Informações sujeitas a alterações

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Muralhas de Constantinopla

 

E no final da nossa jornada pela Türkije de 2012, subimos até a parte da muralha que ficava pertinho do hotel Barceló.

As muralhas foram construídas no século V, e possuem uma série de torres e fossos e é considerada uma das maiores fortalezas da época. As muralhas têm uma extensão de aproximadamente 30km. A primeira vez que elas foram ultrapassadas por invasores foi em 1.200 quando os aliados Bizantinos das forças da quarta cruzada invadiram a cidade, depondo o imperador e colocando em seu lugar um rei do seu próprio grupo. A segunda vez que a cidade foi invadida foi em 1453 pelo sultão Mehmet II - o Conquistador, dando origem à tão famosa tomada de Constantinopla pelo Império Otomano. Em 1980, parte dos muros foram renovados. Hoje você poderá apreciar cerca de 7 quilômetros desta muralha que uma vez protegeu a cidade contra seus inimigos.

Antes almoçamos no restaurante do Barceló Eresim. Comidas mais contemporâneas ótimas e saborosas a preços justos onde paguei praticamente ₺30 no meu prato com um chá Lipton (pedi um macarrão ao pesto divino). Ok.... não foi uma despedida gastronômica justa à cidade, mas preferi uma comida mais leve antes de pegar o avião.

E fomos embora com a pontualidade da Brezo Tours apesar de um pequeno problema na comunicação com o hotel, mas nada muito grave.

Chegando sem nenhum stress ao aeroporto de Atatürk, com a companhia do Goskan da Brezoque nos acompanhou até na hora do check-in. Realmente é uma empresa muito boa para contratar viagens futuras à Türkije.

 

Este foi o final da viagem de Maio de 2012. Na volta à cidade, ainda fomos aos locais abaixo citados:

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Istanbul Arkeoloji Müzeleri - Anasayfa

Eminönü

 

emino%cc%88nu%cc%88-arkeoloji-mu%cc%88zeleri-01jpgİstanbul Arkeoloji Müzeleri - Anasayfa é um complexo composto de 3 museus: The Archaeological MuseumAncient Orient Museum e Tiled Kiosk Museum e é o maior conjunto museológico da Türkije. Dedicados à arte e cultura das civilizações antigas que povoaram principalmente a área de Istambul, há também de outras regiões que em algum período pertenceram ao Império Otomano ou anterior.

Bom, só fui neste museu um ano depois da primeira viagem à Istanbul. O İstanbul Arkeoloji Müzeleri  foi criado como um complexo de ‘museus imperiais’ pelo artista e museólogo Osman Hamdi Bey no final do século XIX e foram abertos ao público em 13 de Junho de 1891. É atualmente um dos maiores museus do mundo em seu gênero, com um acervo que ultrapassa um milhão de itens oriundos de uma área que vai dos Bálcãs até a África, e da Anatólia até o Afeganistão.

The Archaeological Museum  (Museu Arqueológico): Está dividido em dois prédios. O principal, mais antigo, teve sua construção iniciada em 1881 e foi aumentado em 1902 e 1908, tendo sido projetado por Alexander Vallaury com influências neoclássicas. O piso superior exibe peças de pequenas dimensões em pedra e cerâmica, e a seção do Tesouro, com cerca de 800 mil moedas, selos, condecorações e medalhas.

Ali também está instalada a Biblioteca com um acervo que chega a 70 mil volumes. No térreo há um número considerável de tumbas famosas, como a de Iskender, a das Mulheres Chorosas, a Liceia, a Tabnit e muitas outras, além de uma rica seção de estatuária do período arcaico grego até a era bizantina. A nova ala foi construída para possibilitar uma expansão nos espaços internos, contando com seis pavimentos, sendo dois subterrâneos, utilizados como depósitos.

Os quatro pavimentos superiores são destinados a mostras temáticas, distribuídas em: Istambul; Anatólia e Troia; Culturas-satélite da Anatólia: Chipre, Síria e Palestina; Trácia e Bitínia; Culturas-satélite de Istambul, e a seção chamada de Museu Infantil. O Museu Arqueológico recebeu em 1991 o Prêmio dos Museus, do Conselho Europeu, por sua moderna organização.

Dentre as atrações do Museu Arqueológico de Istambul estão:

  • O Sarcófago de Alexandre, encontrado em Sidon
  • O Sarcófago das Mulheres Chorosas (Sidon)
  • A monumental Tumba Liceia
  • Importante estatuária greco-romana, incluindo partes do Altar de Pérgamo
  • As cabeças da Coluna Serpentina, antigamente no Santuário de Apolo em Delfos
  • Peças de Troia
  • Uma das únicas três tabuletas cuneiformes contendo o Tratado de Kadesh

Ancient Orient Museum (Museu de Antiguidades Orientais): O prédio foi erguido em 1883 por Osman Hamdi Bey para servir de sede da Escola de Belas Artes, porém, mais tarde foi convertido em museu com as obras produzidas na escola entre 1917 e 1935. Fechado para remodelação em 1963, abriu novamente suas portas em 1974 com uma organização modernizada e um acervo diferente (não sei para onde foram as obras geradas pelos alunos da antiga Belas Artes... não encontrei esta informação ainda). Em seus dois pavimentos são expostas obras da Anatólia, Mesopotâmia, Egito e Arábia. Não deixe de ver a seção de tabuletas cuneiformes, com mais de 75 mil peças.

Tiled Kiosk Museum  (Museu do Quiosque Esmaltado): O quiosque (em turco: Çinili Köşk), também conhecido como Quiosque dos Azulejos, foi construído em 1472 pelo sultão Fatih Mehmet, e é um um dos mais antigos exemplos da arquitetura civil otomana ainda existentes.

Foi usado como parte dos Museus Imperiais entre 1875 e 1891, e em 1953 foi reaberto com o nome de Museu Fatih, exibindo obras de arte turcas e islâmicas em geral, também incorporadas ao Museu Arqueológico.

O Quiosque possui um pórtico de colunata, com uma pedra decorada com azulejos esmaltados. Atualmente o Quiosque é reservado para exposição de peças chinesas e cerâmicas dos períodos Otomano e Seljúcida, com aproximadamente 2 mil obras. 

Informações:
Horário de funcionamento: 09-19h. Fechado nas segundas.
Venda dos tickets das 09-18h.
Entrada: ₺10
Endereço: Cankurtaran Mh.  Alemdar Cad, 34122 Fatih/İstanbul. Fica praticamente ao lado do Topkapı Sarayı.
Informações de Set/13 e sujeitas a alterações.
Provavelmente não abre em dias festivos como o Ramadã.
Consulte o site oficial

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Corredor

Reconstrução de im rosto a partir de um crânio

Reconstrução de im rosto a partir de um crânio

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Milhares de Objetos

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Sarcófago egípcio

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Soğukçeşme Sokağı

Eminönü

 

Finalmente conheci a Soğukçeşme Sokağı que é uma rua com casas otomanas preservadas. Creio que na época que foram construídas não eram pintadas e bonitas como hoje em dia. Mas mesmo assim, o valor histórico é gigantesco. 

Soğukçeşme Sokağı siginifica "Rua da Fonte Fria" e é uma pequena rua de Istambul com casas otomanas históricas no bairro de Sultanahmet, distrito de Fatih. A rua é bem estreita devido ao muro da Hagia Sophia e os muros do Topkapı Sarayı. Sim! Esta rua é o que separa os dois muros! E por mais que sejam altos, eles não cobrem o sol que por ali brilha! 

Lá não há trânsito de automóveis e as casas tradicionais otomanas em madeira pintada é a atração principal. As casas têm entre quatro e dez divisões e dois andares; datam do século XIX e início do século XX e foram restauradas em 1985-1986 por iniciativa de Çelik Gülersoy, que nos 38 anos que esteve à frente do Clube do Automóvel e do Turismo da Türkije (em turco: Türkiye Turing ve Otomobil Kurumu, TTOK), promoveu a recuperação de diversos edifícios em Istambul.

Nove casas da rua, as chamadas "Ayasofya Konakları" (Mansões de Hagia Sophia), funcionam como hostel de luxo administrados pelo TTOK. As casas têm os nomes dos arbustos de flores da região: Yaseminli Ev (Casa Jasmim), Salkımlı Ev (Casa Wisteria sinensis), Hanımeli Ev (Casa Madressilva), etc. As casas são decoradas com mobília do século XIX, cortinas de seda, cadeirões de veludo e espelhos prateados. Um dos hóspedes mais ilustres foi a rainha Sofia da España, que ali esteve hospedada durante quatro noites na primavera de 2000.

O sexto presidente da república da Türkije, Fahri Korutürk (1903-1987), nasceu na Soğukçeşme Sokağı. Uma das casas da rua é a İstanbul Kitaplığı, uma biblioteca com mais de 10.000 livros sobre Istanbul, gerida pela Fundação Çelik Gülersoy. No final da rua junto ao Parkı Gülhaneexiste uma cisterna bizantina atualmente transformada num restaurante.

Infelizmente não entramos em nenhuma casa, mas deve existir algum tour.

Informações:
Endereço: 
Soğukçeşme Sokağı
Rua aberta ao público

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Süleymaniye Camii

Fatih

 

emino%cc%88nu%cc%88-su%cc%88leymaniye-06Partindo do hotel Barceló Saray em direção à İstanbul Üniversitesi  facilmente é possível alcançar a Süleymaniye Camii a pé.

Ela não é tão conhecida como a Sultan Ahmet Camii, portanto, é mais vazia. Porém, não é permitido andar livremente nela como nas mesquitas menores. Ela é totalmente diferente nas cores, tendo predominância de branco e vermelho, me fez lembrar um pouco das mesquitas sírias e a cúpula dela tem umas pinturas de rosas bem diferentes. É lógico que é algo mais, digamos assim, "contemporâneo" para algo meio antiquado. Minhas fotos ficaram ruins quando foquei estas rosas e não consegui estabilizar a câmera.

Ela é uma mesquita imperial otomana situada na segunda colina de Istambul no bairro histórico de Eminönü, distrito de Fatih. A sua situação elevada faz dela uma das vistas mais conhecidas de Istambul e é a maior mesquita de Istambul e uma das maiores realizações do arquiteto imperial Mimar Sinan. Faz parte das Zonas Históricas de Istambul, classificadas pela UNESCO como Património Mundial desde 1985 (a região).

Foi construída a mando do sultão Süleyman, o Magnífico, e a construção começou em 1550 e terminou em 1557. O complexo ocupa a área do "Eski Saray", o palácio onde funcionava a corte otomana antes de ser mudada para o Topkapı Sarayı. Sinan projetou a mesquita de forma que ela fosse o contraponto arquitetônico da gigante catedral bizantina de Hagia Sophia. Tanto que quando você subir na Torre Galata, você percebe-as na paisagem.

A mesquita que conhecemos hoje não está da mesma forma de quando foi construída já que foi devastada por um incêndio em 1660 e restaurada por Mehmed IV. Em 1766 parte da cúpula ruiu durante um terremoto. As reparações subsequentes danificaram o que restava da decoração original de Sinan. Limpezas levadas a cabo recentemente mostraram que Sinan fez ensaios com azul antes de usar o vermelho (a cor dominante da cúpula). Durante a Primeira Guerra Mundial o pátio foi usado como depósito de armamento e quando parte das munições se incendiaram, a mesquita foi novamente incendiada, só tendo sido restaurada em 1956.

O seu exterior, bem como outras mesquitas imperiais de Istambul, possui um pátio monumental (avlu) na parte ocidental. O pátio de Süleymaniye é de uma grandeza excepcional, com um peristilo com colunas em mármore, granito e pórfiro. 

emino%cc%88nu%cc%88-su%cc%88leymaniye-05Em cada um dos quatro cantos do pátio há um minarete, um número só autorizado para mesquitas construídas por sultões (os princípes e princesas podiam construir dois, as restantes pessoas apenas um). Os minaretes tem dez varandas (serifes), o que, segundo a tradição, indica que Solimão era o décimo sultão otomano. A cúpula principal tem 47,75m de altura desde o solo e um diâmetro de 27,5m. Na altura em que foi construída, era a cúpula mais alta de todo o Império Otomano, mas mesmo assim mais baixa em relação à sua base e de menor diâmetro do que a Hagia Sophia.

O interior Sinan usou uma inovação arquitetônica para disfarçar os enormes apoios necessários para suportar as plataformas centrais, incorporando os pilares nas paredes, com saliências no exterior e interior, que depois ocultou construindo galerias com colunas.

A mesquita, assim como outras imperiais, era um complexo que abrigava estruturas de cariz social e cultural. O külliye da Süleymaniye incluia, além da mesquita, um hospital (darüşşifa), uma escola primária, balneários públicos (o Hamam Süleymaniye), uma hospedaria (caravançarai), quatro madraçais (escolas islâmicas) especializados no ensino do hadith, uma escola de medicina e um refeitório público (imaret) que servia refeições aos pobres. Muitas destas estruturas ainda existem.

O antigo imaret é agora um restaurante e o antigo hospital uma tipografia industrial do Exército da Türkije. Os madraçais de Evvel e Sani albergam a "Blibioteca de Solimão", criada pelo sultão para reunir coleções de livros datados dos reinados de seis sultões, que antes se encontravam espalhados por doze palácios diferentes.

No jardim atrás da mesquita há um cemitério, onde se encontram os türbes (mausoléus) de Solimão I e da sua poderosa esposa, Roxelana (Haseki Hürrem). Além destes, estão sepultados no cemitério Mihrimah Sultana, filha de Roxelana e de Solimão, Dilaşub Saliha e Asiye, respetivamente mãe e irmã de Solimão I, os sultões Solimão II, Ahmed II e Safiye, uma filha de Mustafa II. Junto aos muros do complexo, encontra-se o túmulo de Mimar Sinan, no local que lhe serviu de habitação e atelier durante a construção do complexo. O túmulo do grande arquiteto encontra-se no centro de um jardim triangular com uma fonte com um telhado octogonal. Embora a intenção da fonte fosse presentear água a quem quer que passasse, o fornecimento abundante de água à fonte, casa e jardim de Sinan quase causou a sua desgraça quando a água começou a faltar nas mesquitas mais abaixo, tendo o arquiteto sido acusado de desviar a água para seu uso. Uma inscrição numa das paredes do jardim refere a ponte de Büyükçekmece como o maior feito de Sinan.

Note: por mais que seja tentador sentar em um banquinho e lavar os pés nas fontes de abluções, respeite o credo das pessoas. O respeito nunca sai de moda!

Informações:
Entrada gratuita em horários sem missas
Endereço: Süleymaniye Mh., 34116 Fatih
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Dârüzzifaye

Fatih 

 

Na rua de trás da Süleymaniye Camii eu sabia que tinha um café no local onde era o refeitório da mesquita. E meio que sem querer, achei o dito cujo! (veja o mapa no final desta página). O nome é Dârüzzifaye e quando fui estava meio fechado e meio aberto. Era bem cedo (anates de 11h). Tomei apenas um chá turco, estava com saudades daquele sabor!

O local é bem aconchegante e possui um baú gigante de mármore da região de Marmara de 7 toneladas, onde eles armazenavam comida. Há ainda um gigantesco mortar of stone que era usado para separar as cascas das sementes. Note a árvore "plane" que foi plantada em 1550 e tem sua extremidade inferior aberta e dá até para entrar dentro dela! Só depois que reparei que perto da Hagia Sophia há uma outra plantada por lá.

Vale a pena conferir  lugar. É um oásis de paz e tranquilidade. Observar o sol batendo no lugar e os pássaros tímidos ao redor é um bom recarregador de energias!

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O local é uma viagem no tempo

Peculiar árvore com fenda

Peculiar árvore com fenda

Na rua, indo embora

Na rua, indo embora

 


 

 

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