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SÃO PAULO: LESTE E NORTE
Postado por Estela T em fevereiro 13, 2017 Editado em março 8, 2020

Dicas de turismo em SÃO PAULO, cidade do Sudeste do Brasil incluindo as zonas Leste e Norte, com sugestões de passeios e etc.

Nota: pra ficar claro o que é classificado aqui como Norte e Leste, saiba que seguimos a definição do site SP-Turismo da Prefeitura da Cidade. Como já falamos, São Paulo tem muita coisa para explorar e, portanto, a todo momento as páginas dedicadas à capital paulistana estão sendo alimentadas por novas fotos, mais conteúdo e atualizações. Então sempre volte aqui para conferir, ok?

Dicas de turismo em SÃO PAULO Leste e Norte

NORTE

dicas para conhecer alguns pontos turísticos da zona norte e leste de são paulo

Pico do Jaraguá

O Parque Estadual do Jaraguá, mais conhecido como Pico do Jaraguá, eu descobri tardiamente porque eu achava que só se chegava lá em cima através de caminhada e eu, sinceramente, não conseguia me imaginar subindo tudo aquilo a pé. Ele é o ponto mais alto de São Paulo, sendo esta a altitude de 1.135m. O Parque é área de conservação ambiental e lá existem uma reserva indígena, que infelizmente não tive a oportunidade de conhecer.

Para subir até lá você pode ir de carro em uma via asfaltada, mais conhecida como "Estrada Turística do Jaraguá". Mas se quiser ir na raça a pé você pode pegar a "Trilha do Pai Zé" que possui 1450m de extensão.

A estrutura lá em cima não é bonita. Possui uma lanchonete simples e muitas crianças brincando perto dos olhares de seus pais. Possui ainda umas estruturas de concreto que sustentam antenas de televisão (daquelas de emissoras mesmo) e estacionamento.

Mas o ponto chave deste passeio é ver a cidade de São Paulo porque este é o maior mirante da cidade. Você vai ver basicamente a parte oeste da Grande São Paulo. Mas como São Paulo é imensa, você não vai conseguir ver prédios e avenidas como se vê em Paris, por exemplo (quando sobe na Sacré Couer). A dimensão aqui é outra... é gigante! Mas indo para outro lado o seu coração se alegra em ver uma imensa parte verde preservada e que te dá esperança na sobrevivência da humanidade!

Informações:
Horário de funcionamento: Dias e horário de funcionamento: das 7h às 17h. No horário de verão até 18h. Trilhas possuem acesso permitido até 16h, e no horário de verão até 17h. Para a prática de cicloturismo e caminhadas é permitida a entrada às 6h, mediante cadastro na sede administrativa da unidade. O estranho é que o site oficial do Parque não possui informações sobre os dias de funcionamento, mas eu fui de fim de semana.

As antenas do Pico do Jaraguá em São Paulo

As antenas do Pico do Jaraguá em São Paulo

De um lado parte da Mata Atlântica ainda sobrevivente visto do Pico do Jaraguá

De um lado parte da Mata Atlântica ainda sobrevivente

Do outro lado a imensidão de concreto da cidade visto do Pico do Jaraguá

Do outro lado a imensidão de concreto da cidade

Dicas de turismo em SÃO PAULO Leste e Norte

LESTE

Dicas de turismo em SÃO PAULO Leste e Norte

Brás

Preciso ser sincera que para realizar um tour pelo Brás, é necessário ir em grupo. O bairro é a "porta de entrada" para a Zona Leste da cidade e possui algumas deficiências estruturais deixando a localidade muito perigosa para turismo. Diante disto mas com vontade de me aprofundar no meu pequeno e limitado conhecimento sobre o bairro, adquiri um tour guiado por apenas R$45 que durou quase 5 horas. O tour é feito pelo Estação História e você pode encontrá-los no Facebook. O condutor do tour é o Marcos, historiador credenciado como guia turístico e se aprofunda muito nos detalhes, o que para mim, foi mais do que ótimo.

O Brás no Brasil Colônia era a periferia do centro e destino do lixo da cidade e das terras das carmelitas, principalmente por causa do seu rio Tamanduateí. Anos mais tarde, com o avanço da cidade, o bairro começou a perder a função de lixão e as construções se deram início. Nos seus tempos de glória existia o Parque Dom Pedro onde pessoas da classe operária podiam curtir momentos de lazer e até usufruir dos banhos turcos que existiam por lá, com sauna e tudo.

Em 1867 foi inaugurada a Estação do Brás e rapidamente o progresso se estendeu ao bairro, instalando-se por lá várias indústrias e pequenos comércios. Como os terrenos ainda eram bem baratos porque os lençóis freáticos da região ajudavam a inundar tudo por lá, tanto o Brás como a Mooca tornaram-se os principais destinos da maioria dos trabalhadores que chegavam à cidade. Em especial se instalaram por lá muitos imigrantes italianos, dando uma caracterizada única ao local e no tour tive a oportunidade de avistar alguns aspectos arquitetônicos ainda de pé.

Tour pelo Brás

Trajeto a pé do tour pelo Brás

Trajeto a pé do tour pelo Brás

O tour começou na Estação Pedro II e a caminhada foi naquela região como é possível ver no mapa ao lado. O grupo contava com 40 pessoas de diversas idades e foi totalmente em português. Apesar do número considerável de participantes, não houve incidentes negativos.

No início do tour foi comunicado para escondermos os itens de valor como brincos e colares. Também nos orientaram para tomarmos cuidado ao tirarmos fotos com celulares e sempre mantê-los na frente do corpo.

Partimos para a rua Capitão Faustino de Lima e avistamos a antiga fábrica dos vinagres Castelo que antes era uma destilaria de licores. Nos foi dito que com a chegada da Comgás (antiga Light Canadense), a indústria brotou por lá, levando tecelagens, por exemplo. Os licores se faziam necessários já que os bailes na cidade se tornaram habituais. Este prédio dos vinagres ao que tudo indica será demolido em um futuro próximo.

Na mesma rua se encontra o gasômetro da Comgás, antiga Light, que através de uma concessão que durou 90 anos instalou a indústria de gás naquele lugar porque as máquinas eram movidas a vapor e, como a região do Brás possui lençóis freáticos não muito profundos, a Light encontrou o local propício para utilizar água em abundância. E é justamente devido a estes lençóis freáticos + a remodelagem do rio Tamanduateí e Piratininga + lixo acumulado + negligência da subprefeitura a qual a região pertence que a região até hoje sofre com inundações catastróficas.

Depois seguimos para a Villa Queiroga, hoje a Travessa Queiroga. As casas da travessa hoje são consideradas patrimônios ameaçados, tanto que apenas duas residências possuem alguns aspectos originais. São edificações anteriores a 1930 e possuem arquitetura peculiar com o porão alto devido às enchentes da região. As casas foram construídas por José Bernardino de Queiroga a partir de 1905 com a finalidade de alugar os imóveis. É incrível como não se encontra muitas informações sobre as casas e seu idealizador na internet, mas tudo nos leva a crer que eram casas para operários das fábricas próximas.

O historiador do tour também nos explicou sobre o ditado popular "sem eira nem beira": dizem que antigamente as casas dos mais abastados possuíam um telhado triplo sendo estes elementos chamado de eira, beira e tribeira. Já os das classes operárias não tinham condições de fazer este tipo de telhado ou de morar em uma residência com este tipo de telhado, então construíam somente a tribeira, sendo depois denominadas as pessoas mais pobres de "sem eira nem beira".

Ao final da Villa Queiroga é possível avistar a antiga fábrica da Comgás, conhecida como Casa das Retortas que fazia parte do complexo do Gasômetro. O prédio é de 1870 e funcionou lá pela Light Canadense até 1967 onde passou a ser a empresa pública Companhia de Gás de São Paulo, ou Comgás, que operou por lá até 1972. Desde então segue abandonado apesar do edifício ter sido tombado pelo CONPRESP - Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e pelo CONDEPHAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de São Paulo. Já houve intenção de transformá-lo no Museu da História de São Paulo com incremento de edificação de projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, mas desde 2015, após reforma bilionária, segue abandonado.

Antiga Fábrica de Licores e Vinagres Castelo no Brás, São Paulo

Antiga Fábrica de Licores e Vinagres Castelo

Vista da Comgás, complexo do Gasômetro no Brás, São Paulo

Vista da Comgás, complexo do Gasômetro

Uma das casas com pequenas modificações da Villa Queiroga no Brás, São Paulo

Uma das casas com pequenas modificações da Villa Queiroga

Casa das Retortas no Brás, São Paulo

Casa das Retortas

Depois partimos para a rua Caetano Pinto e na esquina com a Avenida Rangel Pestana está um casarão de arquitetura renascentista de Firenze, ou Florença, na Itália. O casarão possui um nome: Palacete Rega. O imóvel possui andar térreo e dois andares. Mais acima encontra-se a estrutura denominada de "águas furtadas" que eu não sabia que existia tal denominação até fazer este tour. Para quem não sabe: "Água-furtada" é uma estrutura construída na parte do telhado constituído de uma aresta inclinada delimitada pelo encontro de duas águas que formam um ângulo reentrante, que desta forma, convergem as águas que caem sobre o telhado para evitar que o andar superior dos edifícios sejam prejudicados em casos de chuvas abundantes.

A edificação foi construída pelo imigrante italiano Carlos Rega que chegou ainda criança a São Paulo. Obviamente que somente adulto construíu o prédio e no térreo abriu a farmácia, vocação herdada pela família.

Palacete Rega da rua Caetano Pinto que era considerada a Firenze no Brás, São Paulo

Palacete Rega da rua Caetano Pinto que era considerada a Firenze

O antigo prédio do Liceu de Artes e Ofícios no Brás, São Paulo

O antigo prédio do Liceu de Artes e Ofícios no Brás

Carlos Rega faleceu em 1955 e provavelmente seus descendentes não mantiveram a vocação, visto que a farmácia foi vendida. Depois de um tempo, o térreo virou uma lanchonete e os andares de cima uma hospedaria do tipo cortiço. Muito decadente nos dias de hoje, segue incerto quanto ao seu futuro. Mas o historiador nos contou histórias de que a rua tinha a fama de ser a "Firenze" de São Paulo devido à arquitetura do prédio. Nesta rua também haviam italianos e espanhóis e os times Palmeiras e Corinthians, respectivamente, se encontravam na rua, em harmonia.

Depois partimos para a Rua Piratininga onde ouvimos a história sobre o rio Piratininga que virou rua. Piratininga em tupi-guarani significa "peixe seco" e isso vinha porque, após uma boa chuva, o rio enchia e quando ele voltava no seu volume habitual, os peixes que não conseguiam voltar morriam e ficam secos por causa do sol.

Partimos para o antigo Liceu de Artes e Ofícios que hoje é o Fórum Brás das Varas Especiais da Infância e da Juventude. O prédio possui a arquitetura inalterada, sendo as portas também originais. Lá os meninos estudavam diversos cursos desde arte até engenharia e as meninas só estudavam dois cursos: prendas domésticas e costura. Este Liceu era tão importante na época que até hoje percebemos uma influência regional por conta da sua antiga presença: o bairro possui ruas com muitas lojas de madeiras e isso foi devido aos cursos do Liceu e a necessidade de haver insumos para os alunos e, desta forma, estabeleceu-se empresas especializadas neles.

As tecelagens surgiram tempos depois, com a imigração de árabes e libaneses para a região, porém este tema não foi abordado no tour.

A escola Romão Puiggari no Brás, São Paulo

A escola Romão Puiggari

Paróquia Bom Jesus do Brás, São Paulo

Paróquia Bom Jesus do Brás

Imagem que surgiu em um dos pilares da Paroquia Bom Jesus do Brás

Imagem que surgiu em um dos pilares da Paroquia Bom Jesus do Brás

Conhecemos a Escola Romão Puiggari que é referência de ótima educação até hoje e diferentemente do que as pessoas acham, Romão Puiggari não era italiano, mas espanhol. Ele era um diretor da escola e muito querido pelos alunos. Anos mais tarde a escola ganhou o nome deste diretor em forma de homenagem. Desde 2002  a escola é Patrimônio da Cidade de São Paulo.

Quase em frente à escola encontra-se a Paróquia Bom Jesus do Brás que foi construída por italianos para italianos. Na época ela era tão importante que fora chamado o artista que fez as pinturas da casa de verão do Papa.  Obviamente hoje nem só italianos a frequentam, sendo ela adaptada também para os imigrantes bolivianos com a imagem de Nossa Senhora de Cusco e com missas em espanhol em determinados dias. Há uma imagem de um rosto que dizem que surgiu de forma milagrosa no corredor da direita da Paróquia e o rosto faz lembrar a de Jesus. Bom... acreditando ou não, é fato que não há muita coisa falando sobre isso na internet.

Dona Lisena Montanaro Carrieri Montanaro na sua casa no Brás, São Paulo

Dona Lisena Montanaro Carrieri

Adiante fomos até a Vila Vadico que era uma vila onde só moravam imigrantes italianos. Lá fomos recebidos na cada da Dona Licena Montanaro que veio em 1955 de Polignano a Mare, na Puglia, Italia.

Este foi o ponto mais alto do tour. Mesmo pequenina a casa, ela fez questão de todos entrarem em sua casa. Fomos acolhidos e cantamos uma canção. Ela falou rapidamente como e porque veio a São Paulo aos 18 anos, caíram algumas lágrimas de seus olhos e ganhamos deliciosos biscoitos artesanais feitos por ela.

Daria para ficar lá uma tarde toda conversando com ela, mas tínhamos que seguir em frente até mesmo para não atrapalhá-la. Vocês saem né? Uma Mamma italiana daqui a pouco iria se levantar e fazer um baita de um almoço de domingo para todos. Não queríamos atrapalhar este ser cheio de amor!

Para fechar o tour seguimos pela antiga Tecelagem Mariangela da família Matarazzo que ainda funciona como fábrica, mas de outros tipos de produtos, na Associação São Vito Martir e terminando na Paróquia de São Vito. Este final ficou um pouco corrido, até porque a sujeira das ruas era nível ultra mega high level.

A festa de São Vito é comemorada há um pouco mais de 100 anos e para quem não sabe, São Vito é padroeiro da cidade de onde a Dona Lisena Motanaro veio! O bairro possui uma rua Polignano "A." Mare e ela é uma das mammas voluntárias da festa. A festa acontece todos os anos a partir de Junho até meados de Julho, aos finais de semana. Mas o dia do santo é dia 15 de Junho.

Interessante também saber um pouco sobre São Vito. Diz a lenda que Vito ainda com 7 anos era cristão devoto e fervoroso, porém o seu pai, que era um senador de Lucania (conhecida hoje mais como Basilicata), tentou de diversas formas (até com torturas) fazê-lo se afastar de sua fé. Diante disso, Vito fugiu com seu tutor Modestus e sua esposa Crescentia, a  babá de Vito. Ele foi levado para Roma e já com 12 ou 15 anos, em uma determinada ocasião, foi incumbido de expulsar um demônio que havia tomado posse de um dos filhos do imperador Diocleciano. Vito teve êxito, mas mesmo assim, devido à sua fé, foi torturado junto com seus tutores. No momento da tortura um anjo levou os três de volta à Lucania, e foi lá que acabaram morrendo devido aos ferimentos causados pelas torturas sofridas. Três dias depois, dizem que Vito apareceu para uma matrona distinta chamada Florentia, e que com suas orientações encontrou os corpos dos três e os enterrou no local onde estavam.

Um outro fato curioso é que no final da Idade Média, as pessoas em algumas localidade da Alemanha celebravam a festa de Vitus dançando diante de sua estátua, sendo conhecida como "Saint Vitus Dance", nome que também foi dado à doença neurológica da Coreia de Sydenham. Estas festividades germânicas também levou Vito a ser considerado o santo padroeiro dos dançarinos e dos artistas em geral inclusive atores, comediantes e dançarinos e na lista constam os epiléticos. Dizem que ele também protege contra raios de trovões, ataques de animais e o ato de dormir demais. Ele é padroeiro de várias cidades italianas, na Baviera Alemã e Áustria.

Antiga Tecelagem Mariangela no Brás, São Paulo

Antiga Tecelagem Mariangela

Associação São Vito no Brás, São Paulo

Associação São Vito

Paróquia de São Vito no Brás, São Paulo

Paróquia de São Vito

Dicas de turismo em SÃO PAULO Leste e Norte

Museu da Imigração

Fachada do Museu da Imigração em São PauloO Museu da Imigração fica no bairro da Mooca (quase Brás) no fim de uma rua sem saída que dá para os trilhos do trem. A rua é bem deserta e esquisita, então, se você não estiver de carro, sugiro chegar lá de taxi, porque não recomendo que você ande a pé por lá.

Para mim, até o dia da minha visita, acreditava que o Museu do Imigrante não passava de uma grande acervo sobre os imigrantes. Estava completamente enganada! Após a reformulação de 2014, o então Memorial do Imigrante passou a ser chamado de Museu da Imigração e o que encontrei lá é digno de museu internacional!

Me espantei em saber que, o que vi por lá, é uma exposição temporária de longa duração, mas estou torcendo para que seja uma exposição permanente!

Fomos num sábado de Março/2016 e tivemos a sorte de estarmos no dia de gratuidade na visita. Logo que entramos fomos direto ao pequeno estúdio fotográfico onde você pode tirar fotos sérias com roupas da época que ocorreu os registros de imigrantes. Como estávamos em 2, o valor cobrado foi de R$40. O preço aumenta conforme o número de pessoas, mas não tiramos fotos, vai ficar pra próxima.

Ao lado do pequeno estúdio deu para ver um pouco da linha férrea e a plataforma de embarque e desembarque. É bem interessante o que eu senti, já que eu sei que minha avó passou por lá.

Em frente ao prédio há um jardim muito gostoso que te convida a sentar nos seus banquinhos e observar tudo com muita calma e paz. Há uma lanchonete bem simples no jardim que vale a pena tomar um bom café por lá.

Os imigrantes que vinham para São Paulo no final do século XIX eram tantos que o abrigo provisório dos imigrantes no Bom Retiro acabou ficando obsoleto e, com isso, foi construída esta Hospedaria de Imigrantes ao lado dos trilhos do trem e recebeu seus primeiros "hóspedes" em 1887.

Local para tirar fotos vintage no Museu da Imigração em São Paulo

Detalhe do cenário do estúdio de fotografia

Trilhos do Museu da Imigração em São Paulo

A plataforma e a linha do trem

Obra de arte de Nuno Ramos no Museu da Imigração em São Paulo

Obra "É Isto um Homem?" de Nuno Ramos

Museu da Imigração em São Paulo

Início da visita

Museu da Imigração em São Paulo

Espaço expositivo com cartas de imigrantes ou parentes

Museu da Imigração em São Paulo

Muitos objetos expostos e fotografias

O Museu do Imigrante abarca a história dos milhares de imigrantes que desceram no Porto de Santos e foram até o prédio do museu. Na época além de ser a estação final dos imigrantes, era um complexo completo de assistência a estas pessoas.

O Brasil possui milhares de imigrantes que viajaram para terras brasileiras com o sonho de construir suas vidas nas lavouras de café e na indústria paulista. O museu possui muita interatividade e você aprende como os imigrantes contribuíram e muito para o desenvolvimento da cidade e do país, não apenas contribuições sociais e culturais, mas também na culinária.

Museu da Imigração em São Paulo

Simulação do alojamento

Museu da Imigração em São Paulo

Mural com vários sobrenomes que passaram por lá

Vídeo contando a rica contribuição dos imigrantes para o estado de São Paulo

Vídeo contando a rica contribuição dos imigrantes para o estado de São Paulo

Alguns objetos da época

Alguns objetos da época

O esquema da "Hospedaria do Imigrante"

O esquema da "Hospedaria do Imigrante"

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Uma câmera

 

Eu não me canso de afirmar que o museu é fantástico! Espero muito que continue assim. Dependendo do dia e horário, há visitas guiadas gratuitas. Existem mais duas salas de exposições temporárias no piso térreo e vale a pena visitar.

Eu já estou programando a minha volta a este museu que realmente... me deixou de queixo caído!

Informações:
Horário de funcionamento
: de Terça a Sábado das 09h-17h e Domingos das 10h- 17h.
Entrada: R$6,00 R$10,00 (atualizado em Setembro/2019)
Gratuidade aos Sábados
EndereçoRua Visconde de Parnaíba, 1316, Mooca
Para chegar lá você pode pegar o metrô e descer na estação Brás ou estação Bresser-Mooca e seguir de taxi.

Dicas de turismo em SÃO PAULO Leste e Norte

Parque do Carmo

O Parque do Carmo ocupa uma área de 1.500.000m² e foi inaugurado em 1976. Possui um estacionamento pequeno e é um tanto difícil para chegar lá. Mas com paciência e persistência você consegue.

Lá dentro você encontra um Museu do Meio Ambiente, lagos, anfiteatro natural, aparelhos de ginástica, campos de futebol, ciclovia, pista de cooper, playgrounds, quiosques, churrasqueiras, gramado para piquenique, o lindíssimo e altamente disputado Bosque das Cerejeiras, Monumentos à Imigração Japonesa, Viveiro Arthur Etzel, o Bosque da Leitura, etc.

A vegetação predominante é composta por eucaliptais, remanescentes de Mata Atlântica, brejos, além de gramados, cafezal, pomar, bosque de cerejeiras-de-Okinawa e um viveiro de produção de espécies arbustivas.

Um dos grandes eventos mais esperados no Parque do Carmo ocorre no Bosque das Cerejeiras. Todo ano entre Julho e Agosto ocorre o Festival das Cerejeiras. O bosque possui cerca de 4.000 cerejeiras.

A cerejeira é a árvore símbolo do Japão e aqui em São Paulo, a maior colônia de japoneses fora do Japão, tornou-se marca dos descendentes da comunidade nipônica que vive na região da zona leste da cidade.

Assim como no Japão, a chegada das cerejeiras são comemoradas. Lá do outro lado do mundo a florada marca a chegada da Primavera. Como aqui é tudo diferente (no meio do inverno) a tradição de realizar o "hanami" não ficou de fora. "Hanami" é quando os cidadãos sentam sob as cerejeiras para contemplá-las. Há muita comilança também, com diversos piqueniques rolando!

Ainda não presenciamos a comemoração, mas alguns dias antes do Festival passamos por lá e o visual é realmente incrível!

Como eu disse, é um pouquinho complicado chegar no parque, principalmente para quem está longe de Itaquera. Mas vale muito a pena, muito mesmo porque o parque é muito bonito, super grande e o Bosque das Cerejeiras é sensacional!

Parque do Carmo em São Paulo
jardim das cerejeiras no Parque do Carmo em São Paulo
jardim das cerejeiras no Parque do Carmo em São Paulo
paro no Parque do Carmo em São Paulo
jardim das cerejeiras no Parque do Carmo em São Paulo
jardim das cerejeiras no Parque do Carmo em São Paulo

Informações:
Horário de funcionamento
: Diariamente, das 05h30 às 18h.
Entrada: Gratuito
Estacionamento pequeno e gratuito
Endereço: Avenida Afonso de Sampaio e Souza, 951. Ou Portão 3 - Avenida Osvaldo Pucci, s/nº

Para quem for de ônibus, segue dica das linhas que te levam lá:
2522-10 – Vila Progresso - Shopping C. L. Aricanduva
3027-10 - Vila Minerva - Shopping Aricanduva 
3062-10 – Conj. José Bonifácio – Term. Vila Carrão
Descer na Avenida Afonso de Sampaio e Souza, altura do número 951

 


 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos locais indicados neste site:

 

mapa sao paulo

 

Dicas de Restaurantes

 

Este assunto é complicado numa cidade como São Paulo, já que ela é altamente conhecida por seu cenário gastronômico. Ok.... Eu teria diversos lugares para indicar e talvez isso geraria uma página somente com estas dicas. Mas como eu sei que a lista de dicas vai demorar muito tempo (porque eu terei que voltar a alguns restaurantes para registros fotográficos). Vou começar com alguns (melhor que nada):

Esperem que virá.....

ATENÇÃO: Algumas informações descritas no blog podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste blog ?

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