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DIÁRIO DE BORDO: Viagem à Malta
Postado por Estela T em novembro 28, 2016 Editado em janeiro 16, 2017

Vanessa se interessou por Malta quando pesquisava a possibilidade de estudar fora do país. Naquela ocasião, Malta chamou muito a sua atenção e na primeira oportunidade, Vanessa rapidamente decidiu conhecer este país! Confira só como a viagem que, aliás… foi a primeira viagem que Vanessa fez sozinha!

Um pouco mais sobre Vanessa

Vanessa na "Azure Windows"

Vanessa na “Azure Window”

“Algo que descobri ao responder essa pergunta que é um pouco difícil contar sobre quem sou eu… Sou uma mistura de tudo que já vivi desde que nasci, e também com um pouco de pessoas que já cruzaram meu caminho e me ensinaram algo válido para levar e continuar comigo.

Nasci em São Paulo e sempre morei aqui, nessa cidade caótica, maluca e ao mesmo tempo com tanta coisa legal.

Meu perfil de viagem é mais rústico, gosto de conhecer além do turístico, gosto de viver um pouco do que vivem os nativos do lugar.

Gosto muito de fazer trabalhos manuais, gosto de ter um tempo de silêncio comigo mesma e depois com o que está ao redor. Gosto de registrar o que vejo, na maior parte das vezes em fotografias. Outras vezes num texto, outras vezes outras vezes na lembrança de um cheiro ou sensação.”

No ‘cartão postal’

Xlendi

The Bridge Bar

Destino certo

Descobri sobre Malta quando estava pesquisando a possibilidade de estudar fora do país e o país me pareceu absurdamente lindo e ficou na minha memória e a certeza de que um dia iria visitá-lo.

A oportunidade surgiu quando programei minha viagem de férias. Queria ir para a Europa e acabei optando por não fazer uma ‘mega tour’ pelo continente inteiro, porque não é minha pegada passar meio dia ou apenas um dia em cada lugar. Com Malta na cabeça, resolvi que iria para lá passar uns dias e adicionei no roteiro a Itália, porque é um país próximo a Malta e foi lá que meus bisavós nasceram. Além disso, queria conhecer o sítio arqueológico de Pompéia porque gosto muito de história, arte.

Nesta viagem procurei visitar os lugares mais antigos e históricos em Malta, onde existem ruínas de antes de Cristo e também os lugares de onde eu poderia avistar o Mar Mediterrâneo. 

Percepções e amizades

Passei 5 dias em Malta e confesso que me arrependo por não ter ficado mais. É um lugar muito bonito, cheio de marcas que a história deixou. Cada ruazinha, cada cantinho e cada detalhe foram muito especiais, cada um em seu momento. Faz parte de Malta também as ilhas menores chamadas ‘Gozo’ e ‘Comino’. Viajei na primavera (maio-junho 2013) e a temperatura estava bem agradável, porém não quente o suficiente para entrar no mar.

Viajar para Malta não tem muito segredo, não há obrigatoriedade de visto e vacinas para brasileiros e a moeda é o euro. Nas minhas viagens acabo sempre optando pelo prático e pelo o que não me causará prejuízos. Ao mesmo tempo sempre me pergunto o que realmente vou lembrar, o que viverei e ou o que gastarei em determinado passeio ou refeição. Portanto, não consigo dimensionar quais os valores gerais para turistas normais em Malta porque sou sempre muito econômica e prática, e quando algo me chama atenção ou me dá vontade de fazer, vou lá e faço se o valor não prejudicar todo meu planejamento. É lógico, não costumo me arrepender rs.

 A comida maltesa tem influência mediterrânea. Massa, peixe fresco, queijos estão sempre presentes nos restaurantes. Os locais costumam comer coelho e os pastizzi (salgados folhados onde os de queijo e ervilha são os mais tradicionais). Provei o pastizzi, um de cada, mas confesso que não me agradou muito.

Fiz boa parte das minhas refeições no hostel que me hospedei. Passava no mercado, comprava pão e frios para o café da manhã e também para fazer um lanche para levar na caminhada do dia.

Conheci muitas pessoas no hostel e a grande maioria vinha da Espanha. Ao final do dia voltava para o hostel com um vinho ou algum snack para conversar com as pessoas que conheci por lá. Achei interessante constatar que a maioria dessas pessoas estavam em busca de trabalho para o verão. Então minha semana em Malta foi basicamente tomar café da manhã no hostel, conhecer um pouco mais de cada um do hostel, passear o dia inteiro, andar por todos os lados, voltar, sentar e tomar um vinho, ou cerveja com esse pessoal. Interessante que logo na primeira noite fui presenteada com uma cerveja brasileira, rs

E os Malteses?

vanessa-05O idioma oficial é o maltês, mas que para mim pareceu uma mistura de árabe, italiano, inglês, e essa mistura resulta a soma da localização do país e a história do mesmo. Os habitantes também falam inglês, porém com sotaque bem diferente. Além disso é possível encontrar pessoas falando italiano.

Quando cheguei no aeroporto me dirigi a um guichê para comprar o ticket para pegar o ônibus que me deixaria quase na rua do hostel onde me hospedei, em ‘Sliema’. Aliás, você pode comprar o bilhete válido por um dia ou por uma semana e usar quantas vezes quiser durante o período. Comprei o de uma semana e foi bem proveitoso.

Conforme indicado pelo hostel, o trajeto duraria por volta de 45 minutos. Dentro do ônibus havia um painel informando as paradas o que faria com que eu não perdesse a parada correta a descer, exceto pelo fato de o painel ter parado de funcionar no meio do trajeto. Após os 45 minutos, não conseguia ver os nomes das paradas de ônibus e nem falar com o motorista e resolvi descer. Desci em uma orla, um lugar lindo e pedi informação em uma loja de souvenires. A comunicação foi um pouco difícil, mas no final nos entendemos e consegui a orientação correta para chegar ao hostel com o mesmo ticket de ônibus.

O legal, é que mesmo cansada e um pouco irritada, já comecei a gostar das paisagens a minha frente e logo de início senti Malta um lugar acolhedor.

 

Explorando

vanessa-06A princípio pensei em alugar um carro, mas acabei não fazendo isso por algumas razões: o volante é invertido (legado do Reino Unido); fazia um bom tempo que não dirigia (estava sem prática e estava sozinha);  poderia sair um pouco caro. O ônibus acabou ajudando bastante, achei tranquilo, só tive a impressão que dava muitas voltas.

Minha primeira visita foi a ‘Mdina’. Para chegar até lá precisei pegar um ônibus até ‘Valletta’, que é a capital de Malta, e de lá pegar um outro ônibus (aliás, os ônibus de lá vão para diversos lugares). Chegando em ‘Valletta’ resolvi passar em algum lugar e comprar alguma coisa para comer antes de entrar no outro ônibus e foi quando me deparei com uma apresentação da banda dos guardas. Eles tocaram até Pink Floyd e temas de abertura de filmes. Acabei ficando lá cerca de meia hora, porque tudo ao redor me parecia ser interessante. 

Depois de conseguir me concentrar e focar no roteiro que fiz, lá fui eu para ‘Mdina – The Silent City’. É uma cidade cercada por um paredão que antes era chamada de ‘Città Vecchia’ e foi a capital do país até 1570.

Vista em Mdina

Vista em Mdina

Mdina’ é um lugar bem diferente, com ruas bem estreitas, uma mistura de cidade antiga, e tem um número bem pequeno de pessoas que realmente moram lá. É uma cidade fechada, cercada. Ao redor tem um jardim bem bonito.

Rua de Mdina

Rua de Mdina

Em determinado momento do passeio, parei porque queria comer alguma coisa doce como um sorvete. Foi quando me deparei com um restaurante que parecia ser ‘chique’. Entrei e vi que eles serviam sorvete, mas pensei que deveria custar os olhos da cara. Saí e encontrei o cardápio lá fora. Foi aí que descobri que o sorvete tinha valor ‘normal’. Voltei a entrar no restaurante e quando olho para cima, havia uma espécie de terraço, com mesas e cadeiras, e para minha surpresa, dava para subir e tinha lugar para eu me sentar e apreciar a vista incrível! E foi assim que tomei meu sorvete numa taça com um lindo céu azul, sol de frente para uma vista maravilhosa! O lugar chama ‘Xpresso Bistro Café’.

Muitas casinhas em Mdina são bem enfeitadas com flores, trepadeiras saindo pelas portas e janelas, o colorido contrastando com as paredes de cor ocre, cor deserto. As portas das casas também eram bem coloridas, acho que a maioria era azul escuro ou próximo do azul pelo que me lembro.

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A Igreja de São Paulo

Saindo de lá dei uma explorada em outros da região. Fui até a frente da Igreja de São Paulo, mas acabei não entrando. Sei que por ali há um museu e uma gruta onde São Paulo teria vivido por 3 anos. Não tinha muitos turistas e passei na frente de outra igreja que estava prestes a celebrar um casamento. Não tirei muitas fotos desse lugar, porque parecia que só tinha eu ali de fora, as pessoas ficavam olhando, sem contar que tinha umas ruas completamente vazias, desertas…. pareciam até abandonadas.

vanessa-10-dingli-jpgNo segundo dia fui para Dingli Cliffs, parece que essa é a parte mais alta e isolada da Ilha. Estava um dia bem nublado, garoando algumas vezes, e não havia muitas pessoas. A vista era incrível, fiquei imaginando como seria num belo dia de sol.

Fiquei ali por um bom tempo pensando na vida, e estava bem friozinho. Sabe aqueles lugares onde existe apenas você e o vento, e fica aquele silêncio e você consegue ouvir sua própria respiração? Bom… era este o lugar!

Fiquei um tempinho por lá e depois fui para o ponto de ônibus, e após esperar muito tempo pelo mesmo, resolvi ir a pé até Mnajdra Temples. Após 10 minutos de caminhada,  o ônibus passou e eu não o peguei. Ai como me arrependi de não ter corrido para tentar pegar o ônibus. O negócio era continuar a andar. Andei, andei, e não chegava em lugar nenhum! Aí garoava algumas vezes, e ventava também. Uma parte da estrada era muito bonita, com muitas flores, acabei não tirando foto, já estava muito cansada de tanto andar.

Quando decidi que já estava na hora de parar e realmente esperar pelo ônibus, quem disse que avistava algum ponto por perto? Andei, andei, até que finalmente encontrei um ponto.  Se não pegasse esse ônibus, certeza que não chegaria nunca! Cheguei  em Mnajdra Temples quando já não era muito cedo e ainda queria ir até Blue Groto. Cheguei no templo e comprei meu ingresso, e a uma moça me informou que se eu quisesse ir até Blue Groto era melhor ir logo porque já ia acabar a visitação. Lá vou eu para mais uns 20 minutos de caminhada. Era perto, mas pareceu tão longe!

Chegando no Blue Groto peguei um barco para poder ver e apreciar o lugar. Pena mesmo que estava um dia nublado! Comprei meu ticket para o barquinho, mas o homem do barco não queria me levar porque só tinha eu de passageira e foi nessa hora que senti o que era estar viajando sozinha, rs! Fiquei esperando cerca de 20 minutos, até que o homem do barco (acho que ficou com dó) resolveu que me levaria sozinha mesmo e foi quando chegaram mais pessoas. O passeio foi bem bacana, mas muito rápido, o homem do barco saiu correndo na navegação, mas o lugar era incrível. A cor da água era surreal. No final, o homem me disse para voltar no dia seguinte, se estivesse sol, porque ele poderia me levar de graça, mas infelizmente não deu pra voltar. Aqui também é possível praticar mergulho, como em outros pontos de Malta.

vanessa-11Voltei para os Templos Mnjadra e Hagar Qim, fica um praticamente ao lado do outro. Ambos são lugares incríveis. Trata-se de um complexo megalítico, e datam de antes de Cristo. A construção do templo está alinhada de modo que nos solstícios os raios solares se projetam perfeitamente entre os portais onde penetra a luz solar que ilumina o templo.

Os templos de Malta estão entre os mais antigos do mundo, até mesmo antes das pirâmides do Egito. Impressionante como lembram templos do Peru, da Bolívia e Ilha de Páscoa. Tirei várias fotos para poder estudar depois, mas até hoje não pesquisei. O local está coberto para proteção, o que perde um pouco a beleza, mas nada que estraga o passeio.

Saindo desse lugar fui pegar o ônibus para voltar, aqui vale uma observação de que até os pontos de ônibus nessa ilha são bonitos!

Nesse mesmo dia, a noite, fui jantar em Paceville com uma italiana que conheci no hostel. Esse é o lugar badalado da noite em Malta, onde rola baladas e tudo mais.

Uma menina do Hostel tinha acabado de conseguir um emprego num barzinho, acho que era o único que tocava rock, e essa era a primeira noite dela lá. Depois do jantar demos uma passada no barzinho e estava fervendo de gente. É uma pena que, por diversas vezes, quando viajo, toda minha energia vai para aproveitar o máximo durante o dia, e quando chega a noite,  junta o cansaço e ansiedade para a exploração do dia seguinte que não me  sobram energias para  aproveitar as baladinhas.

Marsaxlokk

Marsaxlokk

O próximo passeio era num Domingo, então, não acordei muito cedo, minha amiga italiana já tinha ido embora, e eu fui para Marsaxlokk, uma praia linda! Possui cor de mar e céu incríveis, parecia o paraíso. Havia umas pessoas tomando sol, clima família. 

Nesse mesmo dia fui pra uma cidade chamada Tarxien, onde também havia um parque arqueológico, mas acabei não entrando, pois não me pareceu tão interessante. Passei também pelo Hypogeun, outro complexo que havia lido, que fiquei muito interessada em ir, mas você tem que fazer reserva antes (como li em alguns relatos), e  não pude entrar.

Tarxien  estava em festa, as ruas todas enfeitadas, mas vazias. Fui andando e andando quando me deparei com as pessoas da cidade vestindo camisetas azuis e passando pelas ruas tocando e jogando papéis picados, bem interessante. Acabei me enfiando no meio para ver no que dava, e perguntei para um senhor o que era aquela comemoração, e pelo o que entendi, é costume de cada cidade fazer esse tipo de comemoração com o grupo de música deles.

Vanessa em Tarxien

Vanessa em Tarxien

Quando estava indo embora, aguardando o ônibus, conheci um senhor, se não me falha a memória o nome dele era Francesco, que me disse que provavelmente o ônibus não passaria por ali, pois as ruas estavam fechadas por causa da festa, e ele quis me levar para fazer turismo em alguns lugares. Engraçado que conversei com ele numa boa e aceitei que me guiasse, talvez se fosse por aqui ou em outro lugar e situação não aceitaria.

Esse senhor nasceu na ilha de Gozo, mas atualmente mora na Austrália. Explicou-me que muitas construções de Malta eram hospitais de guerra, ou fortes de guerra. Impressionante como esse lugar realmente possui construções parecidas com aqueles lugares que vemos em guerra, como a Palestina e Israel, pelas cores ocres e pelas ruas estreitas.

Ao me despedir desse novo amigo, antes de voltar para o hostel, dei uma volta por Valletta para procurar um bar que queria ir. Li em algum lugar que esse local tinha uma escadaria, que em algumas noites eram enfeitadas por velas e regadas ao som de jazz. Sim, achei o bar, mas naquela semana não ia ter noites de velas. O lugar chama The Bridget Bar (foto mais acima). Ainda à noite, decidi sair para fotografar Malta iluminada. Um amigo turco do hostel foi comigo. Engraçado que já era super tarde, acho que já era por volta da 1 da manhã e ainda havia pessoas na rua e me senti segura de andar por lá.

Azurre Window

Azurre Window

vanessa-16-xlendiComo comentei, além de Malta, você pode visitar as ilhas Comino e Gozo. Reservei um dia para passar na Gozo. Acordei bem cedo, peguei um ônibus até o ferry. Acho que levou quase uma hora para chegar no ferry. Peguei o barco que ia até Gozo e depois escolhi o ônibus ‘Hop on hop off’, indicação do James, dono do hostel, para não perder tempo. Esse ônibus te deixa em um ponto da ilha, e a cada 45 minutos passa outro para te levar até outro ponto. Não é o meu preferido, mas foi bem útil.

O primeiro lugar que parei foi no Azure Window, lugar lindo, uma cor de céu azul, uma cor de mar azul, incrível. Havia um lugar com água verde, cheio de pedrinhas, umas portinhas coloridas para barcos. Passei um bom tempo lá.

Minha segunda parada foi em Xlendi. Mais um lugar lindo, cercado de gigantes montanhas. Andei até uma parte bem alta, uma vista deslumbrante. Essa baia tinha umas escadinhas onde as pessoas tomavam sol. O lugar era rodeado por restaurantes.

Marsalforn

Marsalforn

Próxima parada foi em Marsalforn, outro lugar muito bonito, parecia mais uma vila de pescadores. Tentei não ficar muito tempo por lá, pois queria visitar o templo Ġgantija. Quando o ônibus chegou foi o mesmo motorista que me pegou logo no início e se lembrou quando perguntei do templo, e me deu a notícia que já estava no horário de fechamento, aí fiquei tão triste e decepcionada, porque era um dos lugares que mais queria visitar!!! Aliás, até hoje não acredito que não visitei! Um dia não foi suficiente para ilha de Gozo, e tive que voltar para o ferry.

Atenção ao tempo – se você é uma pessoa  rápida ok, porém se é uma pessoa que gosta de desfrutar e explorar um pouco mais o lugar, aconselharia a passar uma noite e explorar Gozo ao menos por dois dias.

Meu último dia foi em Valletta. Acordei pela manhã e já deixei quase tudo ajeitado para minha partida. Passei o dia em Valletta, procurei algumas lembrancinhas para trazer, perdi um bom tempo com isso, porque achei os souvenires caros. Passei num restaurante e comi brusquetas com Cisk, a cerveja local.

Fim de viagem, planos para voltar

No último dia, estava caminhando pela orla, e estava um lindo entardecer, mas eu estava triste porque não queria ir embora daquele lugar. Engraçado como algumas sensações não tem explicação, simplesmente queria ficar mais tempo ali.

Faltaram outros locais para conhecer, acabei não indo em alguns pontos mais badalados e também deixei de ir em algumas praias. Pensando bem é  possível que volte para Malta nas minhas próximas férias.

Foi a primeira vez que viajei sozinha. Com toda liberdade de ir e vir para onde tivesse vontade, de comer a hora que quisesse, de me ouvir, de seguir por onde a intuição me guiasse.

Parei para ouvir as histórias de pessoas que cruzaram meu caminho, e isso me fez enxergar o quanto somos parecidos em nossos receios, vontades e histórias de vida. Foi muito especial estar nessa ilha, foi uma mistura de sensações e pensamentos.

Em contrapartida, também foi como se estivesse provando, com a pontinha do dedo do pé, se a água estava boa para o banho, como um bebê tentando as primeiras palavras ou passos. Foi preciso voltar para casa para entender o que eu poderia ter feito de diferente para tirar maior proveito dessa viagem.

Estar sozinha nem sempre nos dá a coragem necessária para explorar tudo, e só me dei conta disso quando voltei. Esse foi um aprendizado que levei para minha segunda viagem sozinha. Preciso de mais algumas viagens e aí o negócio vai ficar muito bom! 😉

Todas as fotos são de autoria do entrevistado e cedidas para uso exclusivo do Itinerário de Viagem. Direitos reservados, por favor, respeite!

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