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VÁRIOS OUTROS ARRONDISSEMENTS
Postado por Estela T em Maio 14, 2014 Editado em novembro 15, 2017

Nesta página você lerá nossas passagens por vários outros bairros de Paris, ou VÁRIOS OUTROS ARRONDISSEMENTS. 

 

Metropolitain

 

Estação Abbesses uma das mais belas entradas

Estação Abbesses uma das mais belas entradas

O metrô... tão útil e extenso... com 14 linhas cortando Paris abrangendo 303 estações.

Para sua primeira viagem a Paris recomendo um aplicativo de smartphone com mapa offline. Mas é importante saber onde quer ir e qual metrô ou trem está por perto. Mas para quem prefere usar um mapa de papel é bom saber que para entender o metrô é sempre bom estar acostumado a usar um bom mapa. Eu disse, BOM mapa. Nada de comprar um mapinha geral e meia boca senão você vai ficar furioso.

A primeira vez que fui a Paris não estava com nenhum recurso tecnológico, então compramos um mapa em uma banca de jornais/revistas em Paris e custou uns €4,5... era legalzinho, porém, ao destacar alguns nomes de monumentos e bairros de forma escandalosa, cobria exatamente a rua que queríamos ir. Lógico que Murphy está sempre rondando perto da gente. Mas de forma geral, o mapa tinha todas as ruas, travessas, ruelas da cidade e com as indicações do metrô, do trem (RER) e das atrações turísticas. Tinha até um pequeno mapinha do metrô e do RER. Na segunda vez, além de já ter muita noção das direções e onde ficavam os lugares, estava com um aplicativo ótimo.

A dica para melhor usar o metrô é decorar e prestar atenção nas estações e localidades que você pretende ir ou voltar. Por exemplo (da minha primeira visita à Paris), pra gente voltar pro hotel, seguíamos sempre as estações que desembocariam até a região de Porte de la Chapelle. Em cada plataforma, corredor ou perto da catraca, há um mapa da região e um mapa do metrô. Todas as linhas possuem cores e números, o que facilita na hora de decidir qual caminho seguir e onde será necessário fazer uma baldeação.

Como Paris é uma cidade altamente turística, perambular de metrô pode não parecer uma opção muito convidativa porque te restringe a caminhar e conhecer as ruas. Mas saiba que também é interessante apreciar as plataformas de várias estações. Algumas são feias e sujas, mas outras são bonitas e algumas se destacam de outras. A estação Concorde, por exemplo, é como se você estivesse numa sopa de letrinhas, mas na realidade, está decorada desta forma pela artista Françoise Schein desde 1991 com o texto da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, então, não é uma coisa aleatória e à toa.

Bem, eu sempre acho que viajar e apreciar algumas coisas que quase ninguém aprecia é estar com o estado de vida elevado. Portanto, se você acha uma perda de tempo ou um desperdício andar por lá de metrô, tente ver com outros olhos as estações que você passar. É lógico que há trens sujos, pichados e fedendo a urina. Mas não são todo assim.

Estação Concorde

Estação Concorde

Estação Cité

Estação Cité

Turistas comprando na máquina "cor de diarréia" (tarja marrom meio laranja)

Turistas comprando na máquina "cor de diarréia" (tarja marrom meio laranja)

Com o metrô de Paris é possível ir a quase todos os lugares, pelo menos dá para ir na maioria dos pontos turísticos.

Uma dica que passo para você utilizar bem o metrô é ter em mente que cada bilhete te dá direito a apenas UMA viagem por €1,70 e intermináveis baldeações enquanto você estiver embaixo da terra. Para economizar um pouco, vale a pena comprar o pacote de 10 bilhetes por €13,70.

Em todas as estações existe a bilheteria no estilo "self-service". Se tiver dúvidas de como utilizar a máquina, um funcionário do metrô pode te ajudar. Mas só há funcionários na bilheteria hein? Vale lembrar que os parisienses utilizam o "cartão eletrônico" (naviGO) muito parecido com o "bilhete único" paulistano. Eles carregam o cartão nas máquinas "self-service" de cor verde e passam somente na catraca que recebe este sistema. Para nós turistas que necessitamos somente dos bilhetes de papel, compramos na bilheteria cor de diarreia (meio marrom e meio laranja) e depois passamos nas catracas que aceitam somente bilhetes de papel. É bom se atentar às distintas catracas para você não travar a fila da entrada do metrô.

Depois que você utiliza o bilhete do metrô ele é devolvido com um carimbo atrás. O mesmo bilhete pode ser utilizado no ônibus ou tram (mas não o carimbado e usado, lógico!).

DICA: Dizem que depois que você passar pela catraca, deve-se guardar o bilhete carimbado com você porque um fiscal do metrô pode pedir a você... eu nunca vi e nem nunca fui abordada, mas vale como dica! (Note: eu sempre joguei logo depois que usei... Mas na próxima vez, guardarei todos até sair do subterrâneo!)

Catraca reservada para naviGO e outra para bilhetes

Catraca reservada para naviGO e outra para bilhetes

Para te convencer de que vale a pena observar algumas estações de metrô, vá na plataforma de embarque da estação "Arts et Métiers" (somente para a plataforma em direção ao Châtelet). Ela é toda decorada e notadamente linda de forma industrial do século XIX. Literalmente "Artes e Ofícios" com o mesmo nome do Musée des Arts et Métiers, é a intersecção de duas estações de metro: a linha 3 inaugurada em 19 de Outubro 1904 e a linha de 11 inaugurada em 28 de Abril de 1935.

Para marcar o bicentenário da Conservatoire National des Arts et Métiers, em 1994, a estação foi redesenhada pelo artista belga de quadrinhos François Schuiten no estilo steampunk, que lembra as obras de ficção científica de Júlio Verne. Na plataforma há uns buracos envidraçados com máquinas em miniatura. Infelizmente os vidros estão mal conservados, impedindo fotos melhores das que eu tenho. Além disso, tinha um mendigo muito doido, fazendo sons estranhos, o que me impediu de me aproximar mais dos buracos.

Outra estação bonita é a Franklin D. Roosevelt. Para quem acha que francês não gosta de americano, eis a prova de que mitos podem ser desmascarados. Esta estação tinha outro nome e  tornou-se estação Franklin D. Roosevelt em 1946, quando a Avenue Victor-Emmanuel III que fica próxima à estação foi renomeado como Avenue Franklin D. Roosevelt, em homenagem a este presidente norte-americano e que foi aliado da France durante a Segunda Guerra Mundial.

Percebi que várias outras estações estão recebendo um trato, inclusive a movimentada estação Louvre. Certeza de que ficarão bonitas como estas duas. Não sei quando as obras acabarão, algumas estão tão feias com os rebocos da reforma e até mesmo escuras, mas tudo vale vai valer a pena.

Arts et Metiers, Metropolitain, Paris, France
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textos e fotos de Itinerário de Viagem

 

 

Galerie Vivienne

2º Arrondissement: Bourse

A Galerie Vivienne é uma passagem de luxo construída em 1823 de acordo com os planos do arquiteto François-Jean Delannoy. Listada como monumento histórico em 1974, possui 176m de comprimento e 3m (9,8 pés) de largura. Inaugurado em 1826 com o nome de "Marchoux", foi rebatizado como "Vivienne" logo depois. No início atraía visitantes com suas lojas de alfaiataria, sapateiros, loja de vinhos, restaurantes, livrarias Jusseaume Draper, confeitaria, etc.

Com a construção e estabelecimento de comércios nas regiões de Madeleine e Champs-Élysées, a Galerie Vivienne teve um declínio. Em 1960 a galeria voltou a ser muito ativa com lojas de moda e de decoração doméstica. Jean Paul Gaultier e as lojas Yuki Torii instaladas lá em 1986 ajudou com a ressurreição da galeria. Ela agora abriga muitas lojas que vendem roupas e artigos de decoração.

Quando cheguei na galeria era muito cedo. Nenhuma loja estava aberta mas, pelo menos, pude andar pela galeria e ver a sua arquitetura. É bem sóbria pela simplicidade e muito procurada para fotos de casamento. Não vi nenhuma loja aberta mas felizmente, quase não havia pessoas!

Metro: Bourse (linha 3)

Galerie Vivienne, Paris, France
Galerie Vivienne, Paris, France
Galerie Vivienne, Paris, France
Galerie Vivienne, Paris, France

textos e fotos de Itinerário de Viagem

 

 

Galerie Colbert

2º Arrondissement: Bourse

A Galerie Colbert é bonita. Para quem está visitando a Galerie Vivienne, não é nada sacrificante dar um pulo aqui também (e vice versa). Propriedade do Institut National d'Histoire de l'Art (Instituto Nacional de História da Arte), é o lar de muitas instituições relacionadas com a história da arte e patrimônio cultural. O nome provém devido à sua proximidade ao antigo Hotel Colbert e foi construída em 1826 para competir com a Galerie Vivienne. Depois de renovação em 1980, foi comprada pela Bibliothèque Nationale de France (Biblioteca Nacional da France), em seguida, transferida para o Institut National d'Histoire de l'Art e é o lar de muitas instituições relacionadas com a história da arte e patrimônio cultural.

Acredito que é a galeria mais bonita de todas. Com lamparinas redondas ornando o corredor, pilares em tom areia, um centro envidraçado elegante, enfim... vale a visita! Assim como na Vivienne, era bem cedo e eu estava praticamente sozinha no local e todos os estabelecimentos fechados. Possui poucas lojas e alguns ateliês de arte.

Metro: Bourse (linha 3)

Galerie Colbert, Paris, France
Galerie Colbert, Paris, France

 

 

Passage des Panoramas

2º Arrondissement: Bourse

 

Passage des Panoramas, Paris, FrancePassage des Panoramas é uma outra passagem comercial coberta e talvez uma das primeiras neste estilo na Europa (com os telhados de vidros, diferentes dos souks do Oriente Médio). A passagem foi construída em 1799 no antigo local do hotel privado Montmorency-Luxembourg. Seu nome vem de uma atração instalada acima da entrada original: duas rotundas onde vistas panorâmicas representando as paisagens das grandes cidades foram projetadas. As rotundas foram destruídas em 1831. Na década de 1830, o arquiteto Jean-Louis Victor Grisart reformou a passagem e criou três galerias adicionais dentro do bloco de casas:. Galeria Saint-Marc paralelos com a passagem, a galeria do Varietes que dá acesso à entrada dos artistas do teatro do Varietes, e as galerias de Feydeau e Montmartre. Stern o famoso gravador lá se estabeleceram em 1834, em seguida, comerciantes de cartões postais e selos postais , e alguns restaurantes mudaram-se para lá. A parte da passagem perto da avenida Montmartre é ricamente decorada, enquanto a parte distante é mais modesta. A passagem, como era em 1867, é descrita no capítulo VII do romance de Émile Zola Nana.

Lá dentro conheci a loja de doces e biscoitos “La Cure Gourmande” (possui em outros endereços). A loja chama a atenção pelas belas embalagens de latas que vende. Dependendo da lata, se você quiser levar sem nenhum quitute dentro, custa a partir de 5... caso queira levar com alguma gostosura dentro, a lata é de graça a partir de um Kg mínimo, lógico. Vale a pena provar, comprar, comer. Ninguém que ganhou de mim algo de lá reclamou, muito pelo contrário...

Metro: Grands Boulevards ou Richelieu - Drouot (linha 8 ou 9)

 

 

Passage des Panoramas, Paris, France

 

Rue Saint Denis + Porte Saint-Denis

2º Arrondissement: Bourse

Eu sempre mapeei a região da rue Saint-Denis como um local para ser evitado, mas por incrível que pareça, andei boa parte dela porque, para ir na Passage du Grand Cerf (que estava fechado quando fui) não tem como não passar por perto, e nesta ocasião, não só andei perto como andei NA rue Saint-Denis.
 
Evito porque é uma rua com muitas casas de prostituição, mas como era feriado, acho que até estes profissionais pegaram uma folga.
 

 

Porte Saint-Denis, Bourse, Paris, France

bourse-03Mas no final da rua, fazendo divisa com o 10º arrondissement Republique está a imponente Porte de Saint-Denis (foto ao lado). Este belo monumento foi projetado pelo arquiteto François Blondel e pelo escultor Michel Anguier a mando de Louis XIV em honra de suas vitórias sobre o Reno e em Franche-Comté. Construído em 1672 e pago pela cidade de Paris, substituiu um portão medieval nas muralhas construídas por Charles V, no século 14.

Chega a ser meio surreal estar numa rua meio degradada com várias prostitutas e de repente surge na sua frente este monumento lindo!
Metro: Étienne Marcel (linha 4) ou Strasbourg - Saint-Denis (linha 4, 8 ou 9)

Para quem tem curiosidade de saber como era o arco e a região no começo do século XX, veja esta foto colorida ao lado, de Alber Khan, um banqueiro francês que pôde colorir as fotos na época

 

Opera Garnier Paris

9º Arrondisement: Opera

opera-garnir-paris-01Um dos arrondisements mais bonitos de Paris é o 9º.

Chamado de Opera por abrigar a Opera Garnier que é um prédio de beleza insuperável.

Infelizmente ainda não consegui conciliar um espetáculo neste edifício, mas não foi por falta de tentativas. A admiração quanto ao prédio por enquanto fica do lado de fora e em relação à sua história.

Construído em 1859 em estilo neobarroco no projeto do arquiteto Charles Garnier (e vem daí o nome), foi inaugurado no começo de 1875 com a apresentação da ópera A Judia, de Halévy, e trechos de Os Huguenotes, de Giacomo Meyerbeer.

Hoje, quando a Opera está fechada, muitas pessoas ficam sentadas nas

 

Galeries Lafayette Paris

9º Arrondisement: Opera

galeries-lafayette-01A Galerie Lafayette é um centro comercial que não é exclusivo de Paris, existe filiais em outras cidades francesas.

Todas as vezes que fui a Paris, sempre entrei lá porque além de ser um prédio de arquitetura linda com aquele teto majestoso, eu gosto de comprar lá. Adoro os centros comerciais de departamento europeus e acho que eu peguei esse gosto quando estive em Londres, já que ia muito na Selfridge. Adoro esse tipo de shopping mall onde posso provar várias coisas de várias lojas juntas e depois pagar.

O prédio começou a se transformar em comércio a partir de 1896 quando dois comerciantes começaram a compraram prédios da região da rue La Fayette, por isso que o"Galeries" é no plural. A loja principal da Galeries Lafayette é também conhecida como Galeries Lafayette Haussmann e tem 10 andares. Portanto, se você é consumista, pode ficar várias horas "preso" neste templo do consumo.

Endereço: 40 Boulevard Haussmann

 

Canal Saint-Martin

10º Arrondissement: Republique

Canal saint Martin, Paris, FranceO Canal Saint-Martin possui 4,55km de extensão e foi construído a mando de Napoleon, a partir de 1802, para levar água limpa para a região central de Paris. Na segunda metade do século XIX, serviu de modelo para pinturas impressionistas de nomes como Alfred Sisley (procure no Musee d'Orsay). Em 1936, Edith Piaf gravou uma música que celebrava o lugar e, dois anos depois, Marcel Carné filmou no canal o filme "Hôtel du Nord". Na literatura, foi cenário de livros de autores como Georges Simenon. Com todos estes exemplos que inspiraram tanta gente boa, você realmente vai ignorar este lugar?

A região é um pouco afastada dos principais circuitos turísticos parisienses, mas com o metrô tudo fica fácil. Li que o bairro está virando um "celeiro de jovens estilistas" e também virando o reduto de alguns dos melhores restaurantes que integram o movimento chamado "bistronomique" (que apostam na combinação entre comida de alta categoria, bom serviço e preços acessíveis).

Eu cheguei no canal Saint Martin em uma manhã fria. Até a porta do hotel + metrô e a minha chegada no canal, o tímido sol havia se escondido totalmente atrás das cinzentas nuvens. Então, minhas fotos não ficaram boas. Na verdade, ficaram péssimas. O local realmente não é infestado de turistas e possui uma atmosfera calma, com pessoas fazendo cooper ao seu redor. Como era muito cedo, não consegui absorver a atmosfera de como deve ser quando tudo está em andamento e aberto. Mas vale a pena checar este local! E se você tiver mais sorte que eu, certeza que o sol estará brilhando!

Metro: várias opções como Louis Blanc (linha 7 e 7bis) ou Jaurès (linha 2, 5 ou 7bis) ou Jacques Bonsergent (linha 5) ou Riquet (linha 7) ou Laumière (linha 5) ou République (linha 3, 5, 8, 9 ou 11)

 

Le Chalet Savoyard

11º Arrondissement: Bastille

Raclete do Le Chalet Savoyard, Paris, FrancePara quem não sabe, raclette é o nome de um queijo que também pode ser usado para fazer fondue. Mas raclette também é o nome de um prato típico suíço. Na sua preparação, o queijo é aquecido por uma estrutura que mais parece um cano de forno portátil, e você deve raspar o queijo que derrete sobre os pratos. O termo deriva do francês racler, que significa "raspar".  O queijo é apreciado acompanhado de batatas pequenas cozidas e uma bebida quente ou um vinho branco. Vários acompanhamentos podem ser utilizados como o pickles, o presunto cru, lombo defumado, salame, copa, etc.

Eu já conhecia esta iguaria quando ia num bistrot francês em São Paulo. A raclette de lá era diferente, não tinha uma peça e meia de queijo disponível e nem toda esta técnica da foto ao lado, mas mesmo assim era muito bom!. Estando em Paris, encontramos a Le Chalet Savoyard, que prometia servir a raclette tradicional. Reservei a mesa e fomos ao restaurante uma noite brutalmente fria. Chegando no restaurante, encontrei uma casa clara e bem animada, com poucos turistas, um ambiente aconchegante e estava bem quentinho. Para cada mesa que pedia uma raclette, mais o ambiente ficava mais quente, o que me deixou com a pressão baixa.

A predominância é de jovens frequentadores. O pickles estava muito bom, abrindo ainda mais o apetite! Todos os embutidos combinaram muito bem com o queijo "Motbier", mas acredito que da próxima vez que eu comer este prato, pedirei um queijo mais forte. O queijo vai escorrendo tão rápido que a gente não deu conta e nem foi preciso raspar o queijo!. No final o rapaz corta a casca queimadinha e fala para experimentarmos. Muito bom! Mas eu estava explodindo de tanto, mas tanto comer! O valor foi de €23 por pessoa, mas só a raclette. E na boa? Valeu cada centavo!

Informações:
Endereço: 58 Rue de Charonne, 75011 Paris
Telefone: +33 1 48 05 13 13 - 
Ligar para fazer reservaMetro: Charonne (linha 9) mas você anda bastante e outra opção é a Ledru-Rollin(linha 8)

 

Place de la Bastille

11º Arrondissement: Bastille

Place de la Bastille, Paris, FranceO lugar hoje já foi o local da prisão da Bastille que foi destruída entre 1789 1790 durante a Revolução Francesa. Hoje não há nenhum vestígio da prisão.


No meio da praça, que na verdade é uma grande rotatória, fica a Colonne de Juillet que comemora os acontecimentos da Revolução de Julho (1830). Outros pontos notáveis e próximos são: a Ópera de la Bastille, a estação de metrô Bastille e uma seção do Canal Saint-Martin.

Devido a seu significado histórico, a praça é muitas vezes o local ou ponto de partida de manifestações políticas, incluindo a enorme manifestação anti-CPE de 28 de marco de 2006.

Há um fato interessante na história deste lugar: em 1808, sem a prisão neste lugar e como parte de vários projetos de melhoria urbana de Paris, Napoleon planejou um monumento em forma de um elefante. Ele foi projetado para ter 24m de altura, e deveria ser feito a partir do bronze de canhões tomados do exército espanhol. Deveria ser tão alto que o acesso à parte superior seria feito através de uma escada projetada em uma das pernas. No entanto, apenas um modelo de gesso em larga escala foi construída. Victor Hugo imortalizou o monumento na novela Les Miserábles, onde, no livro, é usado como abrigo por Gavroche. O monumento de gesso foi demolido em 1846.

Em 1833, Louis-Philippe decidiu construir a Colonne de Juillet, como originalmente planejado em 1792 e esta foi inaugurada em 1840. Para chegar lá, desça na estação Bastille (linha 1, 5 ou 8).

 

Catacoumbes de Paris

14º Arrondissement: Montparnasse

catacoumbes-de-paris-01O dia estava chegando perto das 16h e precisávamos ir para o show do Soundgarden no Zénith de Paris. Mas antes fomos até as Catacoumbes de Paris. Não lembro de qual estação partimos, mas as catacumbas ficam próximas à estação Benfert Rochereau. Ao sair do metrô, a placa indicando o local da entrada para as Catacumbas é uma tremenda pegadinha. Ficamos perguntando às pessoas para facilitar a vida.

A fila estava grande, ficamos preocupadas com o tempo. Mas se estávamos lá, era para entrar.

Cavadas em pedra na época do Império Romano, as catacumbas hoje guardam ossos e crânios antigos. Milhares de corpos em decomposição foram levados para lá na década de 1780, para absorver o excesso insalubre do Cemitério de Les Halles.

São 2km de andança dentro das catacumbas. São escadas intermináveis para descer e depois corredores intermináveis. Leva um tempo até chegar a ver os ossos. E depois, são tantos e tantos que a gente fica até atordoada. Quantas pessoas estão lá? Algumas são tão antigas...

E anda, anda, anda. Tenta tirar fotos, mas a iluminação é péssima. Eles pedem para não tirar fotos com flash, ok, vamos respeitar. Mas a qualidade das fotos fica péssima. A câmera não consegue estabilizar com pouca luz.

No final da travessia há goteiras. Que nojo!!!! O chão molhado e aquela argila cinza espirrando conforme você anda é muito nojento. Fica meio friozinho lá embaixo, mas de repente, você percebe que o passeio acabou. Subimos uma escada espiralada igualmente interminável. E no final da dolorosa subida, um fiscal das Catacumbas espera por você. Isso mesmo... você tem que abrir a sua bolsa ou sacola para ele checar se você não pegou um crânio, uma fíbula ou um tíbula como souvenir... No começo não entendi porque ele queria ver minha bolsa, e foi aí que ele abriu um saco cheio destes restos mortais que ele "confiscou" de pessoas imprudentes. Em se tratando de ser humano, o inimaginável acontece... sempre!

PS: sem fila preferencial para Paris Pass. Aconselho você ir com roupas mais claras porque se for com roupa escura, a argila molhada vai grudar de um jeito na sua roupa, que vai ser difícil tirar apenas molhando com água. E sem falar que sua roupa escura deve ficar uma meleca, caso você tente tirar a argila da sua roupa. Eu estava com uma saia comprida branca. Quando chegou a hora das goteiras, subi a saia até os joelhos e pronto! Só sujei as canelas. Mas quando fui perceber, eu parecia uma mendiga no metrô hahahaha!

Informações:
Horário de funcionamento:
de terça a domingo das 10-17h. Fechado às segundas e feriados de 01/Jan, 01 e 08/Mai, domingo de Páscoa, Ascensão, Domingo de Pentecostes, 14/Jul, 15/Ago, 01 e 11/Nov e 25/Dez.
Entrada: €8
MetroBenfert Rochereau (linha 4 ou 6)

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Le Zénith de Paris

19º Arrondissement: Buttes Chaumont

 

SOUNDGARDEN

Le Zénith de Paris é uma casa de shows muito boa. Ele fica lá no extremo nordeste da île de France. Não levamos câmera porque não sabíamos como funcionava o esquema desta casa de shows. Uma pena, porque para isso não teríamos problema algum.

Felizmente em fevereiro (3 meses antes da viagem) a luz da sabedoria fez com que eu comprasse o ingresso na "arquibancada". Ainda bem que foi assim... Não conseguiríamos ver o show da pista. Acho que ficaríamos sentadas no chão porque estávamos extremamente cansadas. E na arquibancada, vimos o show sem nenhum cabeção na frente, sentadas e de frente para o palco. Nossa, foi perfeito! (note: cadeiras não numeradas)

A banda foi pontual, antes teve um show de abertura de uma banda que nem lembro o nome. Não foi muito bom a ponto de eu me interessar e registrar aqui. Mas quando o Soundgarden entrou com a introdução de Searching w/ my good eye closed, meu... deu um baita arrepio. Primeiro porque adoro a música, segundo que é uma realização ouví-la ao vivo já que não é o tipo de música que teve um videoclipe para as pessoas a conhecerem e terceiro, a realização de finalmente ver e ouvir ao vivo esta banda foi animal demais!

Músicas como Hands All Over, Love Loud e Flower foram tocadas. Nem dá pra acreditar que eu estava ouvindo estas músicas. São super velhas e quase ninguém sabe cantá-las! Eu não estava acreditando que estava cantando junto com Mr. Cornell aquelas músicas, foi um êxtase!

Na internet eu achei mais ou menos o set list, mas faltou a música Flower. Com certeza o cara eu transcreveu o set list não conhece esta música kkkkk. O som estava muito ruim, impressionante para uma casa de shows aparentemente boa... pois é... nem tudo no primeiro mundo é de primeira...

Vale lembrar mais um detalhe: comprar um ingresso para um show lá foi a coisa mais fácil, inteligente e humana do mundo. Não há taxa de (in)conveniência absurda como no Brasil (onde os ingressos ficam de 40% até 100% mais caros em relação ao valor original) e você pode imprimir o ingresso na sua impressora de casa! (em 2012 não tínhamos esta comodidade).

O valor deste show foi €65 e na época, com o euro alto, acabou ficando R$165. Jamais um show deste ficaria neste preço em São Paulo... ficaria de uns R$250 a sei lá quanto...

 
Pertinho de lá estão o Cité des Sciences et de l'Industrie e o parque La Villette. Este árque, no verão, possui uma boa opção de cinema ao ar livre. Desde filmes franceses quanto estrangeiros, você assiste de forma gratuita e pode alugar espreguiçadeiras. O cinema ao ar livre não impede o uso que pessoas com restrições auditivas e visuais porque possui equipamentos especiais. As projeções acontecem em Julho até final de Agosto, todas as noites. Aproveite e faça um piquenique!

Metro: Porte de Pantin (linha 5) mais perto da Cité de la Musique ou o 
Porte de la Villette (linha 7) mais perto da Cité des Sciences et de l'Industrie

 

 

Cimetière du Pere Lachaise

20º Arrondissement: Pere Lachaise

Cimetière du Père-Lachaise é o maior cemitério de Paris e um dos mais famosos do mundo por conta de seus ilustres "hóspedes". Desde a sua concepção, o cemitério teve cinco ampliações: em 1824, 1829, 1832, 1842 e 1850, passando de 17 hectares a 43 hectares. O cemitério recebeu a atual denominação em homenagem a François d'Aix de La Chaise (1624-1709), dito "le Père La Chaise" (o 'pai' La Chaise), confessor do rei Louis XIV de France, sobre quem exerceu influência moderadora na luta contra o jansenismo.

O primeiro enterro do cemitério ocorreu em 21 de maio de 1804, de uma pequena menina de apenas cinco anos. Todavia, os parisienses não aceitavam de bom grado o cemitério porque a localização do mesmo estava distante do centro, numa zona de difícil acesso. Esta situação só mudou quando foram transferidas as ossadas de importantes personalidades, acalmando as críticas negativas da elite parisiense.

O meu primeiro contato com o Pere Lachaise foi no dia 01 de Maio, dia do trabalho = feriado. Como é um cemitério, não imaginava que estaria fechado. E não é que estava? Não só eu imaginava que estaria aberto, mas guias com ônibus cheios de turistas também acharam. Mas de toda forma, foi bom eu ter dado com a cara na porta, porque na manhã do dia 03 de Maio voltei com um sol maravilhoso, amenizando as imagens das lápides.

Cimetiere du Pere Lachaise, Paris, France

 

 

 

 

Eu já sabia quem eu ia visitar, portanto, peguei o mapa dos túmulos na internet e adicionei os pontinhos no meu app do smartphone e foi muito fácil achar todos! O cemitério é bem "habitado" e de certa forma, harmonioso. Ele tem cara de cemitério, o que me fez achar "desgusting" ver pessoas comendo dentro dele, para mim isso não combina! Se fosse um cemitério com cara de parque, ok...

Mas enfim... Destaco os túmulos de Jim Morrison (eu sempre quis ir lá desde minha adolescência, acreditam?), do Frèderic Chopin e do Oscar Wilde. Todo mundo vai sempre procurar os mesmos que você está procurando... então, se não tiver um aplicativo no seu celular, junte-se a todos os turistas!

 

Entre os famosos você pode "visitar":

  • Honoré de Balzac (1799-1850), escritor (divisão 48)
  • Oscar Wilde (1854-1900), escritor e dramaturgo irlandês (divisão 89)
  • Marcel Proust (1871-1922), escritor francês
  • Colette (1873-1954), escritora francesa (divisão 4)
  • Eugène Delacroix (1798-1863), pintor francês
  • Max Ernst (1891-1976), artista alemão (divisão 87)
  • Horácio Pinto da Hora (1853-1890), pintor brasileiro, um dos mais destacados do Romantismo
  • Camille Pissarro (1830-1903), pintor francês
  • Amedeo Modigliani (1884-1920), pintor e escultor italiano
  • Auguste Comte (1798-1857), filósofo francês (divisão 17)
  • Frédéric Chopin (1810-1849), compositor polaco (divisão 11)
  • Jim Morrison (1943-1971), cantor do The Doors (divisão 16)
  • Édith Piaf (1915-1963), cantora francesa (divisão 97)
  • Molière (1622-1673), autor de teatro francês (divisão 25)
  • Marcel Camus (1912-1982), cineasta francês
  • Marcel Marceau (1923-2007), ator e mímo francês
  • Isadora Duncan (1877-1927), dançarina americana (divisão 87)
  • Ao sul do cemitério encontra-se o Muro dos Federados, contra o qual 147 dirigentes da Comuna de Paris foram fuzilados em 28 de maio de 1871.

 

Cimetiere du Pere Lachaise, Paris, France
Cimetiere du Pere Lachaise, Paris, France
Cimetiere du Pere Lachaise, Paris, France
Cimetiere du Pere Lachaise, Paris, France

 

 


 

Clique na imagem abaixo para abrir o mapa dos lugares indicados neste blog:

 

mapa eiffel mapa paris
VIAGEM REALIZADA EM MAIO DE 2012 (TEXTO PRETO) E ABRIL E MAIO DE 2014 (TEXTO VERDE)

 

Mais lugares para conhecer:

 

  • Du Pain et Des Idées é uma padaria (boulangerie) tradicional e bem cotada na 34 Rue Yves Toudic, 75010 Paris. Pertinho para quem visita o canal St Martin.
  • Um que eu me arrependo de não ter ido foi o Restaurant Vivant na 3 Rue des Petites Écuries, 75010 Paris, que é aquele lugarzinho que parece uma miragem... do jeitinho que eu adoro, bem cara boêmia! Também no 10º arrondissement... perto do hotel Ibis que eu fiquei...
  • Uma comida diferente é a de origem curda do Urfa Dürüm. Comida simples no endereço 58 Rue du Faubourg Saint-Denis, 75010 Paris, perto da St. Denis também no 10º arrondissement.
  • Le Verre Volé é um bistrô no 10º, endereço 67 Rue de Lancry, 75010 Paris. Este fica ainda mais próximo do Ibis...
  • Restaurant Le Baratin fica perto de Belleville e parece ser muito bom e tradicional. A dica é provar um vinho rosê masserado, além da lula. Os vinhos de lá são bons e considerados da nova tendência. Endereço 41 Boulevard Saint Marcel, 75013 no 19º arrondissement.
  • Uma dica é a Grande Pharmacie de la Paix que fica perto da Ópera (24 Rue de la Paix, 75002 Paris) com bom atendimento e boa variedade de produtos!
  • Cité des Sciences et de l'Industrie
  • Parque La Villette
  • La Defense: maior centro financeiro de Paris
  • Porte Saint Martin no 2th arrondissement.
  • Rue Dénoyez no mesmo arrondissement do Pere Lachaise é uma rua onde é permitido a arte do graffitte. Então, cada vez que você for, pode ser que haja uma arte diferente.

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