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SÃO PAULO III
Postado por Estela T em agosto 3, 2017 Editado em dezembro 7, 2017

SÃO PAULO III: Dicas da região da Paulista com sugestões de passeios e etc.

 

Abri uma página apenas para a região da Paulista porque, segundo o mapa do município de São Paulo, a Paulista fica na divisa do Centro e da zona Oeste. Outro fator que contribuiu para esta segregação é que, esta região tem muita coisa (e que aos poucos vou adicionando aqui) e é muito conhecida pelos turistas. Então, achei melhor deixar separada para facilitar a leitura.

Então espero que eu possa contribuir com você a descobrir ou até mesmo redescobrir a São Paulo!

Nota: a cidade foi dividida por regiões conforme definição do site SP-Turismo da Prefeitura da Cidade. Nesta terceira página você encontra sugestões para conhecer na região da Paulista. Na página São Paulo I você encontra as regiões Centro e Sul e na página São Paulo II você encontra as zonas Leste, Oeste e Norte. São Paulo tem muita, mas muita coisa, portanto, a todo momento as 3 páginas estão sendo alimentadas por novas fotos e mais conteúdo, ou seja, mais destinos para você conhecer!

 


 

MASP - Museu de Arte de São Paulo

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A Fachada do MASP

Acho que o MASP é um dos prédios símbolos da cidade porque não tem jeito.... ele é lindo. O nome oficial do museu é Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand. Apesar de ser pequeno, é um dos museus mais importantes do Brasil.

O prédio é uma história à parte... Concluído em 196, o projeto foi da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, no estilo brutalista brasileiro. O prédio possui uma forma inusitada para a época, mas a arquiteta seguiu a exigência do plano diretor da cidade em deixar a vista para o vale em direção ao centro da cidade, desobstruído de paredes. A solução genial que Lina Bo Bardi deu foi o gigante vão livre.

Hoje podemos observar que o "vale" não foi lá preservado e muitos arranha-céus foram jogados lá naquela parte de trás. De toda forma, o vão livre ainda nos oferece uma vista legal.

A instituição MASP foi fundada em 1947 pelo paraibano Assis Chateaubriand e hoje abrange uma coleção de arte ocidental notável, com obras de relevância mundial. A predominância fica nas obras francesas e italianas, além de uma boa seção de arte brasileira.

Como o museu é pequeno, a visita não é demorada. Acho que você pode levar de 2 a 3 horas para apreciá-lo com muita calma. Infelizmente a arte contemporânea é praticamente nula.

O museu possui uma das maiores bibliotecas especializadas em arte do país.

 

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Agora dá até pra ver os detalhes do verso das obras!

O museu possui 3 andares. No último andar você pode apreciar as obras do acervo permanente. No primeiro e no subsolo, geralmente tem uma exposição temporária. Desta vez que visitamos, não havia nada no primeiro andar (somente no subsolo e o acervo permanente), então a visita foi bem rápida.

Para quem não sabe, recentemente (final de 2016) a expografia do museu mudou (ou voltou a ser como era antes). Quando foi inaugurado o museu, a arquiteta também havia implementado uma expografia muito moderna, porém, não sei por que, em 1996 o museu mudou seu conceito, guardou os cavaletes que sustentavam as obras de arte e adicionou paredes bem "coxinhas" para ficar bem "coxinha" como qualquer outro museu "boring". E era justamente este museu convencional que eu conhecia.

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Os cavaletes de Lina Bo Bardi sustentam as obras de uma forma tão digna e moderna que me surpreendi muito positivamente quando vi! Espero que nunca mais mudem isso!

Além disso, a iluminação melhorou muito! Antes nem dava para ver algumas obras direito, porque a luz explodia no verniz das telas... Digamos que o MASP é um novo museu pra mim.

Saiba que nos domingos, no vão livre do MASP ocorre uma feira de antiguidades bem interessante! Vale a pena passear ao menos uma vez para checar o que se vendem por lá!

 

Informações:
Horário de funcionamento: Terça a domingo das 10h-18h e quinta-feira das 10h-20h. Fecha dias 24 e 25 de Dezembro e dia 01 de Janeiro. Em janeiro o museu fica aberto às segundas-feiras (informação para 2017)
Entrada: R$30
Gratuidade às terças-feiras
Endereço: Avenida Paulista, 1578 (metrô mais próximo: Trianon)


 

 

Japan House

Eu sentia um pouco falta de opções artísticas na região da Avenida Paulista. Ok.... temos muitos cinemas  e teatros, mas felizmente em 2017 teremos várias inaugurações como o Instituto Moreira Salles e a mais nova inaugurada casa dedicada a arte, cultura e etc: a Japan House.

Inaugurada em Maio de 2017, trouxe a exposição BAMBU (que ficou até o começo de Julho em cartaz) que causou o maior furor! Todos os dias lotado de visitantes, eu mesma só fui quase no fim!

A Japan House tem como missão ser um ponto de difusão de todos os elementos da cultura japonesa para a comunidade internacional e além de São Paulo, possui prédios com este fim em Londres e Los Angeles. Concebida pelo governo Japonês, tem como objetivo oferecer lazer e um intercâmbio intelectual entre o Japão e o resto do mundo.

Além de exposições de arte, você ainda encontra shows, workshops, tecnologia, artes tradicionais, experiências gastronômicas, encontros de negócios, estudos acadêmicos, seminários temáticos, informações turísticas, café, biblioteca e etc. Para saber a programação da casa, basta ficar atento na fan page do Facebook da Japan House para ficar por dentro da programação! Mas de toda forma, o Itinerário de Viagem vai tentar ao máximo ir a todos os grandes eventos e atualizar por aqui e na nossa fan page!

Em um dos espaços expositivos feito de bambu estava passando fragmentos do longa metragem de desenho animado "A Kaguya". Você tem que entrar descalço no interior da estrutura e quero registrar que a sensação de pisar em bambus é energizante, me emocionei só com isso! Eu nunca havia pisado com os pés descalços no bambu! Tô achando que é uma memória afetiva ancestral minha que me tocou! rsrsrsrs... Depois você deita no tatame e assiste à projeção.

 

 

 

Japan House, Sao Paulo, Brasil

Fachada da Japan House na Avenida Paulista, São Paulo

Japan House, Sao Paulo, Brasil

Várias peças de bambu e outros elementos expostos

Japan House, Sao Paulo, Brasil

Deitada no tatame assistindo a "A Kaguya" do Studio Ghibli

Japan House, Sao Paulo, Brasil

A obra Conexão 2017 de Chikuunsai IV Tanabe

Japan House, Sao Paulo, Brasil

Detalhe da parede de papel do artesão Yasuo Kobayashi

Japan House, Sao Paulo, Brasil

Vista para a biblioteca


 

 

Instituto Itaú Cultural

Fachada do Itaú Cultural

O Instituto Itaú Cultural é voltado para a pesquisa e a produção de conteúdo artístico e cultural, além de realizar o mapeamento, o incentivo e a difusão de manifestações artístico-intelectuais. Ou seja, é uma empresa que ajuda a movimentar a cena artística não só dentro desta sede, mas em lugares como o Auditório do Ibirapuera, por exemplo.

Além de espaços expositivos, o prédio possui uma biblioteca e vira e mexe há várias palestras e apresentações de teatro e dança. Vale a pena ficar de olho porque tudo é sempre gratuito! Para conseguir garantir o seu ingresso, geralmente os mesmos são distribuídos entre 1 ou 2 horas antes do espetáculo começar... Como geralmente atrai muita gente, isso demanda um pouco mais de tempo. Felizmente hoje, se você tiver este tempo disponível (normalmente os espetáculos são durante a semana e não aos finais de semana) você pode dar um pulinho lá na Japan House, mas lógico, só naquele tempinho entre conseguir o ingresso e o início do espetáculo 😉

Eu mesma já tive a intenção de ir por diversas vezes a uma peça de teatro neste lugar. Mas nunca tive este tempo. Assim que eu for, conto como foi!

Preciso destacar o Espaço Olavo Setubal que é um espaço expositivo permanente com a coleção de arte de Olavo Setubal. Trata-se da oitava maior coleção corporativa do mundo e a primeira da América do Sul, segundo o próprio site do Instituto Itaú Cultural.

O prédio possui dois andares com estas obras, compondo as coleções "Brasiliana" e "Numismática". O acervo começou a ser criado na década de 1960, quando Olavo Egydio Setubal adquiriu a obra "Povoado numa Planície Arborizada", do pintor holandês Frans Post. E depois, acho eu, tomou gosto pela coisa e foi adquirindo mais itens relacionados.

No total são 15 mil itens sendo: pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, filmes, vídeos, instalações, edições raras de obras literárias, moedas, medalhas e outras peças.

Sempre que vou lá fico fascinada porque o acervo é realmente rico! Você observa vários desenhos realizados na época em que o Brasil foi descoberto e como os desenhos possuíam a sua interpretação nos moldes do século XVI. É bem interessante notar o pudor em retratar indígenas nús em uma determinada época e nota-se como era urgente registrar em imagens (como não existia a câmera fotográfica ainda... era tudo desenhado) daquilo que se via em relação a vegetação e animais.

Os desenhos são primorosos e a expografia é lindíssima, luz correta, espaços bem pensados, enfim... Amo!

A primeira vez que visitei o instituto havia uma exposição rolando mas não lembro qual era o tema. Nesta segunda vez estava rolando a exposição "Consciência Cibernética" e ocupou 3 andares com 10 trabalhos grandes de artistas brasileiros e estrangeiros, todos utilizando a tecnologia na arte. A proposta era trazer um olhar artístico sobre a evolução das máquinas e questionar se as máquinas terão capacidade de ultrapassar funções antes executadas apenas pelo cérebro humano. Muitas obras interativas que eu adoro! Fiquei surpresa com muita coisa que eu vi!

Itaú Cultural, São Paulo, Brasil
Itaú Cultural, São Paulo, Brasil
Itaú Cultural, São Paulo, Brasil

Com dez trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros que usam a tecnologia na arte, a exposição propõe um olhar artístico sobre a evolução das máquinas e questiona se elas terão capacidade de ultrapassar funções antes executadas apenas pelo cérebro humano.

Consciência Cibernética, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil
Consciência Cibernética, Itaú Cultural, São Paulo, Brasil

 


 

Galeria Vermelho

No final da Avenida Paulista, que fica pra lá da Rua da Consolação (sim... ainda tem um pouquinho mais da Avenida Paulista pra lá), tem uma das melhores galerias de arte contemporânea de São Paulo, a Galeria Vermelho. Com quase 40 artistas representados, sempre haverá uma ótima exposição para apreciar. E quem sabe, comprar uma obra de arte contemporânea. Fique atento na programação e se puder e ter a sorte de ver a exposição de artistas como André Komatsu, Cinthia Marcelle e Marcelo Moscheta, será uma grande sorte!

Ah, a galeria fica no mesmo terreno que o restaurante do chef-star Henrique Fogaça, o SAL. Em uma das visitas à galeria acabei encontrando o chef que é meeeeega simpático e muito, mas muito fofo!

Informações:
Endereço: R. Minas Gerais, 350
Horário de funcionamento: Terça a Sexta das 10-19h e Sábados das 11h-17h

 

Galeria Vermelho, São Paulo, Brasil

Fachada da Galeria Vermelho

Horário de funcionamento

São Paulo é conhecida como "a cidade que nunca dorme" mas ela dorme sim! Para quem está interessado em compras, atente-se aos horários do comércio da capital paulistana:

  • Lojas de rua geralmente abrem às 09h e fecham entre 18h ou 19h (depende muito do bairro). Alguns mercados de bairro ficam abertos até 20h e 21h. Aos sábados estes estabelecimentos abrem das 09h até 12h ou 13h e domingos e feriados fecham, exceto os mercados de bairro
  • Mercados maiores e shoppings centers funcionam das 10h até 22h de segunda a sábado e domingos e feriados das 10h até 20h, exceto os mercados maiores que ficam abertos até mais tarde.
  • Museus e instituições culturais geralmente não abrem de segunda-feira. Confirme sempre

 No Brasil existem vários feriados e se você estiver por aqui quando um feriado cair numa terça -feira ou quinta-feira, saiba que poderá encontrar um trânsito caótico para todo canto (mais do que nos dias normais). Geralmente as pessoas "emendam" o feriado com o final de semana e vão para o interior ou litoral. A melhor coisa, nestas épocas, é aproveitar São Paulo com 1% menos gente (são 20 milhões de habitantes e geralmente 2 milhões fogem da cidade nos feriados prolongados)

 

Cinemas:

Existem alguns cineclubes muito bons para quem quer assistir a filmes caracterizados como "filme arte" e indicamos Reserva Cultural (Endereço: Av. Paulista, 900), Espaço Itaú de Cinema (Endereço: Rua Augusta, 1475), CineSesc (Endereço: R. Augusta, 2075) e Cine Belas Artes (Endereço: R. da Consolação, 2423)

 

ATENÇÃO: Algumas informações descritas no site podem mudar, como por exemplo, preços, horários de funcionamento e até mesmo endereços. Consulte sempre antes de ir! Não possuímos vínculos com as empresas, serviços e profissionais mencionados neste site 😉

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