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CRÔNICA DE VIAGEM #09: Depressão pós viagem
Postado por Estela T em Janeiro 24, 2018 Editado Abril 17, 2018 at 10:45 am

A "depressão pós viagem" pode acontecer ainda em plena viagem, ou seja, geralmente ela bate no peito lá no seu penúltimo dia de viagem. Começamos a ficar agoniados até porque vem à mente que logo mais teremos que nos jogar de volta à rotina dos outros 11 meses do ano. Quando se faz uma viagem maior, esta "depressão" pode acontecer quando ainda restam, sei lá, 7 dias para a viagem terminar. Aí entra o momento em que você começa a rever se está realmente aproveitando todos os momentos da viagem, analisa o que é possível fazer diferente para se sentir aproveitando forma plena a viagem. Há aqueles que saem em busca frenética de prazeres e compras, como se não houvesse amanhã.

Eu geralmente sinto uma leve depressão no terceiro dia antes da viagem de volta. Tento não me abater até chegar o dia fatídico, mas nem por isso a depressão não está lá... instalada! Gente... não é questão de masoquismo.... viajar para sentir esta angústia da volta.... simplesmente é difícil controlar!

Fazer as malas é o pior momento. Fechá-las então... é um dos momentos mais tristes que vivo em uma viagem. Entro no táxi e dou aquela olhada do tipo "scanner" para as ruas, as pessoas, os locais por onde andei, o céu, os prédios, como se estivesse tentando absorver toda aquela atmosfera por um ângulo diferente. Neste momento se o taxista estivesse me levando a um lugar diferente senão o aeroporto da volta, nem notaria.

Aí você chega no aeroporto e... bem.... o que dizer? Aeroporto é um lugar comum... você tem um choque de realidade muito cruel porque nada daquilo que você viveu fora dele te faz lembrar a viagem que teve. Ok... algumas lojas de souvernires ainda te faz sorrir com cores, sabores e formas que você viu na sua viagem, mas não deixa de ser um lugar comum e padronizado e, o pior, é onde você passa horas esperando para voltar. As piores horas de espera são aquelas da volta e as melhores são aquelas quando você vai!

Já tive que sair correndo pelos corredores do aeroporto de Amsterdam para não perder o vôo de volta ao Brasil. No fundo, torci para perder o vôo, vou ser sincera. O que eu teria que fazer depois de perder o vôo? Eu nem me importava (mas dica: NUNCA perca um vôo, NUNCA, ENTENDEU?).

Já chorei por ter que ir embora de Istambul, mas logo me animei porque estava indo a Paris. Então foi uma deprê recompensada!

Mas aí, rapidamente, você avista aquela sua cidade natal pela janela do avião. Pronto... a depressão agora é vista no meu semblante. É por isso que já nem mais sento na janela na viagem de volta!

Os primeiros dias de volta à rotina são esquisitos. Levo cerca de 15 dias para deixar de me sentir estrangeira na minha própria cidade. Os sons, os cheiros, a linguagem, tudo é tão diferente pra mim que até eu voltar a minha chave cerebral para a terra natal, me sinto esquisita.

Onde estão os aromas? Os burburinhos da cidade?

Onde estão os cheiros e as cores?

Onde estão os museus e aqueles lugares que me surpreenderam?

Ah.... guardo-os na mente, no coração e nas fotos!

Chega o momento de organizar todas as fotos que tirei e passa aquele filme na cabeça... como foi boa a viagem! E de repente, elas viram passado quando, finalmente, começo a me planejar para a próxima!

Ótimo! Depressão superada! Lá vou eu de novo!

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